PROJECTO GUINÉ-BISSAU CONTRIBUTO
10.05.2003
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CIDADANIA - DIREITOS HUMANOS - DESENVOLVIMENTO SOCIAL
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O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU!
CD LEMBRANÇA - ERNESTO DABÓ http://www.ernestodabo.com/ A PROPÓSITO DE TRATAMENTO HIPOTÉRMICO 20.05.2013 Volto a dizer, de forma convincente, que nunca excluímos quem quer que fosse, deste nosso Projecto. Colaboradores houve, em determinados períodos, que solicitaram a retirada dos seus trabalhos do nosso site. Alguns não me deram sequer chance de os tentar demover das suas pretensões, por isso, respeitei as suas decisões. Quero que compreendam que o momento não é para polémicas desnecessárias. Não tenho tempo nem motivações para isso. Debater/discutir assuntos temáticos sim, estou disposto a tal, mas não estou, não estarei mais, disposto a disputar protagonismos. Foi por isso mesmo que decidi desligar-me das redes sociais (Facebook e Twitter)! Quero agradecer uma vez mais, em nome do nosso Projecto, a todos quantos continuam a manifestar os seus pontos de vista sobre os dez anos de sua existência. Creio que não restam dúvidas de que todos estão comprometidos com a nossa Guiné-Bissau, a causa comum, e, por isso, dispostos, cada um à sua maneira e com o seu pensar, seja ele qual for, a ajudar o país a reafirmar-se, e a tudo fazer para que os guineenses se reencontrem. Unidos na diversidade, respeitando-nos, independentemente das nossas diferenças, seremos capazes de trabalhar bem e obter resultados positivos para a Guiné-Bissau. Aproveito para "mobilizar" novos colaboradores e incentivar os colaboradores de sempre para a necessidade de diversificarmos as áreas de abordagem temática, ou de sustentarmos com mais contributos, as áreas temáticas já existentes. Não seremos bem sucedidos nos nossos propósitos se, nas nossas abordagens, continuarmos a dar primazia às questões de cunho político, em detrimento das áreas promotoras do desenvolvimento social e económico do país. Vamos debater o país de A a Z! Estarei de novo ausente, na Suécia, em serviço, a partir de amanhã, dia 21, por um período que pode ser até 31 de Maio. Não deixem, ainda assim, de enviar os vossos contributos. Obrigado! Didinho 20.05.2013 DIDINHO.ORG, UMA DÉCADA DE LUTA CONTRA O SUBDESENVOLVIMENTO 19.05.2013 VIOLÊNCIA DOMÉSTICA II 19.05.2013 O DOMÍNIO DO SOTAQUE NUNCA FOI, NÃO É E NUNCA SERÁ SINÓNIMO DE INTELIGÊNCIA 19.05.2013 UNIÓN DE LOS ESTUDIANTES AFRICANOS DEL PINAR DEL RIO, CUBA 19.05.2013 Biuma Nanatche Paz e bem compatriota, venho por este meio endereçar meus parabéns para árdua e difícil trabalho que tens levado a cabo há uma década com sabedoria e particularmente com coragem e imparcialidade no que diz respeito aos problemas difíceis do nosso país de maneira particular desde 12 de Abril de 2012,eu acredito como guineense que esta humilde e valiosa contribuição evitou até agora derramamento de sangue no nosso país, espero que Deus continue protege-lo e guiar teus passos porque a Guiné e mundo precisa de ti, agradeço a Deus por ter um compatriota DIDINHO que orgulha a grande maioria dos guineenses e a todos amantes de paz, de liberdade de expressão e da vida que ninguém tem direito de aborta-la seja qual for a razão. Para terminar gostaria de lhe dizer que estás entre os melhores filhos da Guiné e, continua com teu e nosso partido, a Guiné-Bissau. Biuma Nanatche 18 de Maio de 2013 Tenho estado de longe mas bem perto, bem perto a acompanhar tudo o que, e bem, continuas a escrever nesta tua permanente luta pela Guiné e não só. Por isso parabéns merecidos. Em Londres acompanho-te nas cerimónias religiosas pela nossa querida Ema. Que Deus a tenha. P.S. Admirei-me de não ler nenhuma reacção à notícia em que se atribui ao Nobel da Paz a afirmação de que..." Brevemente os USA iriam capturar na Guiné-Bissau, mais pessoas ligadas ao narcotráfico." Vindo de um Nobel da Paz, fiquei desiludido; vindo de um representante da ONU, mais ainda; vindo de um cidadão de um Estado membro da CPLP, pior ainda... Será que voltamos ao tempo dos cow-boys? Espero que não e que em vez de se passar um atestado de menoridade a toda uma Nação; em vez de se armarem em polícias do mundo, que ajudem antes as estruturas dos países a se organizarem. Depois admiram-se! Ainda me lembro do tempo em que os membros da embaixada dos EUA em Bissau circulavam livremente em Bissau e participavam nas farras. Depois destas atitudes, eu, se fosse americano... E o triste é que perdem a razão, quando a têm, só devido à arrogância dos procedimentos. Aquele abraço Serafim Garcia de Carvalho 17 de Maio de 2013 Caro Didinho, O que estás a fazer em prol da Guiné-Bissau demonstra claramente que sabes onde estás e onde queres chegar. É de louvar, a tua dedicação, disciplina e o comprometimento com a nossa querida Guiné. Foram 10 anos de persistência, de aprendizagem e de profissionalismo... É uma obra! Quero deixar as minhas sinceras felicitações, não pelo tempo investido mas sim, porque mereces... Parabéns Didinho! Vasco de Barros. 17 de Maio de 2013 Meu caro amigo e irmão DIDINHO, da minha parte e com muita sinceridade te desejo tudo de bom e do melhor pelo trabalho que tens estado a fazer em defesa da nossa terra. 10 anos do teu site, um trabalho de alto profissionalismo levado ao mais alto nível. O povo guineense conta contigo e eu DOKA como sempre, atento aos teus escritos..., te valorizo como guineense, mas acima de tudo como um verdadeiro ser humano. Que DEUS te proteja sempre..., e ilumine o teu caminho que todos nós sabemos o difícil que é. Do teu amigo e irmão: DOKA. Parabéns DIDINHO sempre na luta pela verdade. 17 de Maio de 2013 MEMORANDO DE ENTENDIMENTO PÁGINA 1 MEMORANDO DE ENTENDIMENTO PÁGINA 2 Caro irmão Didinho Os meus sentimentos compartilhados pela celebração de mais uma Missa em memória da sua falecida mãe. Boa Viagem e um bom retorno para dar continuidade a aquilo que você sabe fazer com satisfação. Queridos Irmãos da Guiné-Bissau, o Aniversário do site GUINÉ-BISSAU CONTRIBUTO, inicialmente conhecido como site Didinho diz respeito a todos os guineenses que durante anos tiveram privilégios de acesso às informações sobre a Guiné no seu aspecto político, econômico e social. Tudo isso através de empreendimento jornalístico e informativo do nosso irmão Didinho, levado a cabo de forma militante e gratuita. Didinho ao perceber da dimensão e da importância fundamental que seu trabalho teve e tem não apenas para a Guiné e guineenses, mas também para o mundo resolveu dá-lo um caráter universal, cultural e educativo. A Informação mais que uma satisfação que apossa ao nosso ego pessoal é um ato Cultural. Uma sociedade menos informada é uma escrava de si mesma quanto à atualização do conhecimento do dia a dia. A Missão de informar é formar mentes desviadas da realidade social de modo a direcioná-las em busca da VERDADE. GUINÉ-BISSAU CONTRIBUTO, mais que um site é um espaço que todos os guineenses na diáspora utilizam para exercitar liberdade de expressão e de pensamento. Mais do que isso, ele é um lugar onde o contraditório é praticado democraticamente de modo que se possa conhecer as inquietações, revoltas e esperanças de cada um sobre as informações que recebe do nosso País, a adorável GUINÉ que nos viu nascer e nos embalou até crescermos feito homens. Muitos adjetivos têm sido atribuídos à nossa querida Guiné sem que ela possa se pronunciar, porque o desencontro da política institucional que ela vive não lhe facultou chances de se defender oficialmente perante seus juízes internacionais. Mas esse dia haverá de chegar e não tardará. Dia em que todos os filhos da GUINÉ espalhados por quatro cantos do Mundo imbuídos da luz de liberdade e de motivação voltarão com a missão de darem o retorno social, político e econômico a país, onde cada um colocará em prática o longo aprendizado recebido cá fora. Potencialidades humanas e materiais não faltam ao país, basta que todos se reconciliem em torno de um só CAMINHO - PROGRESSO E DESENVOLVIMENTO. Temos condições de, no curto prazo, na base de um entendimento político amplo, fazer deste país um dos mais prósperos da África e do mundo. Portanto, PENSAMENTO POSITIVO, AÇÃO CIDADÃ E AUTOESTIMA REDOBRADA. OBRIGADO GUINÉ-BISSAU CONTRIBUTO. Obrigado a todos que militantemente têm continuado a dar suas contribuições a este Site, espaço de convívio e de exercício da cidadania de todos os guineenses. FELIZ ANIVERSÁRIO AO SITE GUINÉ-BISSAU CONTRIBUTO. DJARAMA DIDINHO Mamadu Lamarana Bari Acadêmico e Prof. da Universidade Federal de Mato Grosso 17 de Maio de 2013 Parabéns Didinho por dez anos de dedicação constante! Que os próximos dez anos te tragam sucesso e saúde extensivos ao Contributo! Fiquei perplexa e muito triste pela perda do Henrique Rosa! Homem Grande que ficará nos corações de todos os que o conheceram! Grande abraço e boa estada em Londres pela Ema, Maria Dulce Almeida 17 de Maio de 2013
CD LEMBRANÇA - ERNESTO DABÓ
http://www.ernestodabo.com/
A PROPÓSITO DE TRATAMENTO HIPOTÉRMICO 20.05.2013
Volto a dizer, de forma convincente, que nunca excluímos quem quer que fosse, deste nosso Projecto. Colaboradores houve, em determinados períodos, que solicitaram a retirada dos seus trabalhos do nosso site. Alguns não me deram sequer chance de os tentar demover das suas pretensões, por isso, respeitei as suas decisões. Quero que compreendam que o momento não é para polémicas desnecessárias. Não tenho tempo nem motivações para isso. Debater/discutir assuntos temáticos sim, estou disposto a tal, mas não estou, não estarei mais, disposto a disputar protagonismos. Foi por isso mesmo que decidi desligar-me das redes sociais (Facebook e Twitter)!
Quero agradecer uma vez mais, em nome do nosso Projecto, a todos quantos continuam a manifestar os seus pontos de vista sobre os dez anos de sua existência. Creio que não restam dúvidas de que todos estão comprometidos com a nossa Guiné-Bissau, a causa comum, e, por isso, dispostos, cada um à sua maneira e com o seu pensar, seja ele qual for, a ajudar o país a reafirmar-se, e a tudo fazer para que os guineenses se reencontrem. Unidos na diversidade, respeitando-nos, independentemente das nossas diferenças, seremos capazes de trabalhar bem e obter resultados positivos para a Guiné-Bissau.
Aproveito para "mobilizar" novos colaboradores e incentivar os colaboradores de sempre para a necessidade de diversificarmos as áreas de abordagem temática, ou de sustentarmos com mais contributos, as áreas temáticas já existentes. Não seremos bem sucedidos nos nossos propósitos se, nas nossas abordagens, continuarmos a dar primazia às questões de cunho político, em detrimento das áreas promotoras do desenvolvimento social e económico do país. Vamos debater o país de A a Z!
Estarei de novo ausente, na Suécia, em serviço, a partir de amanhã, dia 21, por um período que pode ser até 31 de Maio. Não deixem, ainda assim, de enviar os vossos contributos.
Obrigado! Didinho 20.05.2013
DIDINHO.ORG, UMA DÉCADA DE LUTA CONTRA O SUBDESENVOLVIMENTO 19.05.2013
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA II 19.05.2013
O DOMÍNIO DO SOTAQUE NUNCA FOI, NÃO É E NUNCA SERÁ SINÓNIMO DE INTELIGÊNCIA 19.05.2013
UNIÓN DE LOS ESTUDIANTES AFRICANOS DEL PINAR DEL RIO, CUBA 19.05.2013
Biuma Nanatche
Paz e bem compatriota, venho por este meio endereçar meus parabéns para árdua e difícil trabalho que tens levado a cabo há uma década com sabedoria e particularmente com coragem e imparcialidade no que diz respeito aos problemas difíceis do nosso país de maneira particular desde 12 de Abril de 2012,eu acredito como guineense que esta humilde e valiosa contribuição evitou até agora derramamento de sangue no nosso país, espero que Deus continue protege-lo e guiar teus passos porque a Guiné e mundo precisa de ti, agradeço a Deus por ter um compatriota DIDINHO que orgulha a grande maioria dos guineenses e a todos amantes de paz, de liberdade de expressão e da vida que ninguém tem direito de aborta-la seja qual for a razão. Para terminar gostaria de lhe dizer que estás entre os melhores filhos da Guiné e, continua com teu e nosso partido, a Guiné-Bissau.
18 de Maio de 2013
Tenho estado de longe mas bem perto, bem perto a acompanhar tudo o que, e bem, continuas a escrever nesta tua permanente luta pela Guiné e não só. Por isso parabéns merecidos.
Em Londres acompanho-te nas cerimónias religiosas pela nossa querida Ema. Que Deus a tenha.
P.S. Admirei-me de não ler nenhuma reacção à notícia em que se atribui ao Nobel da Paz a afirmação de que..." Brevemente os USA iriam capturar na Guiné-Bissau, mais pessoas ligadas ao narcotráfico."
Vindo de um Nobel da Paz, fiquei desiludido; vindo de um representante da ONU, mais ainda; vindo de um cidadão de um Estado membro da CPLP, pior ainda...
Será que voltamos ao tempo dos cow-boys?
Espero que não e que em vez de se passar um atestado de menoridade a toda uma Nação; em vez de se armarem em polícias do mundo, que ajudem antes as estruturas dos países a se organizarem.
Depois admiram-se!
Ainda me lembro do tempo em que os membros da embaixada dos EUA em Bissau circulavam livremente em Bissau e participavam nas farras.
Depois destas atitudes, eu, se fosse americano...
E o triste é que perdem a razão, quando a têm, só devido à arrogância dos procedimentos.
Aquele abraço
Serafim Garcia de Carvalho 17 de Maio de 2013
Caro Didinho,
O que estás a fazer em prol da Guiné-Bissau demonstra claramente que sabes onde estás e onde queres chegar. É de louvar, a tua dedicação, disciplina e o comprometimento com a nossa querida Guiné. Foram 10 anos de persistência, de aprendizagem e de profissionalismo... É uma obra!
Quero deixar as minhas sinceras felicitações, não pelo tempo investido mas sim, porque mereces...
Parabéns Didinho!
Vasco de Barros.
17 de Maio de 2013
Meu caro amigo e irmão DIDINHO, da minha parte e com muita sinceridade te desejo tudo de bom e do melhor pelo trabalho que tens estado a fazer em defesa da nossa terra. 10 anos do teu site, um trabalho de alto profissionalismo levado ao mais alto nível. O povo guineense conta contigo e eu DOKA como sempre, atento aos teus escritos..., te valorizo como guineense, mas acima de tudo como um verdadeiro ser humano. Que DEUS te proteja sempre..., e ilumine o teu caminho que todos nós sabemos o difícil que é. Do teu amigo e irmão: DOKA. Parabéns DIDINHO sempre na luta pela verdade.
MEMORANDO DE ENTENDIMENTO PÁGINA 1
MEMORANDO DE ENTENDIMENTO PÁGINA 2
Caro irmão Didinho
Os meus sentimentos compartilhados pela celebração de mais uma Missa em memória da sua falecida mãe. Boa Viagem e um bom retorno para dar continuidade a aquilo que você sabe fazer com satisfação.
Queridos Irmãos da Guiné-Bissau, o Aniversário do site GUINÉ-BISSAU CONTRIBUTO, inicialmente conhecido como site Didinho diz respeito a todos os guineenses que durante anos tiveram privilégios de acesso às informações sobre a Guiné no seu aspecto político, econômico e social. Tudo isso através de empreendimento jornalístico e informativo do nosso irmão Didinho, levado a cabo de forma militante e gratuita. Didinho ao perceber da dimensão e da importância fundamental que seu trabalho teve e tem não apenas para a Guiné e guineenses, mas também para o mundo resolveu dá-lo um caráter universal, cultural e educativo. A Informação mais que uma satisfação que apossa ao nosso ego pessoal é um ato Cultural. Uma sociedade menos informada é uma escrava de si mesma quanto à atualização do conhecimento do dia a dia. A Missão de informar é formar mentes desviadas da realidade social de modo a direcioná-las em busca da VERDADE.
GUINÉ-BISSAU CONTRIBUTO, mais que um site é um espaço que todos os guineenses na diáspora utilizam para exercitar liberdade de expressão e de pensamento. Mais do que isso, ele é um lugar onde o contraditório é praticado democraticamente de modo que se possa conhecer as inquietações, revoltas e esperanças de cada um sobre as informações que recebe do nosso País, a adorável GUINÉ que nos viu nascer e nos embalou até crescermos feito homens. Muitos adjetivos têm sido atribuídos à nossa querida Guiné sem que ela possa se pronunciar, porque o desencontro da política institucional que ela vive não lhe facultou chances de se defender oficialmente perante seus juízes internacionais. Mas esse dia haverá de chegar e não tardará. Dia em que todos os filhos da GUINÉ espalhados por quatro cantos do Mundo imbuídos da luz de liberdade e de motivação voltarão com a missão de darem o retorno social, político e econômico a país, onde cada um colocará em prática o longo aprendizado recebido cá fora. Potencialidades humanas e materiais não faltam ao país, basta que todos se reconciliem em torno de um só CAMINHO - PROGRESSO E DESENVOLVIMENTO. Temos condições de, no curto prazo, na base de um entendimento político amplo, fazer deste país um dos mais prósperos da África e do mundo. Portanto, PENSAMENTO POSITIVO, AÇÃO CIDADÃ E AUTOESTIMA REDOBRADA.
OBRIGADO GUINÉ-BISSAU CONTRIBUTO. Obrigado a todos que militantemente têm continuado a dar suas contribuições a este Site, espaço de convívio e de exercício da cidadania de todos os guineenses.
FELIZ ANIVERSÁRIO AO SITE GUINÉ-BISSAU CONTRIBUTO.
DJARAMA DIDINHO
Mamadu Lamarana Bari
Acadêmico e Prof. da Universidade Federal de Mato Grosso
Parabéns Didinho por dez anos de dedicação constante! Que os próximos dez anos te tragam sucesso e saúde extensivos ao Contributo! Fiquei perplexa e muito triste pela perda do Henrique Rosa! Homem Grande que ficará nos corações de todos os que o conheceram! Grande abraço e boa estada em Londres pela Ema,
O ex-Presidente de Moçambique, Joaquim Chissano deve estudar mais sobre a História de África, sobretudo, da África Ocidental, para melhor conhecer a realidade da Guiné-Bissau. A História de África não é apenas a História dos cinco séculos de colonização. Os povos e países africanos não têm, necessariamente, na língua do colonizador, a sua essência cultural identitária, abrangente a outros povos e países, algures no mundo, que também têm a mesma língua oficial como uma das vias de comunicação, a nível interno ou externo. Nos dias que correm, qualquer cidadão do mundo está sujeito a falar mais de cinco línguas "internacionais" e não é por isso que se torna, necessariamente, culturalmente interiorizado e , por isso, parte integrada ou integrante da cultura dos povos que têm originalmente essas línguas como suas.
O país que é hoje a Guiné-Bissau, fez parte do Império do Mali, http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_do_Mali Sr. Presidente Joaquim Chissano. Também fez parte do Reino de Gabu http://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_de_Gabu com todas as implicações que daí advêm, para além de ter a sua própria História, assente na diversidade étnica e cultural de povos que construíram ao longo de séculos, o que hoje é, na verdade, um único povo, o guineense, e uma só Nação, a guineense. Em boa hora, sugiro ao Sr. Presidente Joaquim Chissano, uma recapitulação do pensamento de Amilcar Cabral sobre os seus equívocos relativamente à Guiné-Bissau, os países da África Ocidental, a língua portuguesa e os países de expressão oficial portuguesa.
Quarenta anos após a morte de Amílcar Cabra O QUE RESTA DO SEU SONHO AFRICANO?
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Caros compatriotas
Fidjus di Guiné
Aprendi no SAGRADO QURAN, que a alma recorda tudo o que a mente esquece.
Neste momento de luto, a minha alma recorda-me da pessoa de HENRIQUE ROSA como um CRISTÃO convicto que ajudou a IGREJA a ajudar aos que mais precisam. Enquanto presidente do Benfica, deu muitas alegrias ao seu clube.
Para mim, é o que mais interessa e não o facto de ele ter ou não apoiado um ou outro candidato. É meu entendimento que qualquer cidadão é livre de apoiar quem ele bem entender, até porque estamos a viver em democracia.
Estou em crer que nunca o nosso povo esteve tão dividido como agora. É nesse sentido que gostaria de apelar a todos os editores de blogues no sentido de ajudarem a propagar consensos e abdicarem de tudo o que nos divide. Porque de DOR e de SOFRIMENTO o nosso povo está cansado, muito cansado.
ATÉ SEMPRE CAMARADA PRESIDENTE
VIVA A UNIDADE NACIONAL
Umarú Baldé (Ubas)
Ramos Horta mostra-se confiante no futuro político da Guiné-Bissau
Bonjour Didinho ! Je m'associe à tous ceux qui lisent et/ou publient des contributions dans ce site web pour vous souhaiter bon vent et beaucoup de courages dans ce combat que vous menez depuis déjà 10 ans pour la justice et la liberté dans notre pays. Courage et longue vie à vous.
Bamba Kote
16 de Maio de 2013
Estarei em Londres de 17 a 19 de Maio a título privado para assistir à celebração de uma missa por alma da minha mãe, Ema Gomes da Fonseca, falecida e sepultada na capital inglesa há cinco anos.
IMAGINE... A BELEZA ESTÁ NA DIFERENÇA 16.05.2013
AJOPRODEF - DENÚNCIA - AJOPRODEF ASSOCIAÇÃO 16.05.2013
CRÉDITOS, EMPREENDEDORISMO & DESENVOLVIMENTO: UMA EQUAÇÃO POSSÍVEL - SANTOS FERNANDES
Olá Didinho. Parabéns por uma década de aprendizagem. Só tenho a agradecer-te por me teres ensinado muito durante estes dez anos. Num país como o nosso que depois de quase meio século de independência nem sequer existe um jornal diário, o Projecto Guiné-Bissau Contributo, é de uma relevância extraordinária. Aquele grande abraço.
Embaixador Gil Fernandes
Sorry, sorry, devia ter feito parte do grupo de pessoas que atempadamente felicitaram e te felicitaram pelo projecto Contributo. Dez anos não são definitivamente dez dias, são anos de dedicação de amor pelo sonho em que se acredita e se dá a vida. Sendo muitas vezes mais insultado do que elogiado, mas nada te fez parar porque a tua Pátria e o amor por ela está acima de tudo.
Que esta dedicação e sacrifício façam deste projecto um caminho para a mudança positiva que tanto ambicionamos para a nossa Guiné-Bissau e todos nós somos responsáveis por isso.
Acredito no site, nas reflexões e trocas de opiniões, creio que o dia em que iremos dar mais valor a todo este trabalho está a chegar.
Os meus parabéns e um bem haja.
Cadija Mané
15 de Maio de 2013
Entre as propostas feitas no 10° ano de CONTRIBUTO é de salientar a de uma medalha para Didinho, por seu trabalho em favor da Guiné. Parece-me, além do que eu disse na minha intervenção anterior (5.5.13), que uma conseqüência concreta do trabalho realizado em prol da Guiné, no CONTRIBUTO, deveria ser um engajamento político direto de Didinho na Guiné, com o apoio dos Guineenses, especialmente da Diáspora. E’ necessário que, depois de muito debate, nós todos do CONTRIBUTO nos esforçarmos para realizar politicamente as ideias na Guiné.
Matteo Candido
General Emílio Costa
Irmão Didinho, foi com muita mágoa que recebi a triste noticia da morte do Presidente, irmão, amigo e camarada Henrique Pereira Rosa. Foi como se tratasse de um sonho do qual eu ia-me desfazer...Eu não me arrependo e nunca me arrependi por lhe ter proposto ao colectivo de militares (ex-comando de salvação nacional) para a mais alta magistratura da Nação, aquando do golpe de Estado que derrubou Presidente Kumba Ialá. Fi-lo com todo o orgulho e clarividência porque desde cedo eu via e vi nesse homem um valor extraordinário de simplicidade, moral, humildade, lutador, combatente,honestidade, amor à Pátria, abnegação impar e sobretudo de uma imagem e dignidade imensuráveis. Lembro-me quando o propus para a alta magistratura, o meu comandante e Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, General Veríssimo Correia Seabra me perguntou: mas, Costa, tu conheces este homem que tu nos propões, de onde? Então eu na altura teci várias considerações em relação à pessoa de Henrique Rosa e mostrei aos colegas as verdadeiras qualidades, faculdades, humildade, sinceridade, honestidade, imparcialidade e capacidade intelectual e reconciliadora de que a Pátria precisava na altura. A minha proposta foi aceite sem grandes discussões. O seu nome foi aceite por unanimidade depois da minha explanação. Portanto, Didinho, o Camarada Henrique Rosa é mais um camarada, um combatente com um assumido amor à Pátria que partiu depois de ter cumprido com sabedoria, inteligência, sinceridade, honestidade, transparência e humildade a sua nobre missão para com a nossa querida Guiné-Bissau. Que Deus Pai Todo Poderoso lhe conceda um cantinho na glória! Que a sua alma descanse na paz de Cristo! E não te esqueças, Didinho, que nós não choramos os nossos heróis e combatentes pela Pátria...mas sim, seguimos com abnegação todos os ensinamentos deixados por eles e levantamos mais alto o machado da nossa luta. Que a terra lhe seja leve!
Viva a Guiné-Bissau!
Viva a memoria do Combatente Henrique Rosa!
Vitória kila ka na maina!
Emílio Costa - General das Forças Armadas da Guiné-Bissau e Conselheiro Militar do Bureau do Representante Especial do Presidente da Comissão da CEDEAO
Prezado Didinho,
A nossa Guiné-Bissau perde, efectivamente, com o desaparecimento do Presidente Henrique ROSA, um dos seus ilustres Filhos. Henrique ROSA soube representar dignamente o nosso País, enquanto Presidente da República.
Através de ti, quero apresentar à Família do defunto e ao nosso Povo, em meu nome próprio e em nome da diáspora guineense no Senegal, as nossas sentidas condolências.
Paz no seu repouso eterno.
Henri Labery
OBRIGADO PRESIDENTE 16.05.2013
CAMARADA HENRIQUE ROSA, NA DESPEDIDA 15.05.2013
HENRIQUE PEREIRA ROSA - HUMANISTA, DIGNO E CAPAZ! 21.04.2009
PROJECTO GUINÉ-BISSAU CONTRIBUTO: DEZ ANOS DE APRENDIZAGEM! 15.05.2013
Do amigo Ernst Schade, fotógrafo holandês, algumas imagens recentes da Guiné-Bissau
O Procurador-Geral da República da Guiné-Bissau, Abdu Mané, veio a público dizer que há “maus vizinhos e que as pessoas não devem ter memória curta”. Considera que esta mensagem era dirigida a Cabo Verde?
Como não falo “chinês” não sei o que ele queria dizer com isso.
Enquanto os guineenses estão convencidos de que falam português e têm a língua portuguesa como língua oficial, eis que o Dr. José Ramos-Horta vem mostrar que, afinal, a língua oficial da Guiné-Bissau é o chinês e o que supostamente os guineenses julgam ser português, afinal, é chinês...
É de facto inacreditável e inaceitável que o Dr. José Ramos-Horta, na qualidade de Representante Especial do Secretário-Geral da ONU para a Guiné-Bissau, se tenha referido ao Procurador-Geral da República da Guiné-Bissau, Dr. Abdu Mané, nos seguintes termos: " (...) Como não falo “chinês” não sei o que ele queria dizer com isso." Ramos Horta: “Esta é a última oportunidade para a Guiné-Bissau”
O Dr. Abdu Mané falou em português, para ser compreendido por todos quantos falam e percebem a língua portuguesa, na Guiné-Bissau e em todo o mundo. O que o Dr. Ramos-Horta respondeu em entrevista ao jornal cabo-verdiano "A Semana", é uma autêntica discriminação fundamentada por uma atitude preconceituosa e arrogante, aliás, vincada em várias passagens da entrevista.
Será que o Dr. Abdu Mané se referiu às Nações Unidas, ou à pessoa do Dr. Ramos-Horta, para merecer deste, tamanha desconsideração?
Vamos fazer da Guiné-Bissau um país a sério, com um povo unido (independentemente das nossas diferenças) disposto a trabalhar para a afirmação do país e pelo bem-estar comum. A Guiné-Bissau, conseguindo a sua estabilidade, ultrapassará, em todos os sentidos e num ápice, países que hoje nos tratam como insignificantes e que, na verdade, até têm interesse em que a Guiné-Bissau continue a afundar-se, contrariamente ao que dizem, estar dispostos a ajudar a Guiné-Bissau. Vamo-nos orgulhar do nosso país, das nossas instituições e respeitarmo-nos como irmãos que somos. Que as nossas divergências sejam apenas sinónimo de posicionamentos em forma de argumentação visando o melhor para o país e, consequentemente, para todos os guineenses! Não permitamos mais faltas de respeito para com o nosso país!
Aos políticos, governantes, militares, ao povo em geral, aceitemos o compromisso para com o país, pois somos capazes e vamos conseguir superar os males que nos têm afectado ao longo dos anos.
É preciso que todos assumam compromisso para com o país de todos nós. O PARTIDO DE TODOS OS GUINEENSES, A GUINÉ-BISSAU! Didinho 24.04.2013
Diz-se e bem, que ninguém está acima da lei! Da mesma forma, penso que ninguém está acima da crítica. Ao longo de anos, critiquei e tenho criticado outros; de igual forma, fui e tenho sido criticado por outros. A minha aprendizagem da democracia e do respeito pela diferença, também passa por este processo. No site www.didinho.org todos comentam como bem entendem e cada um argumenta-se da melhor forma que sabe e pode, para manifestar a sua opinião, o seu sentimento, pois que, para nós, o que está em causa é a Guiné-Bissau. Não é só o nosso pensamento que conta. Não são só os elogios que contam, por isso,
Alguns guineenses resumem a crítica e o confronto de ideias apenas
Já agora, aos que me insultam intelectualmente, que razão, que motivação, que certeza têm, para se acharem superiores a mim ou a qualquer outro?!
Enfim, coisas nossas, de guineenses... Didinho 23.04.2013
Que fique claro, que mantenho tudo o que escrevi e, ou, disse sobre o narcotráfico na Guiné-Bissau ao longo dos anos. Por outro lado, reafirmo que não defendo quem quer que seja que esteja ou estivesse envolvido em qualquer tipo de crime, incluindo o narcotráfico!
Defendo, isso sim, a Guiné-Bissau e suas Instituições! Didinho 23.04.2013
Em 2010, numa conversa telefónica com António Aly Silva, estando ele em Bissau e eu em Portugal e a propósito das notícias que davam conta de um alegado envolvimento do Major-General António Indjai no narcotráfico e que o mesmo teria assinado um documento confessando tal prática, António Aly Silva disse-me que isso não correspondia à verdade, pois qualquer um podia fazer essa assinatura ou fazer uma colagem de uma assinatura como se fosse um documento autêntico, assinado por António Indjai.
Disse-me mais António Aly Silva que até mesmo eu, Didinho, poderia fazer isso para comprometer o António Indjai, se fosse o caso... Eram outros tempos...pois se assim não fosse, António Aly Silva teria publicado a notícia no seu blog. Porque não o fez? Porque nunca deu a conhecer o envolvimento de alguém, civil ou militar no narcotráfico para só depois do levantamento de 1 de Abril partilhar o seu EXCLUSIVO: ex-Ministro da Defesa à Comissão de Inquérito ao caso 1 de abril: "1º Ministro Carlos Gomes, ordenou libertação do navio" (com droga).
E agora, o narcotráfico na Guiné-Bissau, jornalista António Aly Silva, resume-se apenas a Bubo Na Tchuto, António Indjai e Papa Camará?
Escrevo esta nota, apenas e só, porque detesto a falta da verdade. O Aly Silva que não me venha dizer que apresente provas, pois foi uma conversa telefónica!
Depois, o que hoje António Aly Silva publica, não é nenhum exclusivo mundial, como afirma, porquanto, na altura, ter sido publicado (com a reprodução do documento contendo uma alegada assinatura de António Indjai na data que a notícia foi divulgada) por exemplo, na rede informativa PNN Guiné-Bissau: Indjai confessa papel activo no narcotráfico - "Diário Digital", "Bissau Digital", Luanda Digital" e partilhado por vários sites e blogues. Senhor jornalista António Aly Silva...que descuido!
E assim se vai fazendo "jornalismo"...passando-se por "jornalista"... Didinho 22.04.2013
Guiné-Bissau: Indjai confessa papel activo no narcotráfico
Constituição da República
ARTIGO 51°
1 - Todos têm direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento por qualquer meio ao seu dispor, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informado sem impedimento nem discriminações.
2 - O exercício desse direito não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
Não havendo respeito pela diferença, todo e qualquer discurso de sustentação da democracia, visando o estatuto de democrata, bem como de respeitador dos Direitos, Liberdades, Garantias e Deveres Fundamentais dos cidadãos, resume-se a um mero acto de hipocrisia!
Os que hoje, por conveniência de interesses reprimem com reprovação e exclusão, o pensamento diferenciado, não devem ser considerados apologistas da promoção da Democracia, dos Direitos, Liberdades, Garantias e Deveres Fundamentais dos cidadãos. Não devem ser considerados apologistas da promoção do diálogo, da inclusão, do debate de ideias, em suma, do pluralismo na sociedade guineense. Eles são, apenas, defensores de interesses de grupos, em função da satisfação dos seus próprios interesses! Didinho 21.04.2013
COMENTÁRIOS AOS DIVERSOS ARTIGOS DO ESPAÇO LIBERDADES
COMENTÁRIOS AOS DIVERSOS ARTIGOS DO NÔ DJUNTA MON
Muitos guineenses, têm de facto, memória curta, para além de serem oportunistas e estarem equivocados. Ao longo de anos (sem pretender vangloriar-me do que quer que seja, sobre algo que preferia nunca ver associado à imagem do meu país) fiz a minha parte relativamente à questão da denúncia, do alerta e da sensibilização sobre a questão do narcotráfico na Guiné-Bissau, como mais ninguém o fez, publicamente, de forma contundente e detalhada. Se estiver errado, corrijam-me, mas pesquisem primeiro, sobre o que escrevi e, ou outros escreveram, dando a cara, sobre o narcotráfico na Guiné-Bissau!
Os riscos que corri e que ainda hoje se mantêm, sobre a minha postura na matéria, obviamente que não constituíram, não constituem preocupação de mais ninguém, para além dos que me são próximos, entre familiares e os verdadeiros amigos de sempre!
Prometi a mim mesmo não voltar a escrever sobre o narcotráfico, não por receio do que quer que fosse, mas por achar que já tinha feito a minha parte (que se tornou num manual de consulta, para os que lidam seriamente com essa matéria e dão valor ao trabalho que está registado no site www.didinho.org ) e que, quem de direito, não importa de onde, em função da real ameaça de um crime de natureza e abrangência global, deveria fazer também a sua parte, para ajudar a Guiné-Bissau a ultrapassar a "doença" que acabara de contrair. A Guiné-Bissau, como preocupação do meu dia-a-dia, é mais do que a abordagem da questão do narcotráfico.
Nunca confundi e jamais confundirei pessoas com instituições. Não confundo o António Indjai, o Bubo Na Tchuto e outros que sempre tratei pelos seus nomes, dando a cara e responsabilizando-me pelas denúncias e críticas que lhes fiz, com a Instituição Forças Armadas Revolucionárias do Povo, ou, simplesmente, Forças Armadas da Guiné-Bissau, que merece, merecerá sempre o meu respeito e a minha admiração, a exemplo de todas as Instituições da República, ciente de, em todas elas, haver bons e maus representantes! Didinho 20.04.2013
EDITORIAL 13 - VICTOR GOMES PEREIRA 18.04.2013
SENTENÇA CEGA, COM HORA MARCADA 17.04.2013
É UMA PENA QUE SE CONTINUE A MALTRATAR A PÁTRIA DE CABRAL! 15.04.2013
Estabelecer paralelos entre a Guiné-Bissau e Timor Leste (Lorosae) para insinuar uma hipotética Administração da República da Guiné-Bissau pelas Nações Unidas, só mesmo, por ignorância, ou falta de patriotismo!
A nossa independência, foi conquistada, não negociada!
Se os guineenses não respeitarem o seu país, ninguém mais o fará, que isto fique claro!
Se Timor Leste de facto se tornou independente em 1975, porque razão foi invadida 3 dias depois pela Indonésia, depois de abandonada por Portugal?
Se Timor Leste de facto era um Estado independente, porque razão foi considerado pelas Nações Unidas como sendo, oficialmente, território português por descolonizar até 1999?
A República da Guiné-Bissau está, ou alguma vez esteve, na situação de Timor, depois da proclamação unilateral da nossa independência a 24 de Setembro de 1973?
Haja respeito pelo nosso país e por todos quantos de uma forma ou de outra contribuiram para a nossa independência, bem assim, pela conquista da liberdade em Portugal e pelas independências de outros países de língua portuguesa.
Viva a República da Guiné-Bissau, dos guineenses e para os guineenses, ontem, hoje e sempre!
A República da Guiné-Bissau foi uma colónia de Portugal desde o século XV até proclamar unilateralmente a sua independência, em 24 de Setembro de 1973, reconhecida internacionalmente - mas não pelo colonizador. Tal reconhecimento por parte de Portugal só veio em 10 de Setembro de 1974. A Guiné-Bissau foi a primeira colónia portuguesa no continente africano a ter a independência reconhecida por Portugal. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Guin%C3%A9-Bissau
Conhecido no passado como Timor Português, foi uma colónia portuguesa até 1975, altura em que se tornou independente, tendo sido invadido pela Indonésia três dias depois. Permaneceu considerado oficialmente pelas Nações Unidas como território português por descolonizar até 1999. Foi, porém, considerado pela Indonésia como a sua 27.ª província com o nome de "Timor Timur". Em 30 de agosto de 1999, cerca de 80% do povo timorense optou pela independência em referendo organizado pela Organização das Nações Unidas. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Timor-Leste Didinho 14.04.2013
A Comunidade Internacional, de tantos erros cometidos na leitura, interpretação e sugestão de soluções para os problemas institucionais e não só, que têm afectado a Guiné-Bissau, acaba por ser parte desses problemas. As constantes ameaças de abandonar a Guiné-Bissau à sua sorte e, consequentemente, de contribuir para o isolamento da Guiné-Bissau, não são discursos encorajadores tendo em vista ajudar na reestruturação/recuperação do Estado guineense, antes pelo contrário, são discursos que todos aqueles que não vêem com bons olhos e não querem a afirmação de uma Guiné-Bissau Positiva (incluindo os guineenses que só querem servir-se do país, ao invés de servirem o país) encaram como sendo de incentivo/motivação e de promoção de uma Guiné-Bissau, terra de ninguém, para aproveitamento descarado, quer das suas riquezas naturais, quer da sua localização geoestratégica, segundo as conveniências. Afinal, é essa Guiné-Bissau, terra de ninguém, que mais tem sido "apoiada", falada todos os dias, ao longo dos anos e pelos piores motivos, obviamente!
A Comunidade Internacional sabe e bem que, uma Guiné-Bissau, terra de ninguém, na sua plenitude, pode vir a constituir-se num problema sério, não só no contexto regional africano, mas também, a nível de acções globais do crime organizado, um pouco por todo o mundo!
Ajudar ou não a Guiné-Bissau (no sentido positivo do termo) nesta fase difícil que o país atravessa, é uma opção que implica, ou não, realismo e compromisso quer dos guineenses, quer da Comunidade internacional!
A Guiné-Bissau, a exemplo de todos os países, não gerou apenas pessoas que representam o negativismo e a incompetência.
Devemos ter e manifestar orgulho pelos guineenses (e são muitos) que são símbolos do positivismo e da competência, quer dos que se encontram na Guiné-Bissau, quer dos que se encontram um pouco por todo o mundo. Deixemos de referenciar os piores filhos da nossa terra, a cada hora, todos os dias, e com isso, fomentar o espírito do negativismo e do descrédito num futuro promissor para as gerações vindouras.
O nosso país tem infinitas potencialidades. A diversidade presente na nossa identidade faz de nós, guineenses, um dos povos mais ricos da humanidade!
Comecemos a fazer referência às referências dignas que são os nossos irmãos e irmãs que merecem a nossa estima, a nossa consideração, o nosso estímulo, para que se sintam acarinhados e motivados a darem o melhor para a nossa Pátria!
Saibamos reconhecer e valorizar os melhores filhos, as melhores filhas da Guiné-Bissau. Vamos contribuir para elevar a imagem do nosso país!
Façamos todos parte do Projecto da elevação da auto-estima nacional.
Vamos fazer da Guiné-Bissau um país a sério, não para mostrarmos ao mundo do que somos capazes, mas, para provarmos a nós mesmos que, somos tão capazes como todos os povos do mundo! Didinho 09.04.2013
Se decidirmos pela cultura da paz; se apostarmos na estabilidade, no desenvolvimento do país e no bem-estar de todos nós, demore o tempo que demorar, colheremos, certamente, os benefícios resultantes dessa decisão e dessas apostas. Por outro lado, se continuarmos a teimar em ver a Guiné-Bissau chegar ao fundo do poço, pois ainda não chegou lá, então, não tenho dúvidas de que, demore o tempo que demorar, colheremos, certamente, os prejuízos dessa teimosia! Didinho 14.03.2013
Continuamos a instigar a divisão, fomentando desgastes, potenciando rupturas, capazes de fazer desmoronar, a qualquer momento, os alicerces, as "firkidjas" ainda presentes e sustentáveis, da nossa débil estrutura identitária nacional. Importa considerar que o facto de a Guiné-Bissau ser um país multi-étnico e por via disso, multi-cultural, será sempre um aspecto positivo, se houver unidade para o melhor dos aproveitamentos da nossa diversidade. Da mesma forma, pela negativa, o factor multi-étnico e multi-cultural pode ter consequências desastrosas, sobretudo se usado para a lógica de dividir para melhor reinar. Saibamos acautelar o futuro, o nosso, o dos nossos filhos, o dos nossos netos, e o das gerações vindouras! Didinho
RECAPITULANDO
É importante que os parceiros da Guiné-Bissau se decidam rapidamente pelo reconhecimento das autoridades de transição e prestem apoio à conclusão do processo/período de transição consequente do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012, afim de se proporcionar/viabilizar a retoma da ordem constitucional, quiçá, da ordem democrática, promovida e sustentada pela realização de eleições gerais o mais breve possível.
Apesar do realismo sobre a ruptura constitucional provocada pelo (condenável como todos os anteriores) golpe de Estado de 12 de Abril de 2012, importa referir que, face à viabilização do parlamento guineense, enquanto órgão de soberania, e cujos deputados foram eleitos pelo povo, seria de todo conveniente, não menosprezar o Artigo 1º da Constituição da República, que define (entre outros) a Guiné-Bissau como República Democrática, ou seja, cujos poderes políticos de representação do Estado, têm que ser escolhidos e validados pelo povo, através de eleições.
Não sou apologista do prolongamento "sem fim à vista" do processo e do período de transição. Sou da opinião de que, os partidos políticos devem rever-se nas suas capacidades e estratégias para merecerem a confiança do eleitorado e, assim, chegarem ao poder. Por isso, seria interessante e importante que os partidos políticos se preparassem e anunciassem publicamente, o mais rapidamente possível, os seus posicionamentos e objectivos, visando a retoma da normalidade constitucional e democrática, tendo em conta que a representação do poder é delegada pelo povo!
Um processo transitório, é apenas isso, mas tem que ser definido/limitado no tempo, porque senão, o poder constituído por essa via circunstancial, "acostuma-se" e depois, dificilmente aceita reconhecer que o povo (dono do poder) tem que votar e decidir a quem entregar/delegar a representatividade do país, do Estado, por um período específico estabelecido na Constituição da República da Guiné-Bissau!
Somos um povo capaz, tal como todos os outros povos do mundo, por isso, devemos ser capazes de entender a democracia, não à nossa maneira, mas nos moldes da sua interpretação universal, numa primeira avaliação, ainda que, possamos questioná-la, reflectir sobre a sua essência, adaptá-la ou enquadrá-la em função da nossa realidade. Podemos fazer tudo isso, mas antes, devemos interiorizar o conceito universal de democracia, já que o Artigo 1º da nossa Constituição, define a nossa República, como sendo Democrática, não numa especificidade/exclusividade democrática guineense, mas num contexto universalista relativamente ao conceito de democracia! Didinho 11.01.2013
A FALTA DA VERDADE
Muito sinceramente, gostaria de me regozijar com a nomeação de José Ramos Horta, para o cargo de Representante Especial do Secretário-Geral da ONU na Guiné-Bissau, enquanto figura de referência, relativamente à Paz, tal como, reconhecido, no contexto universal, através do Prémio Nobel da Paz, e não, como, venho constatando, por posicionamentos/afirmações/opiniões, que já o transformaram no idealizador de algo que nenhum guineense foi ou é capaz de fazer.
José Ramos Horta merece o nosso reconhecimento; José Ramos Horta merece a nossa estima e consideração, porém, não gostaria que um dia, alguém viesse dizer que, se não fosse o José Ramos Horta, os guineenses não seriam capazes de se entender!
Vejamos os trabalhos, as opiniões, os esclarecimentos, os posicionamentos de vários guineenses, concretamente sobre a crise despoletada pelo golpe de Estado de 12 de Abril de 2012, publicados no site www.didinho.org desde então.
Escutemos as palavras, voltemos a ler as declarações de José Ramos Horta.
Terá sido sincronismo de ideias?
José Ramos Horta disse algo sobre a Guiné-Bissau, que nenhum guineense dissera ou escrevera?
Quando foi que José Ramos Horta começou a abordar publicamente a crise despoletada pelo golpe de Estado de 12 de Abril na Guiné-Bissau, mostrando o seu posicionamento, que hoje, devidamente analisado, conclui-se, que vai de encontro ao que desde Abril de 2012 se tem escrito no site www.didinho.org ?
Continuamos a desvalorizar, a minimizar o que de melhor temos, idolatrando outros (sem ofensa) que, mais não fazem do que aproveitar as nossas ideias, para se posicionarem sobre a nossa realidade e sobre os nossos problemas.
A solução somos nós, guineenses; a solução está em nós, guineenses!
Há uns poucos anos, no âmbito do programa de reforma das Forças de Defesa e Segurança patrocinado pela União Europeia, foi enviado para a Guiné-Bissau o General espanhol Juan Esteban Verástegui.
Sete meses depois da sua chegada a Bissau, o General Verástegui enviou-me um e-mail, pedindo-me apoio, pois, pelo que me disse, volvidos sete meses de missão, desconhecia por completo a realidade guineense no geral, e a militar, em particular.
O General Verástegui fez questão de me dizer que tinha sido instruído/orientado por "outras figuras" para me contactar no sentido de o ajudar a conhecer a realidade militar, política e social da Guiné-Bissau...
Infelizmente, o guineense tarda em reconhecer o mérito e os préstimos desinteressados, de outros seus compatriotas, que têm apresentado ideias interessantes para a solução de muitos problemas que afectam o nosso país! Didinho 15.02.2013
Que Justiça queremos afinal, na Guiné-Bissau?
Que Ministério Público poderá, alguma vez, realizar algum trabalho, a bem do interesse nacional e que seja visto com imparcialidade e satisfação pelo cidadão, quando o próprio cidadão, desconhecedor dos processos judiciais, insurge-se contra o Ministério Público e coloca-se a favor de quem é suspeito, como se o suspeito, não fosse um ser humano e, por isso, sujeito a cometer erros, crimes, etc., como qualquer outro?
POR QUE CONTINUAMOS A ACHAR QUE ALGUNS ESTÃO OU TÊM QUE ESTAR ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA E, POR CONSEGUINTE, ACIMA DA LEI?! Didinho 12.02.2013
O que é que, NA VERDADE, nós guineenses queremos para a Guiné-Bissau, NOSSO BEM-COMUM, quiçá, para todos nós?
ESTAREMOS, de facto, comprometidos com o país?
Venho constatando, com profunda tristeza que, enquanto guineenses, somos insensíveis, ou melhor dizendo, avessos ao reconhecimento e valorização de figuras da nossa referência nacional, com provas dadas através de capacidades demonstradas em diversas áreas!
Para nós, ninguém pode ter mérito, enquanto a quem julga quem não for igualmente atribuído mérito, pois, julgamos que, tal como em relação aos direitos e deveres constitucionais, o mérito faz parte do "pacote" dos direitos fundamentais do cidadão. Por isso, achamos que, se "ele" tem mérito, "nós", claro está, também devemos ter... Afinal, o que é que ele é mais do que eu, questiona-se em modo desafiador e de forma descarada, numa pretensa auto-afirmação, com "legitimidade"... Coisas nossas, diria Jorge Ampa Cumelerbo... Didinho 22.01.2013
Hoje quero dar os meus parabéns aos poucos, mas influentes e indispensáveis (porquanto comprovadamente úteis) guineenses e amigos da Guiné-Bissau, proprietários/editores, de sites ou blogues, de partilha/divulgação de notícias ou de opiniões, independentemente das nossas diferenças, do que nos separa, mas, sobretudo, pelo que nos aproxima a todos - a Guiné-Bissau e os guineenses!
Independentemente das convicções e dos posicionamentos de cada um, o respeito pela diferença permite-nos estar perante distintos pontos de vista, o que, consequentemente, nos permite, igualmente, estar em presença de dados promotores de comparação, o que é, deveras importante para qualquer avaliação, sobretudo, quando se tem dúvidas!
Importa destacar que há muitos guineenses a escrever hoje em dia, sendo que, a maioria tem páginas pessoais nas redes sociais, mas, poucos são aqueles que aceitam abraçar o desafio de suportar responsabilidades assumindo um compromisso tão desgastante, que muita gente desconhece, como é a iniciativa de criar, desenvolver e manter um site/blog predominantemente sobre a Guiné-Bissau, no intuito de servir o país, os guineenses, os amigos da Guiné-Bissau e todos quantos, por interesses diversos, procuram informações/dados de referência sobre o nosso país.
Escrever todos podem (e devem) escrever e tem-se visto, até, com muito agrado nalguns casos, trabalhos de grande qualidade, numa perspectiva cidadã. Porém, seria no mínimo, sensato e de certa forma, um gesto de reconhecimento de que, felizmente, ainda que possamos não concordar sempre com os conteúdos, há sempre uns que fazem o que outros não fazem, para o bem de todos e, concretamente, neste mundo virtual que nos une e onde uns, de facto, fazem a diferença, servindo uns e outros, sem pensar receber nada em troca!
Imagine-se o vazio que seria, para todos nós, perante a inexistência dos poucos sites/blogues que, diariamente e independentemente dos afazeres, dos sacrifícios dos seus responsáveis, nos dão a conhecer algo, a reflectir sobre algo, a ganhar algo sobre o sentimento pátrio, entre muitas coisas positivas...?
Vamos parar de insultar, de ridicularizar, de ameaçar aqueles que "trabalham" para nós e para o país, gratuitamente, independentemente dos seus posicionamentos agradarem ou não a uns e outros, porquanto cidadãos livres, no pensamento e na acção, com direitos e deveres como todos os demais, ainda que cientes de estarem expostos e sujeitos a críticas, mas, no mínimo, que sejam críticas construtivas, com responsabilidade e, no intuito de ajudar a fazer mais e melhor!
Obrigado e parabéns a todos que têm conseguido "dar vida" à Guiné-Bissau, através dos mecanismos de mudança, neste caso, os sites/blogues, que criaram e têm mantido com muito sacrifício, incluindo, a nível das suas relações familiares e que muitas vezes têm sido incompreendidos, insultados, ameaçados e ridicularizados numa perspectiva que deveria de ser de reconhecimento, ao invés de ingratidão. Didinho 14.01.2013
Unidade nacional foi a unidade proposta, promovida, instituída e simbolizada durante a luta de libertação nacional, sob a liderança de Amilcar Cabral!
Do espírito e da cultura da tese UNIDADE E LUTA, de Amilcar Cabral, surgiu, entre outras, a força libertadora que projectou a Guiné-Bissau e Cabo Verde no mundo!
Não houve, ainda não apareceu "outro" Amilcar Cabral, símbolo da unidade nacional, aquele que juntou guineenses de todas as etnias, cor, sexo, religião, bem como cabo-verdianos, para um PROJECTO COMUM, sustentado pela teoria e prática de "UNIDADE E LUTA"!
Não queiramos promover, por compaixão, novas referências-símbolo, de unidade nacional, com base na interpretação do Artigo 62º da Constituição da República da Guiné-Bissau, quando, no pós Amilcar Cabral, o espírito e a cultura da UNIDADE E LUTA, infelizmente, foram diluindo, até ao ponto em que hoje nos encontramos...
A Guiné-Bissau, até hoje não soube reconhecer e homenagear Amilcar Cabral, bem como todos os demais heróis da luta de libertação nacional na devida e justa dimensão, que, merecidamente, a História dos povos lhes reserva.
A Guiné-Bissau, até hoje não soube reconhecer e homenagear todos os seus filhos (os desconhecidos, os conhecidos, os falecidos e os que ainda estão vivos) que se dedicaram, desde a primeira hora às iniciativas visando a libertação nacional do jugo colonial português, independentemente dos nomes e dos movimentos ou partidos de libertação a que pertenciam.
Lamento que as autoridades portuguesas continuem a insistir na confrontação diplomática relativamente ao reconhecimento das autoridades de transição na Guiné-Bissau. Qualquer governo que for criado na Guiné-Bissau, no pós-golpe de Estado, será necessariamente, um governo de transição, independentemente dos partidos políticos ou personalidades que dele façam parte. Apenas e só, depois da realização de novas eleições, se poderá falar de um governo legitimado nas urnas. O retorno ao 11 de Abril é impossível e é isso que Portugal, CPLP e outros, entre países e organizações, devem perceber. Há que aceitar o realismo da situação se, de facto, se quiser ajudar a Guiné-Bissau e os guineenses!
A condenação do golpe de Estado, dos abusos sobre as pessoas etc., etc., são posicionamentos que se aceitam e que os guineenses agradecem. Porém, que outras saídas propõem para a Guiné-Bissau, que não o retorno de Raimundo Pereira e Carlos Gomes Jr. ao poder?
Seria essa a melhor solução?
Vejamos a recente crise política em São Tomé e Príncipe, pela qual, uma moção de censura no parlamento fez cair o governo saído das eleições.
Quando o Presidente da República solicitou ao partido no governo que indicasse um (novo) nome para a chefia de um novo governo, esse partido apresentou o nome do seu líder e até então primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, reforçando que esse era o nome indicado e não havia outro.
O Presidente da República resolveu convidar o segundo partido mais votado nas eleições para apresentar um nome para o cargo de Primeiro-ministro, o que foi viabilizado.
O Presidente da República explicou que, não poderia aceitar o nome indicado pelo partido vencedor das eleições legislativas, porquanto ser o primeiro-ministro do governo derrubado pela moção de censura e que, se o aceitasse, não passaria três meses e haveria, de novo, contestação, moção de censura e como o partido não tinha maioria absoluta, isso daria lugar a nova queda de governo...
Creio que foi uma justificação aceitável que pode ser relacionada, na devida proporção, com o que a CPLP reivindica para a Guiné-Bissau.
Repor Raimundo Pereira e Carlos Gomes Jr. no poder (pacificamente ou pela via da força, tenho dúvidas se seria possível), para dias ou meses depois, haver outro golpe de Estado? Didinho 25.12.2012
Quando criticamos, fazemo-lo construtivamente, e na maior parte das vezes, sugerimos alternativas, propomos soluções, indicamos o caminho, as vias, que, em nossa opinião, podem ajudar, enquanto elementos de comparação e confrontação, visando contornar os problemas em presença. Para mais, promovemos desde sempre o debate de ideias de forma a dar voz a todos quantos se acham no direito, mas também, no dever, de opinar, de propor soluções para o país que é a Guiné-Bissau, sejam filhos ou amigos da Guiné-Bissau!
Quando criticamos as Forças Armadas, damos a conhecer o que pensamos que deve ser feito a bem das NOSSAS Forças Armadas, quiçá, a bem do país e dos guineenses!
Não temos outras Forças de defesa e segurança que não as de sempre, por isso, face à realidade em presença, temos o dever de ajudar a inverter a tendência virada para a expansão ou manutenção do anarquismo reinante nas instituições da República, dentre as quais (não a única) as Forças Armadas! Didinho 24.12.2012
Não podemos continuar a consentir que, uns poucos, teimem em ser donos da Guiné-Bissau e, estabeleçam/imponham as suas ordens contrárias às de um Estado de Direito que se quer para a Guiné-Bissau!
Que fique claro que não concordamos com acções de abuso de poder por parte de elementos das instituições de defesa e segurança, sobre quem quer que seja. Isso tem que acabar na Guiné-Bissau!
Os militares e os agentes de segurança que cometam atrocidades contra quem quer que seja, devem ser responsabilizados pelos seus actos. Os comandantes das unidades a que pertencem, devem ser responsabilizados, caso não tomem medidas relativamente aos abusos dos seus subordinados.
Os chefes dos três ramos das Forças Armadas devem ser questionados sobre as suas competências e o papel que lhes compete na chefia dos ramos que dirigem, caso não haja responsabilização dos elementos sob suas autoridades!
O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas deve responder por todas as acções de abuso de autoridade que elementos das Forças Armadas cometam sobre civis, em geral e, particularmente, sobre personalidades públicas!
O que aconteceu, uma vez mais, e agora, com o ex-Procurador-Geral da República, Dr. Edmundo Mendes, tem que acabar na Guiné-Bissau!
Que fique claro para todos que, não teremos sucesso na árdua missão de tentar resgatar a Guiné-Bissau, quando outros insistem na lógica e nos métodos típicos da barbárie.
Os atropelos cometidos pelas forças de defesa e segurança não podem continuar a ser amparados com argumentos descontextualizados. Tenham lá paciência, essas coisas têm que acabar, caso contrário, seremos "forçados" a concluir, pelo raciocínio mais fácil, de que, as Forças de defesa e segurança são o principal obstáculo à paz, à estabilidade e ao desenvolvimento da Guiné-Bissau, para além de constituírem motivo principal do não regresso dos quadros ao país!
O medo priva-nos da liberdade Didinho 23.12.2012
Antigo Procurador-Geral da República da Guiné-Bissau diz ter sido agredido por militares
Outrora, acusavam-nos de estarmos longe do país e, por isso, só por isso, termos a ousadia de opinar, criticar, denunciar etc., etc. Hoje em dia, aqueles que se vangloriavam de estarem na Guiné, por serem corajosos, saíram de lá, com o rabo entre as pernas e espalharam-se, algures em Portugal, "atirando pedras", de longe, para ver se conseguem convencer alguém, de que precisam de um estatuto, tanto faz, ser de refugiado, ou de asilado. Importa é que seja um estatuto que garanta algum sustento, contrariamente aos que não saíram da Guiné, com o rabo entre as pernas e, por isso, não tiveram que fazer fosse o que fosse, para obterem nenhum estatuto especial, ou outro, porque vivem e trabalham honestamente em Portugal, mercê das suas capacidades profissionais, sendo que, o que manifestam sobre a Guiné-Bissau, país que também lhes pertence, nunca foi, não é, nem será no intuito de obterem proveitos, sejam quais forem...
Temos dado e continuaremos a dar tudo o que tivermos, soubermos e pudermos, à Guiné e aos nossos irmãos guineenses, sem esperar receber nada em troca e, até, pagando por isso, de diversas formas!
Não utilizamos (não utilizaremos nunca) a Guiné-Bissau nem os nossos irmãos guineenses, para atingirmos qualquer pretensão pessoal ou outro...
Como referi há anos, numa significativa reflexão, quero para mim, a Guiné-Bissau que desejo para todos os meus irmãos guineenses!
Como filho da Guiné-Bissau não me realizo com as desgraças do meu país, nem aceitarei, jamais, que outros promovam campanhas que ao invés da promoção de um sentimento de esperança em dias melhores, sobretudo, para os mais jovens, matam esse sentimento, através de um "julgamento colectivo" quer do país, quer do povo guineense!
Não é normal um filho associar-se ao desrespeito de estranhos, para com os seus pais. No contexto da Guiné-Bissau, lamento que filhos da Guiné-Bissau se juntem a outros para denegrir o país e dificultar todo um processo de transição que visa a retoma, gradual, da via constitucional no país.
Ao Sr. Secretário-Geral da ONU, Ban Ki Moon, pergunto se no seu mais recente relatório, não havia espaço para enaltecer o diálogo que permitiu a viabilização/normalização do parlamento guineense?
O entendimento entre os guineenses, sobretudo, entre os políticos, não é importante para se pôr fim à crise e retomar a via da legalidade constitucional e da democracia?
Não é uma acção que merecia ser destacada, tendo em conta as preocupações sobre a reposição da normalidade constitucional e que encoraja os parceiros internacionais da Guiné-Bissau a repensarem uma nova oportunidade para o país e para o seu povo?
O que é mais importante (no actual contexto do país) para a ONU no tocante à Guiné-Bissau?
Apoiar o processo de transição, que mantém a legitimidade do parlamento guineense e por isso, assente numa estrutura de inclusão, encorajando a reposição da ordem constitucional ou, continuar a deitar por terra todos os esforços de reafirmação da Guiné-Bissau, optando apenas por acusações que visam penalizar o país e destruir cada vez mais a sua credibilidade no concerto das nações?
Tenha em conta, Sr. Ban Ki Moon, que os seus relatórios sobre a Guiné-Bissau, desmotivam todos quantos se têm posicionado em busca de soluções sustentadas para os inúmeros problemas que o país tem e entre eles, muitos, por culpa da ONU, desde iniciativas desenquadradas com a nossa realidade, até acções e manifestações tendenciosas sob diversas "capas"! Didinho 07.12.2012
É simplesmente vergonhoso que a Organização das Nações Unidas continue a acusar (sem dar passos para ajudar a minimizar um problema global) apenas a Guiné-Bissau, um pequeno país, sem recursos/meios, técnicos e financeiros, para fazer face ao narcotráfico, quando todos conhecem, sabem e bem, a proveniência da droga, o percurso antes de chegar à Guiné-Bissau etc., etc...
Que medidas espera tomar a ONU contra quem produz e exporta a droga, inclusive com os seus próprios meios, aéreos e marítimos, fazendo-a chegar à Guiné-Bissau para armazenamento?
Porquê ter a Guiné-Bissau como o mal de todos os males deste mundo, Sr. Ban Ki Moon?
Há guerra na Guiné-Bissau, ou quer que haja guerra na Guiné-Bissau, Sr. Ban Ki Moon?
É na Guiné-Bissau que há mais conflitos armados e sangrentos?
É a Guiné-Bissau que produz e "exporta" drogas?
É a Guiné-Bissau a única plataforma de armazenamento de drogas do mundo?
O que é que a ONU propõe como medida global de combate ao narcotráfico e ao crime organizado, que possa ser igualmente implementado na Guiné-Bissau?
É na Guiné-Bissau que há mais conflitos sociais e precariedade de vida das populações?
No passado abordamos questões relativas ao narcotráfico, na tentativa de sensibilizar as populações sobre as consequências directas e indirectas quer do tráfico, quer do consumo de drogas. A nossa missão é sensibilizar e não combater (quem somos nós...?) o tráfico ou o consumo de drogas. O que estamos a constatar é que a ONU "transformou" a Guiné-Bissau numa referência do narcotráfico mundial esquecendo-se de que, a cocaína não é produzida na Guiné-Bissau...
BASTA!
Basta de ter a Guiné-Bissau como "bode-expiatório"!
Está na hora de mudar o discurso de sempre sobre a Guiné-Bissau, Sr. Ban Ki Moon! Didinho 06.12.2012
Ban Ki-Moon avisa: Centenas de quilos de cocaína entram na Guiné-Bissau todas as semanas
É, no mínimo, deselegante, que alguém (ou um grupo de pessoas), assuma a representatividade da comunidade guineense num determinado país ou, mais ainda, numa referência geográfica universal, simplificada pelo termo "no estrangeiro".
Que as associações guineenses ou de guineenses, dos vários sectores sociais e culturais, por exemplo, promovam conferências, manifestem posições que entenderem, em nome do que representam, e dos seus associados, tudo bem!
Porém, que órgão, com que estatuto, com que membros, se posiciona, de forma abusiva (independentemente do conteúdo da manifestação de interesses), falando em nome dos guineenses, a uma só voz e com que legitimidade?
Se cada um, ou cada grupo (conforme os interesses), doravante, posicionar-se em nome da "comunidade guineense no estrangeiro"... cuidado!
É grave! Didinho 02.12.2012
Comunidade guineense na diáspora pede envio de força internacional
Viva o povo guineense!
É URGENTE E NECESSÁRIA A VIABILIZAÇÃO DO PAÍS!
É IMPORTANTE QUE À CONTINUIDADE DA FUNCIONALIDADE DA ASSEMBLEIA NACIONAL POPULAR, SEJA EXIGIDO O RECONHECIMENTO DO PROCESSO (COM A ASSINATURA DO PACTO DE TRANSIÇÃO) BEM ASSIM, DAS AUTORIDADES DE TRANSIÇÃO, POR PARTE DE TODOS OS PARTIDOS POLÍTICOS GUINEENSES. É DESTA FORMA QUE SE PODE, ACABAR COM O ESTATUTO DE "AUTORIDADES DEPOSTAS" E CRIAR UM CLIMA DE CONFIANÇA, DE COMPROMISSO, DE COLABORAÇÃO, NO SENTIDO DE SE VIABILIZAR O PAÍS E RESPONSABILIZAR OS DESESTABILIZADORES QUE CONTINUAM A ARROGAR O ESTATUTO DE AUTORIDADES LEGÍTIMAS DA GUINÉ-BISSAU, COMO SE ESSE ESTATUTO FOSSE ETERNO... SE ASSIM FOSSE, O DR. KUMBA YALÁ TERIA QUE REIVINDICAR OS SEUS DIREITOS...
POLÍTICA DE TRANSIÇÃO - DIÁLOGO NECESSÁRIO, DIALOGO IMPROVÁVEL?
1- António Indjai auto-proclamou-se Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau?
2- Foi Kumba Yalá (ou o seu partido PRS) quem propôs António Indjai para Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau?
3- Foi coerente e sensata a decisão do Governo do PAIGC chefiado por Carlos Gomes Jr. ao propor António Indjai para o cargo de Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, mesmo depois do levantamento militar de 1 de Abril de 2010?
4- Pode ou não ser encarado como uma ruptura de compromisso, o abandono do cargo de Primeiro-ministro, por parte de Carlos Gomes Jr., para se candidatar às presidenciais antecipadas de 18 de Março, quando o Presidente da República interino não tinha competências para viabilizar tal acção?
5- Que postura deveria ter o Presidente da República interino perante os atropelos constitucionais do então Primeiro-ministro Carlos Gomes Jr.?
6- Caso não tivesse acontecido o golpe de Estado de 12 de Abril de 2012, estariam os apoiantes do Governo de Carlos Gomes Jr. a falar de narcotráfico, de perseguições, de espancamentos, de assassinatos, de corrupção, de greves, etc., etc.?
Será que durante a governação do PAIGC sob a chefia de Carlos Gomes Jr. nada disso existia?
7- Haveria animosidade relativamente à CEDEAO, que tanto apoio deu ao Governo do PAIGC chefiado por Carlos Gomes Jr.?
Vamos partir dos factos, para termos bases para análises críticas sustentadas e imparciais!
Obrigado!
Didinho 16.11.2012
O trabalho que hoje partilhamos no site www.didinho.org é algo que nos torna suspeitos na sua abordagem, por isso, deixamos que sejam os leitores a tirar as devidas conclusões/ilações. Porém, sentimo-nos orgulhosos de ver a nossa obra transportada para o campo académico, através da investigação sustentada por métodos científicos. A Guiné-Bissau ganha, no campo dos seus registos antropológicos, com este trabalho ímpar de Alexandra Cardoso Serangonha.
Não tenho dúvidas de que muitos investigadores na área das Ciências Sociais e, particularmente na área da Antropologia, terão neste trabalho, uma ferramenta original, inovadora e de estudo, capaz de gerar investigações/pesquisas, mais aprofundadas sobre realidades testemunhadas e partilhadas como valores de referência do pensamento guineense contemporâneo.
Muito obrigado, igualmente aos que se interessarem por esta obra e se dedicarem à sua leitura e ao seu estudo. São 86 páginas, mas vale a pena ler cada uma delas, ou seja, todas elas!
Provavelmente, guiados por uma obra científica, muitos acabarão por conhecer melhor diversos aspectos do vasto campo das Ciências Sociais relacionados com a realidade guineense, bem assim, do sujeito "Didinho" e a sua obra o " Projecto Guiné-Bissau - CONTRIBUTO" explanados na dissertação de Alexandra Cardoso Serangonha. Didinho 14.11.2012
IDENTIFICAÇÃO, PERTENÇA E CIDADANIA NA PÓS-MODERNIDADE - EXPERIÊNCIA E NARRATIVAS TRANSNACIONAIS DE UM SUJEITO GUINEENSE 14.11.2012- Alexandra Cardoso SerangonhA
Os "prejuízos" da Guiné-Bissau, quiçá, dos guineenses, não devem, em nenhuma circunstância, ser debitados ao exercício da cidadania, mas sim, ao exercício da governação, na sua globalidade, tendo em conta os diversos regimes/sistemas de poder, no país, desde a independência, aos dias de hoje! Didinho 11.11.2012
Quem quiser colocar em debate o meu pensamento, quiçá, os meus posicionamentos, sabe que pode fazê-lo aberta e publicamente aqui no nosso site www.didinho.org bastando para isso, enviar o texto a publicar com a sua identificação verdadeira e 1 fotografia, aliás, regra, desde há muito no nosso site. Aqueles que dizem que não querem ficar "enlameados na lama electrónica" e por isso, preferem o anonimato ou pseudónimo, respondo, dizendo que também eu, não sou animal da espécie suína, mas sim, humana, e não estou disposto a aceitar que sujem o meu nome na lama electrónica, através de cartas anónimas ou assinadas com pseudónimos...
Não me peçam, não me exijam que escreva sobre o que querem ver escrito. Para isso, que cada um escreva sobre o que pensa, sobre o que acha oportuno escrever, em suma, sobre o que quer e lhe apetece escrever. Não recusarei fazer a devida publicação. Mas, pensarem que sou obrigado a escrever sobre o que cada um pensa ou quer, ou que escrevo mandatado, ou porque sou pago para escrever o que fulano ou beltrano diz para eu escrever, se ainda não chegaram à conclusão que nunca fiz isso, então, ficam desde já esclarecidos que escrevo sobre o que quero, sobre o que penso, quando e como achar que devo escrever, sem ter que me preocupar se agrado ou desagrado a quem quer que seja. Não escrevo sobre a vida privada de ninguém. Escrevo sobre políticos, sobre governantes, sobre militares, ou seja, sobre actividades de entidades relacionadas com instituições políticas do Estado. É um direito que me assiste, como a qualquer outro cidadão!
Que cada um faça a sua parte e deixe de atacar quem nada tem/teve a ver com o caos que políticos, governantes e militares instalaram na Guiné-Bissau desde a independência do país aos dias de hoje!
É triste ver intelectuais atacarem um cidadão (que quer mudanças positivas no país, mas pensa diferente), em defesa de governantes e políticos criminosos!
Quem quiser emitir opiniões pessoalmente dirigidas à minha pessoa, com pedido de publicação no site www.didinho.org deveria saber que o "politicamente correcto" seria dar a cara e expor-se à análise pública, como eu e muitos, temos feito ao longo de anos! Didinho
Apraz-nos que, meses depois, entre posicionamentos de vários contornos e amplitudes, conforme os interesses em causa, se reconheça ser imperativo promover e sustentar o diálogo, tendo em vista um "ambiente político seguro e propício para um processo de transição rumo às próximas eleições, que deverão marcar o retorno à ordem constitucional".
Não temos complexos do nosso posicionamento desde o início desta crise e o tempo acabará por nos dar razão, aliás, já nos está a dar razão... Didinho 06.11.2012
Parceiros internacionais da Guiné-Bissau de acordo em continuar a apoiar esforços para diálogo
Quando se diz que a CEDEAO não tem condições para conduzir o processo de transição e que o mesmo deveria ser dirigido pelas Nações Unidas, envolvendo outras organizações, como a União Africana, a CPLP e a União Europeia, pode-se igualmente questionar: E se os partidos políticos que assinaram o Pacto de Transição decidissem inviabilizar consensos, mesmo que os interlocutores fossem a ONU, a UA, CPLP e União Europeia, a exemplo do que o PAIGC tem feito?
Ainda não se compreendeu que o processo de transição está em curso e que, independentemente das organizações internacionais envolvidas, só os guineenses é que podem viabilizá-lo?
Por que espera o PAIGC para assinar o Pacto de Transição, já que, recentemente, o seu representante nas negociações com o PRS reconheceu que o golpe de Estado é um facto consumado...?! Didinho 05.11.2012
Guiné-Bissau: Governo deposto apela à ONU que lidere processo de transição
Após golpe de 12 de Abril - «New York Times» classifica Guiné-Bissau como narco-estado
Por que é que se destaca apenas a Guiné-Bissau, quando...
"... A droga sai preferencialmente do Brasil (mercado emissor), passa por Cabo Verde (trânsito), Guiné-Bissau (armazenamento) e Portugal (receptor) antes de ser comercializada nos restantes países do velho Continente." Cocaína que passa por Cabo Verde financia terrorismo
Veja-se o que aconteceu nas reuniões do Comité Central do PAIGC e do seu Bureau Político, aquando da decisão, por voto, (cujos estatutos do partido consagram como sendo secreto) do candidato do partido às eleições presidenciais antecipadas de 18 de Março último. Quem foi que deu ordens para que militares das Forças Armadas se fizessem representar, armados, em jeito de intimidação, no salão onde foram efectuadas essas reuniões, sendo que se tratava da sede de um partido político?
Desde quando se aceita, em democracia, que um partido político condicione a liberdade dos seus militantes, através da presença intimidatória de militares armados na sala de reuniões onde o voto, que deveria ser secreto, foi "substituído" por voto de braço no ar?
Teriam lá ido os militares por livre iniciativa, ou a mando do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas?
Ou foi o Presidente do PAIGC, ainda Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, quem terá decidido nesse sentido, afim de intimidar os seus camaradas do partido, a votarem nele, bem assim, os outros camaradas que desafiaram a sua candidatura interna e decidiram ser candidatos?
Isto é democracia?
Afinal, são as Forças Armadas que usam os políticos, ou é o inverso?
Os políticos guineenses, até hoje, não foram capazes de viabilizar a missão das Forças Armadas constante no Artigo 20º da CRGB, por confundirem a submissão das Forças Armadas ao poder político, como sendo uma submissão a um poder pessoal, ou de grupo e não ao serviço da República e dos cidadãos!
ARTIGO 20º
1 - As Forças Armadas Revolucionárias do Povo (FARP), instrumento de libertação nacional ao serviço do povo, são a instituição primordial de defesa da Nação. Incumbe-lhes defender a independência, a soberania e a integridade territorial e colaborar estreitamente com os serviços nacionais e específicos na garantia e manutenção da segurança interna e da ordem pública.
2 - É dever cívico e de honra dos membros das FARP participar activamente nas tarefas da reconstrução nacional.
3 - As FARP obedecem aos órgãos de soberania competentes, nos termos da Constituição e da lei.
4 - As FARP são apartidárias e os seus elementos, no activo, não podem exercer qualquer actividade política.
Muita coisa que aconteceu na Guiné-Bissau, nos últimos tempos, incluindo o golpe de Estado de 12 de Abril, podia ter sido evitado. Não faltaram chamadas de atenção, não faltaram sensibilizações nesse sentido.
Muita coisa que ainda pode vir a acontecer na Guiné-Bissau, também pode ser evitado, pois, chamadas de atenção, recomendações e sensibilizações, nesse sentido, têm sido feitas, insistentemente.
Propor ou promover a desobediência civil, sejamos realistas, não é a melhor forma de ajudar a encontrar um ambiente de harmonia, capaz de facilitar o diálogo, aliviar a tensão política e social, visando obter consensos que permitam ultrapassar ou minimizar os problemas na Guiné-Bissau.
Quem quiser ajudar a Guiné-Bissau e os guineenses a se reencontrarem, deve evitar pôr mais lenha na fogueira. A missão humanitária de um bombeiro é, entre muitas, ajudar a salvar vidas, a apagar fogos, e não, contribuir para que haja mais perdas de vida e mais fogos...
Aproveito para lembrar que, na Guiné-Bissau, deve haver tolerância, respeito pela vida humana, respeito pelos direitos fundamentais dos cidadãos!
Os guineenses devem aceitar e respeitar a diferença! Didinho 28.10.2012
1- A detenção, hoje anunciada, do Capitão Pansau Ntchama, confirma que não foi invenção, quando se lhe atribuiu o comando da operação na vã tentativa de conquistar o quartel dos Pára-Comandos, no passado dia 21. Do interrogatório a que será sujeito, obviamente, sairão indicações/respostas sobre o que de facto estava em perspectiva, bem como, quem promoveu a "iniciativa".
2- Infelizmente, Carlos Gomes Júnior continua a manipular pessoas, a pôr em risco a vida de pessoas, enquanto ele e os seus familiares estão despreocupadamente nas "nuvens"...
3- Gostaria de ver a intelectualidade guineense, em particular e o povo guineense em geral, a reagir às ofensas gratuitas das autoridades de Cabo Verde sobre a Guiné-Bissau!
Não cabe ao Primeiro-ministro de Cabo Verde atribuir a designação "narco-Estado" à Guiné-Bissau. Não é através de declarações/posicionamentos públicos, em tom deselegante, de desrespeito, e suportado por uma arrogância e um sentimento de superioridade de Cabo Verde em relação à Guiné-Bissau, que se manifesta querer o melhor para a Guiné-Bissau e para os guineenses, pelo contrário! Didinho 27.10.2012
As autoridades de transição da Guiné-Bissau devem pedir explicações à União Africana sobre os critérios que permitiram o levantamento da suspensão ao Mali e não à Guiné-Bissau!
No meu entender, o facto de o representante da União Africana na Guiné-Bissau, ser um cidadão são-tomense, apoiante da unanimidade de posições da CPLP relativamente à Guiné-Bissau, tem tudo a ver com o não levantamento da suspensão à Guiné-Bissau, que até estava a ter um período de transição pacífico, "manchado" apenas com os acontecimentos de 21 e 22 de Outubro, factos que não podem ser considerados como agravantes para se continuar a penalizar o país com a suspensão motivada pelo golpe de Estado de 12 de Abril!
União Africana levanta suspensão a regime golpista do Mali
Um Presidente da República deve ser uma pessoa responsável e comedida nas suas afirmações, sobretudo, quando se trata de abordar assuntos de outros países (onde vivem, trabalham, constituíram família, integraram-se, são parte activa da sociedade e aceites como irmãos) cidadãos do país que preside.
O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, não está a ver que os seus posicionamentos tendenciosos e, de certa forma, agressivos, em relação à situação na Guiné-Bissau, pode fomentar ou reavivar uma animosidade que vem do período colonial, passando pela luta de libertação nacional, entre guineenses e cabo-verdianos, o que seria muito mau para o sustento de uma relação, que ser quer harmoniosa, de fraternidade, entre os povos da Guiné-Bissau e de Cabo Verde.
Haja visão de estadista!
Para que o amanhã não seja tarde...aqui fica o alerta! Didinho 25.10.2012
Por ser uma campanha deveras perigosa é preciso denunciá-la, condená-la e responsabilizar os seus promotores!
A cada dia que passa pode-se ler em diversos espaços da blogosfera, de tudo, provocando toda uma etnia da Guiné-Bissau, a etnia balanta, numa clara demonstração de ódio que pode vir a mergulhar a Guiné-Bissau num conflito étnico de proporções inimagináveis.
Ninguém está acima do interesse nacional que, por sua vez, se sustenta na unidade nacional, por isso, deve-se deixar de misturar interesses de grupos com interesses do país.
É notória uma campanha de intrigas visando denegrir toda uma etnia, como se não se tratasse de uma etnia parte do variado mosaico étnico guineense.
É notória uma campanha de promoção da cultura de culpabilização de toda uma etnia, associando-a às acções de alguns militares e políticos originários da etnia balanta, mas guineenses como todos os demais guineenses de qualquer outra etnia existente na Guiné-Bissau.
Pessoalmente, tenho sido confrontado com insultos e ameaças (tenho sentido uma revolta interior que certamente muitos, na mesma situação, sentirão) acusado de ter raízes maternas da etnia balanta.
Alguém tem culpa de pertencer a determinada etnia de um determinado país?
Das mensagens que me têm chegado, bem como muitos comentários que tenho lido em vários sítios, há manifestações explícitas de pessoas que estão a promover uma campanha assassina visando aquilo que resumem como "dizimar/exterminar a etnia balanta".
Tudo isto é política, é democracia, é liberdade de expressão, é respeito pela vida e dignidade, humanas?
Tudo isto é pelo interesse nacional, pela unidade nacional?
Tudo isto vale, para se provocar a guerra, e forçar a entrada de uma Força Internacional na Guiné-Bissau, com o objectivo de uma "caça aos balantas"?
O que é que a etnia balanta fez e a quem, para merecer toda esta campanha de intrigas?
Todos têm lido e acompanhado esta campanha contra os balantas, sem que haja condenação e sensibilização para os riscos de tal irresponsabilidade.
Mesmo que fosse interpretado como um acto de hipocrisia, face a tudo o que tem caracterizado a postura das autoridades portuguesas em relação à Guiné-Bissau, depois do golpe de Estado de 12 de Abril, bem assim, da CPLP e da Comunidade Internacional, justificava-se uma condenação à tentativa de assalto, pela força, de uma instalação militar guineense!
As minhas questões:
1- Será que houve ou não uma tentativa de assalto ao estratégico quartel (Base Aérea Nº 12 no período colonial), com tiroteio testemunhado em Bissau e que culminou na morte de 6 pessoas?
2- Já se pensou, nas possibilidades que se abriam, caso esse quartel fosse conquistado (Base Aérea - com pista para descolagem/aterragem - qualquer voo de pouquíssimas horas, faria chegar, do exterior, meios aéreos com toda a logística necessária para um ataque maciço e concertado)?
3- Se de facto houve essa tentativa de assalto, o que seria de esperar, que não a defesa do referido quartel, por parte das Forças Armadas da Guiné-Bissau?
4- Num qualquer outro país, qual seria a resposta, em caso de uma intervenção semelhante à ocorrida no passado dia 21 em Bissau?
Dialogar com os assaltantes, pois o que estava em causa eram os direitos fundamentais da pessoa humana?
Afinal, uns tantos países declararam guerra ao terrorismo e combatem acções terroristas sem dó nem piedade e na Guiné-Bissau, deve-se ser tolerante com práticas terroristas?
5- Por que falar em violência, acusando implicitamente as Forças Armadas de uso e abuso do poder tendo em conta o ocorrido no dia 21 (estou a referir-me apenas ao dia 21, dia do assalto ao quartel), ao invés de se condenar a acção de assalto?
6- Por que razão (senão por má fé) se acusa a Força militar e policial da CEDEAO que se encontra em Bissau de não ter sido capaz de evitar o que aconteceu?
Será que também se acusam as Forças dos Estados Unidos no Iraque, Afeganistão etc. (de inoperância), pelos ataques suicidas e outros, que por lá acontecem... já que estão lá?
Será que a defesa da soberania da Guiné-Bissau foi entregue à CEDEAO e por isso, essa Força é que tinha e tem que fazer o que é da estrita competência das Forças Armadas da Guiné-Bissau?
7- Já se pensou o que se evitou com a recusa da palavra a Raimundo Pereira, na recente Assembleia-Geral da ONU, depois da solicitação e argumentação da CEDEAO (de que poderia criar instabilidade no país), contrariamente à euforia e ao voluntarismo da CPLP?
8- Por que se dá destaque a um comunicado de um Governo deposto desde 12 de Abril, que solicita às Nações Unidas um inquérito internacional em virtude da morte de 6 pessoas relacionadas com a tentativa de assalto ao Quartel dos Para-comandos no passado dia 21?
9- A quem se deve exigir respostas por assassinatos, perseguições e torturas, sobretudo ocorridos em 2009, senão a este mesmo governo deposto?
Os meu lamentos e as minhas condenações:
1- Condeno a tentativa de assalto do dia 21, por ser uma acção armada contra uma instituição da República!
2- Condeno e lamento a "caça às bruxas" do dia 22 (a exemplo de tantas que ocorreram durante anos e mais recentemente, ao longo das 2 governações de Carlos Gomes Júnior...) que culminou na detenção, espancamento e abandono na via pública, do Dr. Iancuba Djola Indjai e do Dr. Silvestre Alfredo Alves, cidadãos e políticos guineenses, a quem manifesto aqui a minha solidariedade!
3- Condeno o oportunismo do ex-Primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, um criminoso que continua a desestabilizar a Guiné-Bissau.
4- Condeno as declarações provocatórias (a que já nos habituou) do Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca!
Didinho 24.10.2012
É tempo de se começar a valorizar o pensamento guineense contemporâneo. É tempo de se começar a debruçar, numa perspectiva de orientação (visando soluções e ganhos para o país) sobre manifestações em vários domínios, da intelectualidade guineense. Se é certo que um país não se faz apenas com a contribuição dos seus intelectuais, também é um facto que nenhum país que queira traçar o seu rumo de desenvolvimento, de forma sustentada, consegue essa proeza, abdicando da visão da sua classe intelectual. Didinho 15.10.2012
Tem-se reivindicado/exigido demasiado, às autoridades de transição da Guiné-Bissau. Um Governo de Transição, é simplesmente, um Governo de Transição, por isso, sem o apoio e a compreensão de todos (já que não se trata de um governo militar decorrente do golpe de Estado de 12 de Abril, nem de cidadãos de outros países, que não, cidadãos da Guiné-Bissau), dificilmente o processo de transição será bem sucedido.
Continua-se a bloquear todo um processo, do qual se exige tudo, sem que se reconheça a autoridade de facto e se preste a apoiá-la, a bem desse mesmo processo de transição, quiçá, no intuito de, o mais brevemente possível, serem realizadas eleições gerais na Guiné-Bissau e se veja concretizada a reposição da ordem constitucional, com a eleição dos representantes eleitos pelo povo guineense, quer para o cargo de Presidente da República, quer dos deputados e a consequente formação de um governo tendo em conta os resultados das legislativas.
Mais do que a falta de apoios (face à incompreensão e à intolerância da Comunidade Internacional) dos parceiros de desenvolvimento da Guiné-Bissau, preocupa-me a divisão entre os guineenses, enquanto fissura cada vez mais visível e profunda (consequente dos sucessivos desgastes) na fragilização da estrutura que sustenta a identidade nacional guineense.
Unidos, ainda que divergentes, mas respeitando as diferenças, e comprometidos com o país, com a causa nacional, seremos sempre fortes e estaremos sempre à altura de promover e gerar consensos para ultrapassarmos os obstáculos, sejam quais forem, que tivermos que ultrapassar.
Os bloqueios e as sanções, supostamente, para penalizar as autoridades de transição, na verdade, apenas prejudicam a Guiné-Bissau e o povo guineense, no seu conjunto.
Que cada um assuma a sua responsabilidade na actual conjuntura sócio-política da Guiné-Bissau, pois o golpe de Estado foi a 12 de Abril, ou seja, há 6 meses, o que quer dizer que, não há volta a dar em relação a isso, que não apoiar o processo de transição! Didinho 14.10.2012
Realmente, dá pena constatar que, alguns guineenses, até ao dia 11 de Abril, tinham a ilusão de que a Guiné-Bissau, por ter Carlos Gomes Júnior, como Primeiro-ministro, era... um país desenvolvido, onde havia de tudo e tudo funcionava na perfeição. Para esses, não havia crimes sob forma de abuso de autoridade de Estado e, por isso, também não havia criminosos na estrutura do poder do Estado. As matanças, entenda-se, eram necessárias para acabar com os "arruaceiros"; não havia narcotráfico, porque o ex-Primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, simplesmente, não permitia... ou permitia quando... Não havia repressão, não havia greves, não havia salários em atraso, não havia fome, não havia doenças... graças à acção do santo milagreiro Carlos Gomes Júnior ...
Que maravilha de país, que genial Chefe do Governo!
A Educação e a Saúde eram do melhor, com hospitais, clínicas médicas, centros de saúde, farmácias; Universidades, Institutos politécnicos, Escolas profissionais, Secundárias, Primárias, dignas do termo e com os profissionais dessas duas áreas a merecerem, por parte do anterior Governo, a atribuição ou o reconhecimento de um estatuto digno das suas responsabilidades e competências... O Estado era (de) "Direito", ninguém reclamava, para não ser injusto com o Estado, pois o Estado tinha sempre razão na justificação das suas acções... Para esses guineenses, até as Forças de Defesa e Segurança eram outras que não as actuais... Resumindo e concluindo: para alguns guineenses, o Estado, falando da República da Guiné-Bissau, era e é, Carlos Gomes Júnior...
O inconformismo deu lugar ao desespero numa perspectiva que chega a ser de vida ou de morte nalguns guineenses "cadogodependentes". O meu lamento e os votos para que se restabeleçam o mais rapidamente possível. A Guiné-Bissau precisa de todos os seus filhos e amigos! Didinho 13.10.2012 Afinal, condenar o golpe de Estado implicava, também, ter uma visão suficientemente realista para reconhecer e concluir que se estava perante um facto consumado e irreversível. Visão que fosse capaz de sugerir/propor uma saída negociada, inclusiva, participativa, pacífica e harmoniosa, relativamente à crise despoletada pela ruptura constitucional na Guiné-Bissau. Uns tantos, em defesa de interesses, seus e dos seus amigos, que não os interesses da Guiné-Bissau e dos guineenses, recusaram sempre a via do diálogo, alegando que não se dialoga com "golpistas" e que a única solução (inegociável) era o retorno ao poder das autoridades depostas. Hoje, falam em diálogo, em Governo que inclua o PAIGC, como se o PAIGC tivesse sido excluído das negociações promovidas desde o início, pela CEDEAO... Afinal, perdeu-se tanto tempo, para, nos dias de hoje se concluir que a melhor via era (é) a do diálogo, tendo em conta que, na verdade, o golpe de Estado era (é) um facto irreversível. A Guiné-Bissau foi poupada da guerra e da destruição, graças à consciência e ao empenho, nesse sentido, dos seus melhores filhos e amigos. Porém, os guineenses estão divididos, perderam a confiança uns nos outros, estão magoados uns com os outros, o que é motivo de dor e de muita preocupação. A hora é de recolhimento, em busca de uma terapia espiritual que nos devolva a confiança, o respeito, o melhor dos relacionamentos para o melhor dos entendimentos entre irmãos comprometidos com a causa comum, a nossa Mãe, Guiné-Bissau! Didinho 02.10.2012
Afinal, condenar o golpe de Estado implicava, também, ter uma visão suficientemente realista para reconhecer e concluir que se estava perante um facto consumado e irreversível. Visão que fosse capaz de sugerir/propor uma saída negociada, inclusiva, participativa, pacífica e harmoniosa, relativamente à crise despoletada pela ruptura constitucional na Guiné-Bissau. Uns tantos, em defesa de interesses, seus e dos seus amigos, que não os interesses da Guiné-Bissau e dos guineenses, recusaram sempre a via do diálogo, alegando que não se dialoga com "golpistas" e que a única solução (inegociável) era o retorno ao poder das autoridades depostas.
Hoje, falam em diálogo, em Governo que inclua o PAIGC, como se o PAIGC tivesse sido excluído das negociações promovidas desde o início, pela CEDEAO...
Afinal, perdeu-se tanto tempo, para, nos dias de hoje se concluir que a melhor via era (é) a do diálogo, tendo em conta que, na verdade, o golpe de Estado era (é) um facto irreversível.
A Guiné-Bissau foi poupada da guerra e da destruição, graças à consciência e ao empenho, nesse sentido, dos seus melhores filhos e amigos. Porém, os guineenses estão divididos, perderam a confiança uns nos outros, estão magoados uns com os outros, o que é motivo de dor e de muita preocupação. A hora é de recolhimento, em busca de uma terapia espiritual que nos devolva a confiança, o respeito, o melhor dos relacionamentos para o melhor dos entendimentos entre irmãos comprometidos com a causa comum, a nossa Mãe, Guiné-Bissau! Didinho 02.10.2012
Comunidade da África Ocidental é "parte do problema" na Guiné-Bissau em vez de ser "parte da solução" -- CPLP
Fale de Moçambique, da SADC, da União Africana, depois, se quiser, da CPLP...
Os guineenses, felizmente, têm capacidade de raciocínio e sabem que estão condenados a viver em paz e bem, com os seus vizinhos mais próximos, bem como, com todos os demais países inseridos na Comunidade de Integração da África Ocidental - CEDEAO!
Fica mal a um africano, de Moçambique, país integrado na SADC e membro da União Africana, insurgir-se contra uma outra Comunidade de Integração Regional, da África ocidental, no caso, a CEDEAO, simplesmente, por ser o Secretário-Executivo de uma Comunidade Linguística que tem, em comum, a língua portuguesa como língua oficial dos seus Estados-membros, a CPLP.
Fica mal à CPLP, através do seu Secretário-Executivo, instigar os guineenses a adoptarem uma postura hostil para com a CEDEAO! Didinho 01.10.2012
Por favor, tenham mais respeito e consideração para com o intelecto das pessoas em geral e, dos guineenses em particular... Didinho 30.09.2012
" ...a resolução 2048 do Conselho de Segurança dá poderes à CEDEAO para continuar com os esforços de mediação em colaboração com outros parceiros. É por esta razão que a CEDEAO reconhece o governo de transição da Guiné-Bissau, chefiado por Manuel Serifo Nhamadjo".
Talvez não se esteja a ver, isso sim, que, provavelmente, será o fim do processo de transição e o assumir de uma autoridade, em novos moldes, que se legitimará a ela mesma, descomprometida com reconhecimentos e responsabilizações internacionais, passando a ser uma autoridade de "sobrevivência", face aos "desafios" internos e externos que se lhe colocam.
Que ninguém se admire caso as autoridades, que, de facto, dirigem o país, colocarem de lado o espírito do diálogo, da inclusão, da ponderação, da moderação, que lhes tem caracterizado e optarem pela "sobrevivência", numa clara demonstração de que, a autoridade de um Estado, pratica-se e demonstra-se dentro desse Estado e não fora dele, pois, fora dele, impera a autoridade de outro Estado conforme o caso!
Se Raimundo Pereira e Carlos Gomes Júnior são mais importantes do que a Guiné-Bissau, então, definitivamente, chegou a hora de tirarmos essa conclusão...
A verdade é que, toda a legitimidade que se reclama para as autoridades depostas, assenta numa pertença ao passado, ao registo histórico das governações, dos regimes, que detiveram, efectivamente, o poder na Guiné-Bissau.
Uma autoridade de transição (não é exclusivo da Guiné-Bissau) obviamente que não tem legitimidade constitucional ou, se quisermos, popular, contudo, advém de concertações e consensos da maioria, entre partidos políticos e sociedade civil (entre outros) para que o país ultrapasse a crise provocada pela ruptura e retome a ordem constitucional, através da preparação e realização de eleições e não pela recolocação do anterior poder no poder.
Que coabitação poderia existir entre as autoridades depostas e as Forças Armadas da Guiné-Bissau, capaz de garantir a confiança entre as partes e, por assim dizer, a paz, a estabilidade e o progresso do país?
A Comunidade Internacional apelou e promoveu sempre o princípio da transição pacífica nos países com graves crises internas provocadas por rupturas constitucionais ou outras, no intuito de a transição culminar em eleições e a consequente retoma da ordem constitucional desses países. Retoma/reposição da ordem constitucional que nada tem a ver com reposição de um anterior poder no poder!
Uma coisa é retorno ao poder e outra é retorno à ordem constitucional! Didinho 27.09.2012
O que espera o mundo se, às autoridades de transição, que de facto dirigem os destinos da Guiné-Bissau, for recusada a representatividade e, por via disso, a palavra, na 67ª Assembleia Geral da ONU?
Aos que querem eleições na Guiné-Bissau, como pensam que seja possível realizar eleições, sem o reconhecimento das autoridades de transição?
Aos que querem voltar a colocar Raimundo Pereira e Carlos Gomes Júnior no poder, pergunto se pensam fazê-lo por "decreto" ou pela via das armas? Didinho 26.09.2012
Guiné-Bissau: CPLP não quer Nhamadjo na ONU
Os guineenses devem comprometer-se com o país; devem respeitar-se e aceitar-se uns aos outros, independentemente das suas diferenças!
É importante que se tenha em consideração que, independentemente do número de falantes da língua portuguesa, é em África que estão localizados 5 Estados-membros de um total de 8, que têm o português como língua oficial e constituem a Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa...
Na Europa, só há 1 país que tem o português como língua oficial... Portugal, obviamente!
A CPLP não deu conta (ou finge não dar conta) de que, graças à institucionalização/oficialização da língua portuguesa nas comunidades de integração regionais africanas (como língua de trabalho), das quais fazem parte seus Estados-membros geograficamente localizados em África, a língua portuguesa ganhou (tem ganho) maior expressão e alcance no continente africano. Para além disso, os mercados das comunidades regionais africanas onde estão inseridos os países africanos de língua oficial portuguesa constituem uma grande oportunidade de negócios para os países membros da CPLP, sobretudo, os produtores de bens e serviços, como Portugal e Brasil. Só uma visão mesquinha e limitada, em função de interesses, também mesquinhos e limitados, pode promover um desaproveitamento de oportunidades "à mão de semear", numa base de reciprocidade de vantagens e, consequentemente, de ganhos!
A CPLP (que não é a ONU) deveria abdicar de moralismos na sua intransigência tomando como valores de referência, princípios e valores consagrados na Carta do organismo mundial, que é a ONU, que todos os Estados-membros devem respeitar.
A CPLP que não representa as comunidades regionais de integração dos seus Estados-membros, deveria providenciar uma relação de parceria, com base no respeito e na reciprocidade de vantagens que a partilha de experiências, necessidades e potencialidades proporciona às Comunidades!
A CPLP que foi criada muito depois das Comunidades regionais de integração em África (às quais os seus Estados-membros localizados em África já estavam filiados) deveria, humildemente, focar-se na aproximação junto a essas Comunidades regionais, propondo uma representação permanente, com equivalência a um estatuto diplomático junto dessas Comunidades e aceitando, igualmente, uma representação permanente dessas Comunidades.
Só assim se conseguiria uma interactividade, baseada numa "familiaridade" capaz de promover a unidade, na diversidade, das Comunidades constituídas, sobretudo, em presença de afinidades culturais, sociais, geográficas, políticas e económicas! Didinho 22.09.2012
A Guiné-Bissau, mais do que nunca, precisa de solidariedade e não de sanções!
PARECE QUE ALGUNS COMEÇAM A DESPERTAR PARA O REALISMO DA SITUAÇÃO (irreversível) PREVALECENTE NA GUINÉ-BISSAU...
Impasse político preocupa Conselho de Segurança Alertei em 28.06.2012
Ainda há quem não tenha percebido que quanto mais obstáculos forem colocados às novas autoridades da Guiné-Bissau, como por exemplo, o seu não reconhecimento, o seu sancionamento nalguns palcos internacionais, mais dilatado poderá vir a ser o período de transição, inicialmente acordado para 12 meses. Preparar eleições não é um assunto apenas do Governo. É uma missão alargada aos partidos políticos, à Sociedade civil e, no caso concreto da Guiné-Bissau (face às suas dificuldades materiais, na generalidade), aos seus parceiros internacionais. A reposição da ordem constitucional não será possível sem que haja reconhecimento e aceitação do actual contexto sócio-político e a consequente participação de todos os actores políticos, sociais e parceiros internacionais na facilitação/viabilização do processo de transição em curso. Didinho 28.06.2012
A CPLP não quer nada de positivo para a Guiné-Bissau, é lamentável que assim seja e que a sua única visão continue na lógica da imposição, de ameaças e chantagens, recusando auscultar as autoridades de transição da Guiné-Bissau, constituídas por guineenses, pertencentes a diversos partidos políticos guineenses!
Volto a dizer que a hora não é de humilhação, mas sim, de afirmação!
As autoridades de Transição na Guiné-Bissau, enquanto autoridades de facto, do país, devem tomar medidas, em conformidade, visando a defesa do interesse nacional, para evitar que a CPLP, em nome de interesses que não os da Guiné-Bissau e dos guineenses, deixe de tomar posições de bloqueio e, consequentemente, de promoção da instabilidade no país!
A Guiné-Bissau não deve aguardar pela humilhação de uma suspensão que não constava nos estatutos da CPLP e que se coloca apenas agora, depois de uma "emenda" aquando da recente Cimeira de Maputo. A Guiné-Bissau deve ter a coragem, ela própria, de se auto-suspender da CPLP até que, realizadas as eleições gerais, as autoridades eleitas decidam o futuro do país na organização! Didinho 19.09.2012
Cplp analisa futuro da Guiné-Bissau e anuncia uma das medidas é suspensão
É bom saber que já há prováveis candidatos à liderança do PAIGC, o que vai de encontro às diversas sugestões que temos vindo a fazer nesse sentido. Temos o dever de continuar a contribuir para a mudança positiva perspectivando uma Guiné-Bissau Positiva! Didinho 13.09.2012
Aos que estão desesperadamente empenhados em promover intrigas, no intuito de fomentar a guerra, pedimos que permitam aos amantes da vida, em paz, desfrutar desse direito sagrado! Didinho 13.09.2012
Definitivamente, se alguém tivesse dúvidas, não fosse o golpe de Estado de 12 de Abril, Carlos Gomes Júnior teria decapitado e humilhado a estrutura das Forças Armadas da Guiné-Bissau, o que seria inadmissível!
Nenhum governante tem o direito de "mostrar o lugar" a quem quer que seja e, muito menos, aos militares da Guiné-Bissau!
Ou o PAIGC se demarca do seu Presidente, que sonha voltar a governar a Guiné-Bissau, sem as Forças Armadas que o país dispõe... voltando a exigir uma Força de Interposição para a Guiné-Bissau, como condição para regressar ao país (como se a Guiné dependesse dele ou de alguém) ou o PAIGC será definitivamente visto como um sério problema e não uma alternativa capaz de sugerir/prop0r soluções tendentes a uma transição bem sucedida para a Guiné-Bissau! Didinho 10.09.2012
O desabafo do cidadão alivia a tensão ao cidadão. Permita-se a ponte entre a reivindicação e a percepção! Didinho 09.09.2012
Diz-se numa CARTA ABERTA À COMUNIDADE ECONÓMICA DOS ESTADOS DA ÁFRICA OCIDENTAL - CEDEAO que "(...) A CEDEAO foi mais longe na nossa terra: mandou compulsivamente, para exílio politico, de facto, Suas Excelência Senhores Presidente da República interino e primeiro-ministro depostos pelos militares violando os textos da própria CEDEAO e a Constituição da República da Guiné-Bissau que não admite, em caso algum, a extradição ou expulsão do país do cidadão nacional por motivos políticos."
Pergunto: Será verdadeira esta afirmação?
Não se assistiu a um clima de festa e de regozijo, por parte de familiares e apoiantes de Raimundo Pereira e Carlos Gomes Júnior, pelo facto de terem sido libertados, fruto de negociações entre a CEDEAO e o Comando Militar e de terem seguido viagem para a Costa do Marfim, onde receberam tratamento reservado a estadistas, mesmo sabendo-se que a acção da CEDEAO tinha sido por razões humanitárias, já que, ambos estavam debilitados e afectados por problemas de saúde, dados a conhecer pelos próprios familiares que alertaram para esse facto?
Quem foi que lhes sugeriu Portugal, ou por que é que não regressaram à Guiné-Bissau?
Foi por imposição da CEDEAO?
Certamente que não foi a CEDEAO, que nada tem a ver com Portugal...
Têm ou não, em Portugal, quer Raimundo Pereira quer Carlos Gomes Júnior residência/habitação permanente, que constituiu património imobiliário de cada um deles, o que certamente pesou na decisão de não regressarem à Guiné-Bissau, para além das falsas expectativas de que voltariam a ser recolocados no poder, a partir de Lisboa...?
Raimundo Pereira e Carlos Gomes Júnior, assim como suas respectivas famílias deviam estar agradecidos à CEDEAO por ter conseguido que fossem libertados e estarem vivos até hoje, ao invés da constante manifestação de ingratidão, movido pelo facto de ambos não terem sido recolocados no poder!
É caso para perguntar se o poder é mais importante que a saúde e a vida das pessoas em família... Didinho 08.09.2012
Realmente, valeu (valerá sempre) a pena defender a Guiné-Bissau, optando pela via do diálogo - participativo - inclusivo, no intuito de se garantir, em primeira instância, e sempre, a paz!
Quem, afinal, tinha razão, sobre o que fazer e como fazer para se encontrar uma solução a bem da Guiné-Bissau e do povo guineense...?!
Não tenham vergonha de reconhecer os erros cometidos com atitudes condenáveis e desde sempre indesejáveis, prontificando-se agora a falar em diálogo, em inclusão etc., etc., quando, se a vossa vontade, fosse satisfeita, na Guiné-Bissau poderia ter havido uma guerra de proporções e consequências inimagináveis.
Tenham coragem e humildade para assumir os erros e ajudar, de facto, a ultrapassar a situação de "forçar" a Guiné-Bissau a procurar outros parceiros e outras vias de cooperação, visando a sua sustentabilidade e afirmação no mundo! Didinho 07.09.2012
Haverá sempre tempo, no tempo, para prestarmos contas ao tempo, esse juiz sem tempo... Didinho 01.09.2012
Queremos uma Guiné-Bissau assente nos alicerces das instituições da República e não, uma Guiné-Bissau propriedade privada de quem quer que seja, tomando como exemplo o modelo totalitário, político e governativo de Carlos Gomes Júnior, no qual, o Estado (de uma forma geral) e o povo (em particular) dependiam exclusivamente da boa ou má disposição; da boa ou da má vontade; da conveniência e dos interesses pessoais de um criminoso, convencido de ser o garante da tigela de bianda das famílias guineenses e que, sem ele, todos estariam condenados a morrer à fome...achando por isso, ter direito a humilhar todo um povo e a sentir-se proprietário de mais de um milhão e setecentos mil "cabeças de gado" de uma "propriedade" que julgava e ainda julga ser sua...
Queremos uma Guiné-Bissau dirigida por seus filhos (eles e elas) a quem não se possa colocar rótulos de no passado terem sido, ou terem feito, isto ou aquilo em prejuízo do Estado e do povo.
Queremos "gente limpa" e capaz, a dirigir os destinos do país de todos os guineenses! Didinho 26.08.2012
Exige-se, a António Indjai, provas, ao mesmo tempo que se acusa António Indjai, sem no entanto, se apresentar, igualmente, provas... Da mesma forma que o próprio Carlos Gomes Júnior tinha acusado Nino Vieira e outros, de muitas coisas, sempre, sem nenhuma prova... Afinal, em que ficamos? Podemos nós denunciar e acusar os outros, sem precisarmos de apresentar provas, mas exigindo provas aos outros, quando somos denunciados ou acusados por eles?!
De que Governo legítimo se continua a falar, depois de tudo que antecedeu o golpe de Estado e do pós-golpe?
Será que ainda não vamos ter que pedir desculpas a Kumba Yalá, Presidente da República eleito para um mandato de 2000 a 2005, entretanto derrubado por um golpe de Estado a 14 de Setembro de 2003 e recolocá-lo como Presidente da República?
Se a questão da legitimidade é vista da forma que Carlos Gomes Júnior e seus apoiantes a vêem, como é que se explica o processo da candidatura de Carlos Gomes Júnior às eleições presidenciais antecipadas de 18 de Março, sem que o Governo tivesse sido demitido, perante essa candidatura e, face à incompetência do Presidente da República interino em exonerar, demitir o Chefe do Governo, ou nomear um novo chefe do Governo etc., etc., ...?!
Realmente, um aldrabão, nunca deixa de ser aldrabão!
Um assunto importante e do qual se requer urgência é o seguinte:
Por que esperam as autoridades de Transição na Guiné-Bissau para se posicionarem sobre a anexação da Embaixada da Guiné-Bissau em Portugal, por parte de Carlos Gomes Júnior, facto esse, que pode vir a constituir um problema de difícil resolução, se não forem acauteladas as consequências do acto, numa perspectiva de soberania e da autoridade do Estado?! Didinho 26.08.2012
Resposta do Governo legítimo às acusações do CEMGFA António Indjai
Neste nosso mundo em mudança, a cidadania distingue-se e posiciona-se cada vez mais, como complemento evolutivo, guia reivindicativo e de transformação do conceito original (praticamente esgotado) da democracia, transformada que foi (democracia) num vocábulo recorrente (até) das ditaduras e dos ditadores, em função da conveniência e, por conseguinte, dos interesses. Hoje, a democracia é de todos, incluindo os ditadores, enquanto que, a cidadania, sendo para todos, não é de todos, porquanto, não ser aceite, tolerada, integrada ou assumida por ditadores, contrariamente à democracia.
Nos dias de hoje, são cada vez mais os ditadores a "assumir" a democracia do que os povos que representam, sendo mais os povos que reclamam os seus direitos - cidadania, questionando a democracia.
Não será disparatado concluir, face à realidade política e social do nosso mundo global, um mundo em mudança, que, a cidadania, é o método mais fiável de teste, verificação, avaliação e validação do conceito de democracia nos sistemas políticos que assumem a sua orientação. Didinho 26.08.2012
Que governo de inclusão sugere o Embaixador Joseph Mutaboba, quando as diligências que redundaram na designação das actuais autoridades de transição na Guiné-Bissau, foram suportadas por um diálogo inclusivo, por uma concertação participativa de todos quantos entenderam, desde a primeira hora que o que estava em causa era e continua a ser a Guiné-Bissau e o povo guineense e não Raimundo Pereira, Carlos Gomes Júnior ou outros?!
Que governo de inclusão sugere o Embaixador Joseph Mutaboba, quando, aqueles que se auto-excluíram do processo de diálogo promovido pela CEDEAO, visando apenas e só, o entendimento entre irmãos guineenses, desde essa altura hostilizaram e até aos dias de hoje continuam a hostilizar seus irmãos que aceitaram assumir as responsabilidades do Estado, para que o poder não caísse na rua?
Que confiança existe para a formação de um governo inclusivo, ou seja, que inclua aqueles que na devida altura não quiseram participar, por acharem que seria sinónimo de apoiar o golpe de Estado de 12 de Abril, e de inviabilizar o retorno de Raimundo Pereira e Carlos Gomes Júnior ao poder, bem assim, de se dar continuidade ao vergonhoso acto eleitoral das eleições presidenciais antecipadas, na sua segunda volta?
Que confiança existe, Sr. Embaixador Joseph Mutaboba, para a formação de um governo de inclusão, nesta fase do processo de transição (como se o actual governo de transição tivesse sido formado com imposição de exclusão de partes) quando a cúpula do PAIGC continua a rotular as autoridades de transição de golpistas e através do seu Presidente e ex-primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, tem estado a fazer tudo para desestabilizar a Guiné-Bissau e para comprometer o processo de transição, o que, consequentemente, terá, certamente, implicações no cumprimento do objectivo principal do processo de transição, ou seja, a preparação, organização e realização das eleições gerais?
Que governo de inclusão sugere o Sr. Embaixador Joseph Mutaboba, quando a posição de sempre do PAIGC foi e continua a ser a exigência do retorno de Raimundo Pereira e Carlos Gomes Júnior ao poder e a realização da 2ª volta das eleições presidenciais antecipadas?
Volto a dizer: já é tempo de deixarmos de perder tempo... Didinho 24.08.2012
Representante da ONU na Guiné Bissau defende formação de governo de inclusão
Que fique claro que as autoridades em funções na Guiné-Bissau, legitimadas por um consenso interno (após o golpe de Estado de 12 de Abril) entre uma maioria dos partidos políticos, militares e sociedade civil, sob a mediação da CEDEAO, são autoridades de transição e não carecem, necessariamente, de legitimidade popular, para o exercício transitório do poder, assente em compromissos com exigências de cumprimento, sendo a preparação, organização e realização de eleições gerais, o principal compromisso do processo de transição. Não há eleições para autoridades de transição!
Fosse outra personalidade designada Presidente da República de Transição, que não Manuel Serifo Nhamadjo, ou Primeiro-Ministro de Transição, que não Rui Duarte de Barros; fosse o PAIGC a indicar essas personalidades, teria que haver sempre o bom senso de reconhecer o facto de ter havido um golpe de Estado a 12 de Abril e que não havia realismo na exigência do retorno ao poder deposto. Assim sendo, chamando-lhe um governo de transição ou outro, mas explicitamente definido como transitório, para um período (X), de um compromisso (Y), a retoma/reposição da ordem constitucional, passaria pelo cumprimento das metas traçadas, no tempo acordado, para que o processo de transição chegasse ao fim, de forma satisfatória.
Face à conjuntura actual da Guiné-Bissau, ou se apoia o processo de transição, para que os objectivos fixados sejam cumpridos, sobretudo, no que toca à realização de eleições, ou, promove-se, o método recorrente do uso da força das armas (através de um golpe ou contra-golpe, chame-se-lhe o que quiser) para destituir as actuais autoridades de transição, com todas as consequências que daí possam advir!
É bom que se tenha presente que o clima de desconfiança e a ambição desmedida pelo poder, suportaram, ao longo dos anos, na Guiné-Bissau, argumentações de conveniência, para que detentores do poder agissem por antecipação e anunciassem tentativas de golpe de Estado (a maioria, infundadas) saldadas em matanças, perseguições, detenções e tortura de cidadãos incómodos.
É bom que se tenha presente o "alerta" recentemente lançado pelo general António Indjai Chefe das F.A. acusa PM deposto de estar a preparar um `contra-golpe` de Estado na Guiné-Bissau, independentemente da leitura e da interpretação de cada um e, face ao clima de desconfiança prevalecente e às permanentes investidas públicas do ex-Primeiro-Ministro, Carlos Gomes Júnior, que apenas visam desestabilizar a Guiné-Bissau e comprometer o processo de transição em curso!
Que fique claro que, no patamar onde nos encontramos presentemente, haja o que houver, haverá sempre, necessidade de recurso a um período transitório para a reposição da ordem democrática e constitucional, por isso, já é tempo de deixarmos de perder tempo...
Há que evitar a guerra, há que poupar vidas humanas e o próprio país! Didinho 24.08.2012
Imaginem, se não houvesse autoridade de NOVAS autoridades na Guiné-Bissau?!
Se calhar tudo o que tem acontecido na Guiné-Bissau desde 12 de Abril à data presente, é suportado pela "autoridade" Raimundo Pereira/Carlos Gomes Júnior, que, inclusive, decidiram fazer valer suas autoridades, não no território localizado em África e designado República da Guiné-Bissau, mas sim, num país europeu, designado Portugal... Se de facto as autoridades a que se refere o representante especial do SG da ONU são as que foram depostas, então que necessidade teria ele de dizer que "Pedido de força multinacional deve vir das autoridades guineenses", uma vez que, foi Carlos Gomes Júnior quem levantou a questão, tendo apoio de Raimundo Pereira nesse sentido...?!
Quem foi que disse recentemente, mais coisa, menos coisa, que não competia à ONU reconhecer as autoridades dos Estados, numa referência directa à actual conjuntura guineense, senão o próprio representante especial do Secretário-Geral da ONU para a Guiné-Bissau, o Embaixador Joseph Mutaboba...?! Didinho 23.08.2012
Tenho consciência de ser um indivíduo em permanente "estudo" para uma permanente "avaliação", quiçá, sujeito a todo o tipo de "julgamento", sobretudo, tendo em conta factores como a criatividade, originalidade, frontalidade, liberdade e independência, de pensamento e de acção, que caracterizam a minha forma de ser e de estar. Se hoje me sinto, de alguma forma, "valorizado", relativamente ao trabalho de cidadania que venho desenvolvendo através do Projecto Guiné-Bissau - CONTRIBUTO, desde 10 de Maio de 2003, isso se deve (salvaguardando a devida comparação) não só aos que me admiram, elogiando ou criticando de forma construtiva e ajudando a melhorar o meu trabalho, mas também, aos que, directa ou indirectamente se posicionam como meus detractores e, por via disso, cada vez mais me têm dado razão e motivação para continuar a trabalhar!
O meu obrigado a todos, seja qual for a circunstância e independentemente da ideia que cada um tem de mim. Didinho 17.08.2012
A vida só tem sentido se, para além de nós, outros também puderem viver...Didinho
Estará, de facto, o PAIGC interessado em participar no processo de transição e que este, tenha um desempenho satisfatório?
Para quando o reconhecimento, oficial, pelo PAIGC, das autoridades de transição?
Que propostas, com carácter de negociabilidade e expressivas da vontade de dialogar, tem apresentado o PAIGC, para além de continuar a insistir no retorno ao poder institucional anterior a 12 de Abril de 2012 e, consequentemente, pelo regresso de Raimundo Pereira e Carlos Gomes Jr. ao poder?
Como encaram os militantes do PAIGC a participação do seu partido nas eleições gerais, previstas para Abril/Maio de 2013, quando o partido continua dividido em, pelo menos, 2 alas e depois de ter anunciado o adiamento da realização do seu Congresso para Janeiro de 2013?
Face a tudo o que aconteceu na Guiné-Bissau, com o golpe de Estado de 12 de Abril, justificava-se ou não a realização imediata de um congresso extraordinário do partido, ao invés de se propor um congresso para Janeiro de 2013?
É ou não importante a liderança (Presidente) partidária?
É ou não importante o dirigismo (direcção superior) partidário?
É ou não importante a confiança das estruturas de base em relação à cúpula do partido?
Quem organizará e como será organizado esse congresso, na ausência (não se sabe até quando) do "dono" do partido e do dinheiro; quem presidirá aos destinos do PAIGC depois desse congresso, se é que alguém poderá desafiar a liderança do ainda "dono" do partido e que tempo terá para preparar, reorganizar e motivar o partido, os seus militantes, para as disputas pelo poder, tendo em conta as eleições gerais?
Como pode um partido com a importância e responsabilidade do PAIGC, face ao "exílio" do seu Presidente e de outras suas destacadas figuras, em Portugal (não se sabe até quando) participar activa e responsavelmente, na convivência político-partidária que se exige aos partidos políticos, no terreno, enquanto entidades que têm como principal objectivo, a conquista e a manutenção do poder?
Como estará o PAIGC a organizar-se (estará?) neste período de transição, tendo em vista as eleições gerais de Abril/Maio de 2013, quando, na Guiné e, particularmente, em Bissau, onde está sedeado e deveria funcionar o partido, nada se decide, pois, o partido, afinal, é do seu Presidente e tudo continua a passar por ele e, por Lisboa, onde se "exilou" e a prova disso, foi a recente vinda a Lisboa de 3 altos dirigentes partidários, para consultas com o Presidente do partido...
Até quando os militantes do PAIGC continuarão reféns de Carlos Gomes Júnior? Didinho 15.08.2012
Para registar: Ainda veremos e ouviremos Carlos Gomes Júnior falar mal de Portugal, de Angola e da CPLP, tal como tem feito em relação ao Senegal, à Nigéria e à CEDEAO. É apenas uma questão de tempo...Didinho 14.08.2012
Da verdade de cada um também se estrutura e se constrói a memória colectiva, quiçá, a verdade colectiva!
Cultivamos e incentivamos o exercício da mente, desafiamos e exigimos a liberdade de expressão, pois é através da manifestação e divulgação do pensamento (ideias e opiniões), que qualquer ser humano começa por ser útil à sociedade! Didinho
Please do not change this code for a perfect fonctionality of your counter povos e comunidades
Última actualização: quarta-feira, 22 Maio 2013 05:52:25
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