Um olhar sobre as eleições presidenciais na Guiné-Bissau

Prof. Doutor Mamadu Lamarana Bari

Correm boatos de que preparam-se fraudes nessa eleição. Sacos de dinheiro para serem distribuídos para as zonas eleitorais, manipulação dos ficheiros de votos, etc, etc. Se isso for verdade, não importa de qual lado ou tendência política que essas atitudes provirem, o que se deve fazer, se for verdade a notícia e for constatada a fraude depois da apuração dos resultados, a oposição ou quem se sentir prejudicado se mobilizarem com seus eleitores para fazerem um veemente protesto no país, do gênero Bolívia , Chile e agora Colômbia, para que se tome a decisão, se for constatada a fraude, de fazer a recontagem dos votos ou instaurar um governo provisório independente, com a participação da sociedade civil no país e na diáspora, a fim de prepararem o país para uma nova República, nova era democrática. Nova Constituição, nova Bandeira e novo Hino Nacional se necessário for. Sem isso é só lenga lenga de sempre. Na Guiné-Bissau não se distingue o Estado da Nação. Não existe a institucionalização do Poder, não se conhece e não se sabe sobre a cultura politico-institucional. Precisa -se estudar nos colégios, universidades algo sobre a Organização Política e Administrativa da Nação. Não há soberania e não se têm idéia do que isso representa para a morte institucional de um país que se formou a custa de sangue e suor de seus valorosos filhos.

22.11.2019

Cidadania e Direitos Humanos, Política, Sociedade, ,

Fernando Casimiro

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Didinho (Fernando Jorge Gomes da Fonseca Casimiro) nasceu em Bissau, República da Guiné-Bissau, em 15 de agosto de 1961 onde fez os seus estudos primários e secundários. Desportista polivalente, foi professor de Judo, tendo participado nalgumas manifestações nacionais e internacionais da modalidade. Em novembro de 1981, deixou Bissau, rumo a Angola, onde veio a ingressar na marinha mercante grega, tendo em 1984 atingido o posto de Oficial Maquinista Naval. Viajou um pouco por todo o Mundo, registando um histórico de 70 países visitados. Após deixar a marinha mercante em 1988, fixou residência em Portugal, onde trabalhou na área de Manutenção Industrial e Metalomecânica até maio de 2015. Empenhado no desenvolvimento e promoção do seu país, criou em 2003 o Projeto “Guiné-Bissau: Contributo” com o objectivo de sensibilizar a opinião nacional e internacional para os problemas da Guiné-Bissau e de contribuir para a busca de soluções para os mesmos. Frequentou o curso de licenciatura em Ciências Sociais, tendo a Ciência Política e a Administração Pública como áreas de especialização. É Consultor para assuntos Políticos, Comunicação e Informação. Autor de vários artigos, nomeadamente sobre a Guiné-Bissau, colabora com diversos órgãos de informação. Humanista, pensador, escritor, poeta, fotógrafo, ativista social, analista e cidadão político, assim é a abrangência multifacetada de um homem simples e apaixonado pela Vida. É sócio efetivo nº 1441 da Associação Portuguesa de Escritores desde 23 de maio de 2017 A 09 de Maio de 2018 publicou o seu primeiro livro de poesia, intitulado MINHA TERRA, MEU UMBIGO, sua 4.ª obra literária, depois de: 1 – O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU – COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS – VOL. I – 16.08.2016 2 – O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU – COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS – VOL. II – 22.08.2016 – EUEDITO. 3 – O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU – COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS – VOL. III – 08.10.2016 – EUEDITO.