GUINÉ-BISSAU: O COVID-19 ENTRE O PROTAGONISMO E A POLITIQUICE

GUINÉ-BISSAU: O COVID-19 ENTRE O PROTAGONISMO E A POLITIQUICE

“O economista guineense Paulo Gomes e a epidemiologista Magda Robalo disseram à Lusa estar disponíveis para integrar qualquer equipa nacional para enfrentar o que consideram de “guerra contra a doença” que já contaminou duas pessoas no país. Antigo candidato à presidência do país, Paulo Gomes, que se encontra atualmente fora da Guiné-Bissau, disse à Lusa estar pronto para, nos próximos dias, regressar e ajudar a “fazer avançar a iniciativa corajosa e proativa” de Idrissa Djaló, líder do Partido da Unidade Nacional (PUN), que propôs um pacto entre guineenses para lutar contra a pandemia da covid-19.”

Tudo muito bonito, mas será que o Dr. Paulo Gomes não sabe que uma das recomendações para a prevenção contra a propagação da doença e a contaminação de mais pessoas, é cada um ficar em casa, em isolamento, de quarentena, salvo, quem tenha mesmo que trabalhar, face à essencialidade do seu trabalho, sobretudo, relacionado com o serviço público, que não pode ser efectuado através do tele-trabalho?

Pensa ir à Guiné-Bissau nos próximos dias, como, com que meios logísticos, face à conjuntura mundial que restringiu as fronteiras de quase todo o Mundo e a consequente inoperacionalidade das companhias aéreas, marítimas, ferroviárias, etc., etc.?

Ainda que fosse à Guiné, face às medidas restritivas decretadas, o que iria fazer, que não em casa, para ajudar quem, e como, algo que pode fazer onde está neste momento, através da INTERNET?

Pode ajudar financeiramente, com verbas endossadas ao Estado para fins concretos, ou, adquirindo materiais de saúde apropriados para a actual situação, por exemplo, ventiladores, geradores, desinfectantes diversos, luvas, máscaras etc., etc., dependendo de “aberturas” aéreas, marítimas ou terrestres, para serem enviados à Guiné-Bissau.

Porém, pode sempre, onde quer que esteja, ajudar/apoiar, moralmente, sensibilizando e partilhando informações às populações, sobre a doença e os riscos e as suas consequências, que é a via que todos nós, Guineenses, espalhados pela nossa Diáspora temos vindo a fazer, através das Redes Sociais. O sr. Paulo Gomes quer ser diferente, com base num protagonismo que vai contra as recomendações e restrições no combate à prevenção, e contra a propagação do vírus?

Anunciar um regresso ao país neste momento, alegadamente, para ajudar, quando mesmo o pessoal de saúde, caso tivesse como ficar em casa, em isolamento, de quarentena, também ficaria, não passa, a meu ver, e peço desculpa pela frontalidade, de um gesto imbuído de protagonismo e irresponsabilidade.

Fiquemos em casa, para nosso bem e de todos, mesmo que uns quantos, imprescindíveis, seres humanos e guineenses, com família, tenham que sacrificar suas vidas e de suas famílias, pela maioria da População, que deve cumprir com as medidas restritivas de prevenção, por seus desempenhos profissionais não serem imprescindíveis na actual conjuntura, ou, por poderem ser efectuados a partir de casa.

Outrossim, os técnicos de saúde guineenses, que se encontram no nosso país, independentemente dos seus estatutos, das suas bagagens académicas, não devem esperar que sejam chamados a contribuir para o que suas profissões e seus juramentos lhes reservam como Missão: Salvar Vidas, Servir as populações. Devem fazer a parte que lhes compete, dirigindo-se às entidades de Saúde, aos hospitais e centros de saúde, para fazerem o que sabem e devem fazer, sem que sejam mandatados para tal, por via de jogos políticos e partidários!

Estar à espera de consensos políticos para assuntos de saúde pública, sobretudo, face à EMERGÊNCIA de uma Pandemia, por parte de quadros da saúde, Guineenses, é de facto, renunciar ao Juramento de Hipócrates.

Para finalizar, fiquei incrédulo hoje, ao ver imagens da cerimónia de despedida do corpo de efectivos da ECOMIB na Guiné-Bissau, com a presença do Presidente da República, sem que as medidas restritivas de distanciamento mínimo de metro e meio/2 metros, fossem cumpridas.

Sr. Presidente da República, seja o primeiro a dar o exemplo nesta luta contra o Inimigo Comum Global, COVID-19.

Evite o contacto social e a concentração social, em nome da prevenção da doença!

Não basta decretar o estado de emergência, para de seguida, ignorar os factores de risco e pôr-se a jeito de ser contaminado, ou de contaminar os demais.

É preciso que todos nós levemos muito a sério esta doença!

Ela não escolhe quem quer que seja, todos estamos sujeitos a contraí-la e, por isso, todo o cuidado é pouco!

Infelizmente, já começamos a sentir a nossa dor…

Positiva e construtivamente.

Didinho 26.03.2020

Covid-19: Quadros guineenses disponíveis para enfrentar “guerra contra a doença”

ENTRE A IRRESPONSABILIDADE E A IGNORÂNCIA…

ENTRE A IRRESPONSABILIDADE E A IGNORÂNCIA…

Uma IRRESPONSABILIDADE e IGNORÂNCIA, de um ex-Primeiro-ministro, que deve ser chamado à RESPONSABILIDADE, e, se necessário, por via Judicial, face à REALIDADE dos factos em presença, sob pena de, as suas constantes, inoportunas, desenquadradas e inadequadas afirmações políticas, sobre o Coronavírus, servirem de pretexto para a subestimação da doença, e consequentemente, para uma maior manipulação/instrumentalização/desinformação, da sociedade guineense, que poderá redundar numa atitude contraproducente das medidas preventivas já anunciadas pelas autoridades nacionais, visando evitar/reduzir, a propagação do vírus e, consequentemente, a contaminação de pessoas/populações.

O momento é complicado para todos nós, por isso, deixemos o jogo político de lado e foquemo-nos na prevenção, visto estarmos todos sujeitos ao coronavírus…

Nenhum País do Mundo, mesmo dos mais evoluídos/desenvolvidos, do nosso Planeta, tinha ou tem um Plano/Projecto de Combate efectivo contra o COVID-19!

Como é que o sr. Aristides Gomes, assim como o sr. Domingos Simões Pereira continuam a afirmar que, não fosse “o golpe de estado” na Guiné-Bissau, ” a doença podia ser evitada, por via dos planos de contingência do seu governo”?

Já agora, por que esperam os senhores Aristides Gomes e Domingos Simões Pereira, para apresentarem os seus planos de contingência ao Mundo, aos Governos de Todo o Mundo; aos Cientistas de Todo o Mundo, numa luta sem igual, para encontrar uma fórmula milagrosa, mas científica, para acabar com a pandemia do COVID-19?

É CRIME, usar a manipulação/instrumentalização, política, sobre uma pandemia que todos os dias tira a vida a centenas de pessoas em todo o Mundo, alterando completamente o quotidiano das Pessoas neste nosso Mundo.

Quem é Aristides Gomes, para falar do COVID-19, numa abordagem política, e não, técnica ou científica, no âmbito da Medicina/Saúde, como se fosse um especialista na matéria, quando mesmo os cientistas afectos à área, estão a tentar conhecer melhor a essência da doença, e ninguém tem até hoje, uma solução mágica para a sua cura?

Quem é Domingos Simões Pereira, para falar do COVID-19, numa abordagem política, e não, técnica ou científica, no âmbito da Medicina/Saúde, como se fosse um especialista na matéria, quando mesmo os cientistas, afectos à área, estão a tentar conhecer melhor, a essência da doença e ninguém tem até hoje, uma solução mágica para a sua cura?

É preciso que se use o poder do Estado, para se declarar, efectivamente, o Estado de Emergência, e limitar, detalhadamente, certos direitos, certas liberdades e garantias, ao abrigo do exposto na Constituição da República, para que numa situação de Emergência, que é a que estamos a viver em Todo o Mundo, o Bem-Colectivo seja Salvaguardado, a Bem do Interesse Nacional e Global, quiçá, da nossa Existencialidade, enquanto Seres Humanos, e Guineenses!

Positiva e construtivamente.

Didinho 26.03.2020

Covid-19: PM guineense diz que doença poderia ser evitada através do plano de contingência do seu Governo

COVID-19 – A NOSSA EXPERIÊNCIA, PROF. DOUTOR JOAQUIM SILVA TAVARES

COVID-19 é uma doença causada pelo Coronavírus SARS-Cov-2(SARS =severe acute respiratory syndrome)

Da mesma forma que aconteceu com o H1N1 e o SARS, ainda há quem pense que as consequências do coronavírus são mais propaganda de alguns grupos económicos com o fim de lucrar com o pânico e medo do desconhecido.

Para não inundar os leitores com a imensa literatura que encontro todos os dias, divagando sobre COVID-19, vou contar uma experiência directa que tive com 3 doentes infectados com COVID-19.

No dia 13 de Março, sexta-feira (acreditam em superstição?), recebemos um paciente nos cuidados intensivos, um “jovem” de 54 anos, cozinheiro num dos casinos de Las Vegas: admitido com febre e pneumonia na radiografia. Inicialmente, como estava “estável”, disse ao hospitalista e à enfermeira, que só iria entrar no quarto, estando isolado (porque o diagnóstico diferencial incluía o covid-19) e se o paciente mostrasse sinais de descompensação (para evitar aumentar o número de profissionais em contacto com o paciente).

Duas horas depois desta conversa, a enfermeira saiu do quarto dizendo: o doente está confuso, a saturação está só a 65%.

Entrei na antecâmara, coloquei o PAPR (power air-purifying respirator) e o PPE  (personal protective equipment), para de seguida entrar no quarto: o doente estava a respirar a 40% por minuto, confuso, e  mesmo depois de oxigénio a 100%, a saturação estava a 65%.

Entubei o doente com as precaucōes recomendadas pela OMS e a Sociedade de Cuidados Intensivos, e começamos o protocolo da ARDS Net (a radiografia, em menos de 3 horas mudou de manchas brancas para completamente branca-em termos leigos-quase nenhuma troca de oxigénio nos pulmões).

O doente ainda está vivo, mas a esposa dele, admitida 2 dias depois dele, faleceu ontem. A filha ainda está nos cuidados intensivos.

Imagem 1 – cozinheiro infectado


Imagem 2 – Esposa do cozinheiro infectado

Imagem 3 – Esposa do cozinheiro infectado

O hotel onde o indivíduo trabalha fechou as portas temporariamente.

Por 14 dias seguidos depois deste contacto, tenho trabalhado, mas com monitorização contínua da minha temperatura, sintomas de tosse, etc.

Mas estou bem de saúde e preparado para mais encontros.

Estamos experimentando com a hydroxychloroquine (vamos a ver; “se tivesse “siti malgoss – azeite amargo de óleo de palma”, também iria experimentar – brincadeira à parte!!!)

No nosso hospital também oferecemos ECMO (extracorporeal membrane oxygenation), forma de suporte artificial temporário dos pulmões e coração); Até agora, como Director do nosso programa de ECMO (único no estado de Nevada), ainda não aprovei nenhum ECMO interno ou por transferência de um outro hospital, devido a riscos de infecção, materiais de protecção disponíveis, etc), mas, da maneira como os casos estão aumentando, qualquer dia temos que usá-los num doente.

Todo o cuidado é pouco, por isso há que: lavar as mãos, evitar contacto por menos de 2 metros, usar chlorox para desinfectar, etc.

Este vírus existe, este vírus pode ser devastador, não é propaganda; Isto é para todos e sobretudo, para alguém que tem “close encounters” todos os dias com alguém infectado ou com alguém suspeito, e todos somos suspeitos.

Stay Safe (principalmente membros provedores de Saúde)-We need all of you!

Djoca 25.03.2020

Joaquim Tavares, MD,FACP,FCCP,DABSM,FAASM,EDIC,RPSGT

Medical Director, ECMO Program at Sunrise Hospital and Sunrise Children’s Hospital

Manu Dibango, jazzman et saxophoniste, à Paris, en mars. GILLES VIDAL / HANS LUCAS

PUBLICAÇÕES DE 16 A 25 DE MARÇO DE 2020

DEMOCRACIA…

Que DEMOCRACIA

Qual DEMOCRACIA

Para que Estado

Para que Direito

Para que POVO

Entre a Massa e a Elite

Entre os Poderosos

E os subordinados

Entre o Povo e os deuses

Entre o estatuto e a realidade

Entre os privilegiados de sempre

E os infinitamente prejudicados

Que Política para que políticas

Quando a DEMOCRACIA

Pelo que assistimos

Ao invés de servir os Povos

Circunscreve-se ao Poder das Elites

Que decidem sem escrúpulos

Sobre a existencialidade Humana

Em função dos seus interesses

Que DEMOCRACIA

Para que Estado de Direito

No nosso Planeta Terra

Alimentado pela Mentira

Que contamina e mata

Mais do que todos os vírus

Encomendados pela Elite Poderosa

Que dirige este nosso Mundo

E que em nome da DEMOCRACIA

E do Estado de Direito

Alega legitimidade

Para decidir por todos nós

Sem o nosso conhecimento

Sem o nosso consentimento

Que DEMOCRACIA é esta

Que para salvaguardar uma Elite

Seus Poderes e Seus Interesses

Tem estado a levar-nos

Consciente ou inconscientemente

Para a Destruição do nosso Planeta

Para a Extinção da Vida Humana

Da Vida de Todos Nós…

PORQUÊ…!?

Certamente questionamos até quando

Como também devemos questionar

Até QUANDO permitiremos isso…?!

Didinho 25.03.2020


RESPEITO E CONFIANÇA

Infelizmente, há muito que perdemos, uns pelos outros, na qualidade de Seres Humanos e Guineenses, o Respeito e a Confiança, enquanto alicerces necessários e desejáveis, quiçá, imprescindíveis, para a promoção de Princípios e Valores de Sustentação de toda e qualquer Relação Humana!

Continuamos a bater no fundo, porque o fundo é, infelizmente, o fim, o nosso fim…enquanto continuarmos a dormir, mesmo de olhos abertos…

Positiva e construtivamente.

Didinho 24.03.2020


MANU DIBANGO – Duala, 12 de dezembro de 1933 – Paris, 24 de março de 2020

Conheci Manu Dibango, pessoalmente, e casualmente, em 1984, em Vlissingen/Holanda.

O navio onde trabalhava, estava atracado nesse porto da Holanda e numa ida à cidade, numa tarde de verão, cruzei- me, casualmente, com alguém, cujo rosto já conhecia, de tão famoso que era, mas, sobretudo de tão marcante que foi sendo, para muitas gerações, não só africanas, mas também, de todo o Mundo.

Manu Dibango em pessoa, que iria actuar nessa noite em Vlissingen!

Como seu fã, de longa data, através da Radiodifusão da Guiné-Bissau, emissora pela qual o conheci, ouvindo seus sucessos musicais, fiz questão de lhe abordar, apresentando-me, dando-lhe a conhecer, ser filho da Guiné-Bissau, facto que mereceu, da sua parte, um aperto de mãos e um forte, longo, caloroso e fraterno abraço, enquanto Africanos e Seres Humanos.

Manu Dibango continuará a ser um dos melhores e maiores Agentes e Expoentes da Criatividade, Sustentação, Valorização e Promoção da Interculturalidade, tendo a Música como Fonte, Espelho e, Reflexo…

Descansa em Paz, Distinto e Saudoso Irmão!

Didinho 24.03.2020

Manu Dibango, jazzman et saxophoniste, à Paris, en mars. GILLES VIDAL / HANS LUCAS


A PROPÓSITO DE DISTANCIAMENTO SOCIAL

É preciso evitar que haja uma interpretação equivocada sobre a conotação entre distanciamento social e exclusão social, face às medidas de prevenção visando o combate ao COVID-19.

O distanciamento social, enquanto medida preventiva, não significa, de modo algum, exclusão social, na forma como todos nós, seres humanos, devemos lidar com o contexto da pandemia do Coronavírus.

De igual forma, a prudência na forma de encarar uma doença à qual, estamos todos sujeitos, não deve servir de suporte para a insensibilidade, para com “o outro”, com base numa alegada e equivocada desconfiança no “outro”.

Ninguém tem a marca do COVID-19 como elemento de identificação, por isso, ainda que tenhamos que ser prudentes, façamo-lo, sim, apenas com base nas decisões/recomendações/instruções, quer da Organização Mundial da Saúde, quer dos Governos de cada País.

A actual conjuntura Mundial implica mais do que nunca, a assimilação/interiorização, do conceito de Humanismo, e do pilar principal que lhe deve sustentar. Estou-me a referir à Solidariedade!

Neste momento preocupante e desafiante para a Humanidade, em que a doença em si, não discrimina, não exclui, ninguém, a melhor e a infinita forma de combatê-la, é fazer das suas fraquezas, nossas forças, e isso passa pela Consciencialização Global, de que:

Ou, estamos cientes da Importância da existência de cada um, como factor para a existência de Todos, num processo de Todos, por Todos e para Todos, estando Todos Juntos, mesmo em modo distanciamento social, para fazermos frente ao Inimigo Comum Global (ICG): COVID-19;

Ou, ignorando a Importância da Vida enquanto Corrente de Transmissão, que suporta a Humanidade, desagregando nossas Estruturas, nossos Pilares, entregamo-nos ao Inimigo Comum Global (ICG): COVID-19.

Fique em casa, cumpra com as medidas restritivas e preventivas decretadas pelas autoridades do País onde vive, e estaremos assim, Todos, a contribuir para o fim do Inimigo Comum Global, o COVID-19, em modo distanciamento social, e não, de exclusão social!

Positiva e construtivamente.

Didinho 22.03.2020


COVID-19

Prevenir e Combater o COVID-19, implica acima de tudo, Conhecimento da Doença, e o devido Respeito por ela;

Assim como, COMPREENSÃO, SENSIBILIZAÇÃO, SOLIDARIEDADE e INCLUSÃO, no tocante ao relacionamento entre Pessoas, Estados e Organizações.

Não devemos permitir espaços para a politização do COVID-19 na Guiné-Bissau!

Didinho 19.03.2020


GUINÉ-BISSAU, COVID-19, POLITIZAÇÃO 

Mais uma tentativa de manipulação/instrumentalização e politização da Sociedade Guineense, por parte do sr. Domingos Simões Pereira.

Qual é o Governo deste nosso mundo com capacidade e competência, se é disso que se trata, para resolver por si só, e de imediato, o Problema COVID-19?

O sr. Domingos Simões Pereira deveria estar calado, ou criticar com profundidade e de forma sustentada, as medidas restritivas tomadas pelas novas autoridades da Guiné-Bissau, apresentando as suas sugestões e, ou soluções, não só para a Guiné-Bissau e os Guineenses, mas para toda a Humanidade, já que, para ele, é uma questão de competência e capacidade.

Até parece que a Guiné-Bissau já registou casos declarados, confirmados, do COVID-19…

Mesmo que isso venha a acontecer, tal como já acontece por quase todo o Mundo, será por falta de competência, de capacidade, dos Governos dos Países onde a doença já prolifera?

Sr. Domingos Simões Pereira, o COVID-19 é algo muito sério sim, para ser politizado.

Seja ao menos, num momento deveras delicado para a Humanidade, em geral, e para a Guiné-Bissau e os Guineenses em particular, solidário para com as medidas restritivas decretadas pelas novas autoridades e, caso tenha sugestões ou críticas para melhorar essas medidas, enquanto filho da Guiné-Bissau, faça-o, positiva e construtivamente, pelo Bem-estar Comum.

Um líder político não se limita apenas ao bota-abaixo, sobretudo, quando a Unidade Nacional é a fortaleza para a defesa contra uma pandemia declarada, neste caso, o COVID-19.

Sr. Domingos Simões Pereira, se não pode ajudar a Guiné-Bissau, não continue a prejudicar o País e todo um Povo, a merecer viver em Paz!

Positiva e construtivamente.

Didinho 19.03.2020

GUINÉ-BISSAU: “O GOVERNO AUTO IMPOSTO NÃO TEM CAPACIDADE, NEM COMPETÊNCIA, PARA RESOLVER O PROBLEMA DO COVID-19” – DOMINGOS SIMÕES PEREIRA


NOTA DE AGRADECIMENTO

Car@s Amig@s, Compatriotas e Amig@s da Guiné-Bissau, aproveito a oportunidade para agradecer a Tod@s, pela Solidariedade manifestada, relativamente ao abominável acto de ameaça de morte e de insultos, expressos, explicitamente, contra a minha pessoa, por alguém que, não merecendo a minha/nossa, resposta, e sem visão do erro que estava a cometer, conseguiu juntar-nos nesta onda de Solidariedade, de Amizade e Fraternidade!

Sem saber, o seu acto repugnante fez com que Guineenses e Amigos da Guiné-Bissau, independentemente das perspectivas políticas e ideológicas de cada um, se unissem à volta dos ideais do Respeito, da valorização e da salvaguarda da Vida Humana; da Liberdade, da Democracia, da Justiça, em suma, do Estado de Direito!

Em 2003 escrevi: ” O medo priva-nos da liberdade”!

Porque constatei na altura que os meus irmãos Guineenses, corajosos que sempre fomos enquanto Povo, tinham perdido a coragem, refugiando-se no medo, ficando assim, reféns dos seus Direitos e das suas Liberdades, face aos políticos e aos governantes da Guiné-Bissau!

Era preciso despertar/sensibilizar consciências, para que o medo deixasse de privar as Liberdades dos Guineenses!

É este caminho que tenho vindo a percorrer, há muito, cada vez com mais Guineenses e Amigos da Guiné-Bissau, que decidiram apostar nas suas Liberdades, em detrimento dos diversos medos, para que o desbravar do mato, venha a permitir a passagem à outra margem, de Todos, incluindo, aqueles que nunca pensaram que há mais caminhos, do que a via ditatorial da “carneirada”…

Muito obrigado a Tod@s, do fundo do coração!

Amigável e fraternalmente, vamos continuar a trabalhar!

Didinho 16.03.2020

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SEMENTE

A morte…
A minha morte
Já não me preocupa
A semente já é raiz
Tronco e folhas
Flores e frutos
Outras mais germinarão
E o vento as levará
Orgulhosa e carinhosamente
A todos os campos da Guiné-Bissau…

Didinho 13.06.2009 – In- Minha Terra, Meu Umbigo

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Quo vadis humanitas?

Nascemos para morrer
Neste Mundo de ninguém
Onde sofremos para viver
Vivendo para sofrer
Construindo sonhos
Do bem e do mal
Da vida e da morte
Destruindo as raízes
Que nos suportam
Ganhando para depois perder
Festejando para depois lamentar
Porque sabemos todos
Neste mundo de ninguém
Que nascemos para morrer
Quo vadis humanitas?

Didinho 25.12.2016 – In – Minha Terra, Meu Umbigo