PAREM DE ATORMENTAR O POVO DA GUINÉ-BISSAU!

Eng.º Augusto Ulique

PAREM DE ATORMENTAR O POVO DA GUINÉ-BISSAU!

Caros compatriotas e distintos “políticos” bissau-guineenses, quero vos pedir por amor de Deus, que parem de atormentar o nosso povo.

Não terão nenhum proveito, estando todos os dias, horas e horas, desperdiçando o vosso tempo a instrumentalizar a nossa sociedade contra certas figuras públicas, com insultos e intrigas acreditando desta maneira fazer valer a vossa popularidade. Desta forma?

Certeza absoluta que não!

Parem e pensem no que estão a fazer e em nome do quê; ao serviço de quem; e com que objectivo…

Na Guiné-Bissau, todos têm lugar para viver e conviver com os outros e se alguém for capaz de pôr a sua capacidade e inteligência ao serviço da sociedade guineense, em complemento de um valor jamais visto na África, que é a unidade nacional, entre as várias etnias na Guiné-Bissau, seríamos o povo mais feliz e realizado, do mundo.

Aos protagonistas “políticos” com agendas pessoais, peço-vos por favor parem e pensem profundamente sobre o estado do país e o seu povo. Como cidadão guineense ainda acredito nos filhos desta terra amada com bom senso e espírito nacionalista, capazes de entender o que se trata e por que é valioso contribuirmos em prol da sociedade.

Aos que ainda estão com a raiva e armados até aos dentes e unhas contra a pátria que nos viu nascer, não acreditem em nada que vos possa alienar, acreditando que existem nações perfeitas, com justiça a funcionar perfeitamente e cidadãos exemplares sem crimes. Essas nações ou países, não existem. Pelo menos nesta nossa planeta Terra, não conheço nenhum estado SANTO com perfeita democracia!

O que há sim, são estados e países compostos por cidadãos com espírito nacionalista e sentido progressista, imbuídos de uma ética e moral assentes na solidariedade colectiva. O espírito social, é sim um dos valores que devemos promover na sociedade moderna guineense pondo de parte o egoísmo, o individualismo, a inveja e o ódio.

Nas sociedades modernas, e melhor estruturadas do que a nossa, chegou-se à conclusão que o ensino individual e trabalho solitário (individualismo) é menos produtivo do que o colectivismo.

Por isso promove-se nestas sociedades mais actividades colectivas, focadas em grupos de trabalho visando o ensino colectivo para a resolução de certas questões que têm a ver com projectos abrangentes de diferentes áreas.

“Políticos” bissau-guineenses parem de atormentar o povo da Guiné-Bissau, usando discursos e retóricas divisionistas na sociedade guineense. Agora querem aproveitar o flagelo do CORONAVÍRUS para atormentarem de novo os corações e a tranquilidade do povo para obterem proveito político.

Caros concidadãos, denegrir a imagem da Guiné-Bissau, por mais motivos ou razões que possam existir, não passa de uma traição à pátria. Por vezes é bom aceitarmos a realidade do momento, mesmo que as decisões tomadas forem contrárias à nossa vontade e expectativas, do que estarmos a proferir reacções que, um dia, a nossa história sentenciará!

Há alguns “políticos” e cidadãos da nossa terra que hoje se julgam estar melhor preparados para conduzir o destino do nosso país mas, no entanto, estão a comprometer as suas oportunidades futuras por não aceitarem conformar com a decisão da maioria, preferindo promover campanhas contra o nosso país, dando entrevistas e lançando mensagens difamatórias nas medias sociais.

O nosso país foi durante algum tempo, um exemplo de positivismo, e consequentemente, uma referência na costa ocidental de África. Um país sem igual, que enfrentou um passado cruel imposto por uma potência estrangeira que nada de bom deixou como herança.

Há um provérbio em krioulo que cito:

“Si bu obi mininus na moransa na guerria, i purki fomi ku ten na ki moransa.”

Este provérbio tem algo de verdade no caso de Guiné-Bissau.

Por não herdarmos nada como substância que nos permite gerar bens, e também, por não existirem famílias com grandes fortunas, mas sim, camadas sociais com posição histórica que dominam a sociedade guineense; a inexistência de infraestruturas; de centros de produção e desenvolvimento industrial, para assentarmos o desenvolvimento, alguns “políticos” sentem-se “legitimados” a desenfrear lutas intestinas para se apoderarem do vazio do Poder Real, para satisfação dos seus interesses.

Para tal estão sempre prontos para assinar acordos ocultos com monopólios de organizações internacionais e transnacionais, em prejuízo do interesse colectivo e da sociedade Bissau-guineense.

O nosso povo deve ficar atento e não deixar ser enganado ou atormentado!

Os melhores filhos já foram, e outros melhores filhos da Guiné-Bissau virão!

Força Guiné-Bissau e que Deus abençoe o seu povo!

Augusto Ulique

Eng. /Geólogo

Alemanha /Flensburg, 25.03.2020

Cidadania e Direitos Humanos, Política, Sociedade,

Fernando Casimiro

View posts by Fernando Casimiro
Didinho Didinho (Fernando Jorge Gomes da Fonseca Casimiro) nasceu em Bissau, República da Guiné-Bissau, em 15 de agosto de 1961 onde fez os seus estudos primários e secundários. Desportista polivalente, foi professor de Judo, tendo participado nalgumas manifestações nacionais e internacionais da modalidade. Em novembro de 1981, deixou Bissau, rumo a Angola, onde veio a ingressar na marinha mercante grega, tendo em 1984 atingido o posto de Oficial Maquinista Naval. Viajou um pouco por todo o Mundo, registando um histórico de 70 países visitados. Após deixar a marinha mercante em 1988, fixou residência em Portugal, onde trabalhou na área de Manutenção Industrial e Metalomecânica até maio de 2015. Empenhado no desenvolvimento e promoção do seu país, criou em 2003 o Projeto “Guiné-Bissau: Contributo” com o objetivo de sensibilizar a opinião nacional e internacional para os problemas da Guiné-Bissau e de contribuir para a busca de soluções para os mesmos. Frequentou o curso de licenciatura em Ciências Sociais, tendo a Ciência Política e a Administração Pública como áreas de especialização. É Consultor para assuntos Políticos, Comunicação e Informação. Autor de vários artigos, nomeadamente sobre a Guiné-Bissau, colabora com diversos órgãos de informação. Humanista, pensador, escritor, poeta, fotógrafo, ativista social, analista e cidadão político, assim é a abrangência multifacetada de um homem simples e apaixonado pela Vida. A 10 de maio de 2017 anunciou a sua candidatura às eleições presidenciais na Guiné-Bissau, previstas para 2019 É sócio efetivo nº 1441 da Associação Portuguesa de Escritores desde 23 de maio de 2017 A 09 de Maio de 2018 publicou o seu primeiro livro de poesia, intitulado MINHA TERRA, MEU UMBIGO, sua 4ª obra literária, depois de: 1 - O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU - COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS - VOL. I - 16.08.2016 2 - O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU - COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS - VOL. II - 22.08.2016 - EUEDITO. 3 - O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU - COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS - VOL. III - 08.10.2016 - EUEDITO. A sua próxima obra literária intitulada MEUS PENSAMENTOS, MINHAS SEMENTES PARA A GUINÉ-BISSAU deverá ser publicada oportunamente. Contatos: didinhocasimiro@gmail.com +351 962454392 WhatsApp – Fernando Casimiro +351 962454392