Ao Povo Guineense

Aqueles que tiveram oportunidade e, privilégios, estando na política e na governação, da Guiné-Bissau, ao longo de tantos anos e nada mostraram, devem simplesmente ser sancionados pelo povo eleitor.

Não há, nunca houve, melhor Presidente da República da Guiné-Bissau, dos muitos que já exerceram o cargo e nunca finalizaram o mandato, assim como, não há, nunca houve melhor Primeiro-ministro da República da Guiné-Bissau, dos muitos que já exerceram o cargo e nunca chegaram ao final de uma legislatura.

O exercício do poder político e governativo do Estado, na Guiné-Bissau, apenas permitiu a um punhado de indivíduos “os mesmos de sempre” e as suas cadeias de valor, de se enriquecerem, transformando-se em multimilionários sem visão política e administrativa do Estado.

Têm dinheiro, milhões, conseguidos através dos desvios no Tesouro Público; dos Acordos prejudiciais (e das percentagens consequentes), em nome da Guiné-Bissau; das várias negociatas, criminais, que a ausência de uma Justiça Sustentada, possibilita.

E é com os dinheiros do Estado, directa ou indirectamente, que esses mesmos de sempre, conseguem financiar as suas campanhas eleitorais e ganhar eleições na Guiné-Bissau, mantendo tudo na mesma, para as suas consequentes “sobrevivências”, bem como dos muitos parceiros internacionais envolvidos no estrangulamento de um País e do seu Povo, por via dos seus interesses…

Vejo tanta gente que hoje faz promessas disto e daquilo, por estar no dirigismo de um partido político, mas que, já esteve por diversas vezes em diversos governos da Guiné-Bissau e nunca se preocupou com o País e com o Povo Guineense.

Nunca emitiram nenhuma opinião sobre as barbaridades cometidas contra o nosso Povo, pelos próprios filhos da terra; nunca criticaram/repudiaram as negociatas em nome da Guiné-Bissau e prejudiciais ao nosso País; nunca sugeriram nada, sobre como mudar o que ao longo dos anos tem estado mal na Guiné-Bissau, porquanto, partes/sementes do Sistema, dos mesmos de sempre…

Positiva e construtivamente, Guiné ka na maina!

Didinho 29.12.2018

O consenso, entre a satisfação de interesses pessoais e de grupos e a violação da Constituição e das Leis da Guiné-Bissau

O consenso, entre a satisfação de interesses pessoais e de grupos e a violação da Constituição e das Leis da Guiné-Bissau

Nenhum Estado de Direito Democrático deve ser gerido por consensos, na ausência duma ruptura constitucional, quiçá, perante a manutenção efectiva da legalidade democrática!

A crise política e social que assola a Guiné-Bissau não atingiu nenhuma amplitude que não tivesse solução, repito, que não tivesse solução, através da Constituição e das Leis da República!

A perda de soberania que se assiste a passos largos na Guiné-Bissau assenta precisamente na desvinculação, no divórcio, dos órgãos de soberania (Presidente da República, Assembleia Nacional Popular, Governo e Tribunais) com os seus compromissos, as suas competências/atribuições, constitucionais, enquanto servidores do Estado!

Deixamos de ter um Estado Constitucional de Direito e Democrático e passamos a ter um País dirigido por um punhado de indivíduos que, tendo sido legitimados no poder do Estado, pelo poder do Estado, não aceitam mais, submeter-se à Constituição e às Leis do Estado que deveriam respeitar e representar, com honra, lealdade e dignidade, enquanto seus servidores.

Um punhado de indivíduos imbuídos de ambição desmedida e organizados em grupos de interesses, que descobriram no consenso, a forma mais fácil de violar e descredibilizar a Constituição e as Leis da República, para que, desta forma, suas vontades, seus interesses, estejam acima da vontade de Todos e do próprio Estado!

Como se pode falar, com tanta hipocrisia, no cumprimento da Constituição e das Leis da República, quando os órgãos de soberania são os principais violadores da soberania do Estado?

Para que servem: a Constituição e as Leis da República, se, para tudo, é preciso promover consensos para resolver seja o que for entre divergências e crises políticas e chamar organizações internacionais para resolver o que só os Guineenses podem resolver?

Já agora, para que servem os órgãos de soberania da Guiné-Bissau (Presidente da República, Assembleia Nacional Popular, Governo e Tribunais), desvinculados que estão dos seus compromissos constitucionais?

Porque é que nunca se promoveu o consenso político, institucional e social, para o acatamento das normas constitucionais e legais da Guiné-Bissau e, por assim dizer, para que a harmonização interpretativa da Constituição e das Leis da República, independentemente das suas lacunas, omissões, explicitudes ou implicitudes, e com o devido respeito pelo contraditório, garantisse a estabilidade política, governativa e social do país?

Porque é que não se investe na Educação e na Formação Cívica dos Guineenses?

Positiva e construtivamente, Guiné ka na maina!

Didinho 18.11.2018

A Lei Eleitoral e a Agenda Eleitoral

É a Lei eleitoral que impõe uma agenda eleitoral, entre o recenseamento e, ou, a actualização dos cadernos eleitorais, para que a marcação das datas das eleições legislativas ou presidenciais sejam devidamente ponderadas, equacionadas e validadas pelo Presidente da República, ouvidos a Comissão Nacional de Eleições, o Governo e os Partidos políticos, e numa perspectiva inclusiva, sem obrigatoriedade legal, a Sociedade civil, enquanto parceira indispensável na monitorização da campanha de educação e sensibilização, cívicas.

Não é, repito, não é, o percurso do recenseamento eleitoral que decide a marcação de qualquer acto eleitoral.

O Sr. Presidente da República emitiu um decreto presidencial anunciando o dia 18 de Novembro de 2018 como data para a realização das eleições legislativas na Guiné-Bissau.

Um decreto que, não tendo sido revogado pelo Presidente da República até ao momento, foi no entanto violado pelo governo que, não conseguindo cumprir com os prazos legais estabelecidos, independentemente das razões que lhe assistem, não deveria prorrogar o prazo do recenseamento eleitoral, para lá do dia 18 de Novembro, data fixada por decreto presidencial como sendo da realização das eleições legislativas, sem comunicar o Presidente da República e sem este ouvir todas as partes legais do processo.

O Sr. Presidente da República não contestou a violação do seu decreto presidencial e decidiu alinhar pelo adiamento sinedie das eleições legislativas, com base no atraso do processo de recenseamento eleitoral, ignorando que, uma vez desrespeitado, mil vezes desrespeitado será a partir da sua resignação, estratégica ou não; consciente ou não.

Continuo a ter pena da minha Guiné-Bissau…

Positiva e construtivamente, Guiné ka na maina!

Didinho 15.11.2018

Versão musical de “Minha Terra, Meu Umbigo”

Versão musical do poema “Minha Terra, Meu Umbigo”.

Os meus agradecimentos ao irmão Fernando Carvalho, por mais esta iniciativa, bem como à Banda Sons Tropicais, ao Djipson, ao Filipe Santos e ao Estúdio Equa-Som.

Desfrutem!

Orgulhosamente, Guineense!

Positiva e construtivamente.

Didinho 30.10.2018

MINHA TERRA, MEU UMBIGO

Sei de onde vim
Não sei para onde vou
Sei quando vim
Não sei quando vou
Sei como vim
Não sei como vou
Entre a vida e a morte
A carne e a cinza
A terra e o céu
Que a esperança me acompanhe
Para que a Guiné me receba
Tal como vim tal como desejo ir…

Didinho – Maio 2004

MINHA TERRA, MEU UMBIGO – Letra de Fernando Casimiro (Didinho); Voz principal: Fernando Carvalho; Pré-Produção: “Sons Tropicais”; Arranjos e Produção: Djipson ; Técnico de Som: Filipe Santos; Estúdio Equa-Som

A propósito da proliferação de partidos políticos na Guiné-Bissau

A propósito da proliferação de partidos políticos na Guiné-Bissau

A Guiné-Bissau tem muitos partidos políticos, porque cada um quer fazer parte do dirigismo de um partido, ambicionando, através do partido que faz parte, um lugar no dirigismo político e governativo do Estado.

Claro que é um direito civil e político de cada cidadão envolver-se activamente na actividade política e por isso, há que respeitar!

Porém, a proliferação de partidos políticos na Guiné-Bissau nada tem a ver com fundamentos ideológicos, nem com a defesa de causas nacionais, e em nome do Interesse Nacional.

A prova disso é a quantidade de partidos políticos que nem sequer têm sede própria, nem conseguem organizar e realizar as suas reuniões, os seus congressos, porquanto, ainda que sejam partidos legalizados pelo Supremo Tribunal de Justiça, não há uma fiscalização rigorosa do STJ tendo em conta os fundamentos constitucionais e legais exigidos para a validação dos mesmos.

Partidos políticos que não têm fontes próprias de rendimento, nem são capazes de criar mecanismos internos de auto-financiamento, pois nem a simples colaboração dos seus militantes, através de pagamentos de quotas contributivas consegue ser uma realidade.

Partidos políticos que vivem ou sobrevivem do quê?

Hoje fala-se na Juventude, em jeito de aliciamento, mas quantos jovens guineenses não criaram desde há alguns anos a esta parte os seus partidos políticos?

Aqueles que hoje estão a manipular (alegando sensibilizar) os jovens para a actividade política nos partidos que criaram depois dos jovens que há muito criaram os seus partidos, por que não aderiram a esses partidos liderados e constituídos por jovens?

Não seria mais sensato que assim fosse, se de facto o despertar para a criação de novos partidos políticos tivesse a Juventude como causa a apoiar, a defender, por um lado e, por outro, a ruptura com o sistema bicéfalo (dos mesmos de sempre) do poder político na Guiné-Bissau?

Os próprios jovens que se precipitam a integrar os novos partidos políticos, fazem-no em nome do quê e com que finalidade, quando poderiam juntar-se aos outros jovens de partidos de gente Jovem?

Simplesmente, a resposta está no facto de cada um querer mandar, dirigir, ou fazer parte do núcleo dirigente de algo novo, pois que, poucos aceitam começar como simples militantes, nos partidos já existentes e onde as estruturas do dirigismo já estão preenchidas.

E assim continuaremos na Guiné-Bissau, com a proliferação de partidos políticos e dos seus protagonistas, com estratégias de interesses que dividem mais do que unem.

A banalização da criação de partidos políticos na Guiné-Bissau demonstra até que ponto os guineenses estão, consciente ou inconscientemente, sedentos do poder e do protagonismo consequente, ignorando cada vez mais, a acentuada divisão social que advém das disputas pelo poder e pelo protagonismo que o envolve.

Já que não há ideologias políticas nos partidos políticos da Guiné-Bissau, ao menos, que se faça da Guiné-Bissau, a IDEOLOGIA de todos os partidos políticos!

Como todos sabem, o meu Partido é a Guiné-Bissau!

Positiva e construtivamente.

Didinho 14.06.2018

Didinho – Dados biográficos

Didinho

 

Dados biográficos

 

A vida só tem sentido se, para além de nós, outros também puderem viver… Didinho

 

Didinho (Fernando Jorge Gomes da Fonseca Casimiro) nasceu em Bissau, República da Guiné-Bissau, em 15 de agosto de 1961 onde fez os seus estudos primários e secundários. Desportista polivalente, foi professor de Judo, tendo participado nalgumas manifestações nacionais e internacionais da modalidade. Em novembro de 1981, deixou Bissau, rumo a Angola, onde veio a ingressar na marinha mercante grega, tendo em 1984 atingido o posto de Oficial Maquinista Naval. Viajou um pouco por todo o Mundo, registando um histórico de 70 países visitados. Após deixar a marinha mercante em 1988, fixou residência em Portugal, onde trabalhou na área de Manutenção Industrial e Metalomecânica até maio de 2015. Empenhado no desenvolvimento e promoção do seu país, criou em 2003 o Projeto “Guiné-Bissau: Contributo” com o objectivo de sensibilizar a opinião nacional e internacional para os problemas da Guiné-Bissau e de contribuir para a busca de soluções para os mesmos. Frequentou o curso de licenciatura em Ciências Sociais, tendo a Ciência Política e a Administração Pública como áreas de especialização. É Consultor para assuntos Políticos, Comunicação e Informação. Autor de vários artigos, nomeadamente sobre a Guiné-Bissau, colabora com diversos órgãos de informação. Humanista, pensador, escritor, poeta, fotógrafo, ativista social, analista e cidadão político, assim é a abrangência multifacetada de um homem simples e apaixonado pela Vida.

A 10 de maio de 2017 anunciou a sua candidatura às eleições presidenciais na Guiné-Bissau, previstas para 2019

É sócio efetivo nº 1441 da Associação Portuguesa de Escritores desde 23 de maio de 2017

A 09 de Maio de 2018 publicou o seu primeiro livro de poesia, intitulado MINHA TERRA, MEU UMBIGO, sua 4.ª obra literária, depois de:

1 – O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU – COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS – VOL. I – 16.08.2016

2 – O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU – COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS – VOL. II – 22.08.2016 – EUEDITO.

3 – O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU – COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS – VOL. III – 08.10.2016 – EUEDITO.

A sua próxima obra literária intitulada MEUS PENSAMENTOS, MINHAS SEMENTES PARA A GUINÉ-BISSAU deverá ser publicada até agosto de 2018

 

Fernando Casimiro

 

Didinho – Escritor

 

Didinho – Candidato presidencial

 

Contatos:

didinhocasimiro@gmail.com

+351 962454392

+44 7404476794

WhatsApp – Fernando Casimiro +351 962454392

 

Não tenhamos medo de fazer uma nova revolução na Guiné-Bissau. Não uma revolução com armas de fogo, mas a revolução da consciência cívica, a revolução de mentalidades, que dará ao nosso povo o direito à liberdade do saber, do conhecimento e, quiçá, do pensamento e da ação! É urgente fazer ver aos guineenses que o medo de mudar ontem, é a razão dos males de hoje e o medo de mudar hoje, será a razão dos males de amanhã… Didinho

 

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English version

 

Didinho

Biographical data

 

Life only makes sense if besides ourselves, others can also live… Didinho

 

Didinho (Fernando Jorge Gomes da Fonseca Casimiro) was born in Bissau, Republic of Guinea-Bissau, on August 15, 1961 where he did his primary and secondary studies. A multi-purpose sportsman, he taught Judo and participated in some national and international events of the sport. In November 1981, he left Bissau to Angola, where he joined the Greek merchant navy, and in 1984 he reached the rank of Naval Officer. He traveled a bit around the world, registering a history of 70 countries visited. After leaving the merchant navy in 1988, he settled in Portugal, where he worked in the area of ​​industrial and metallurgical maintenance until may 2015. He was involved in the development and promotion of his country and created in 2003 the “Projecto Guiné-Bissau: Contributo” awareness of Guinea-Bissau’s problems and to contribute to the search for solutions to them. He attended the degree course in Social Sciences, with Political Science and Public Administration as areas of specialization. He is a Consultant for Political Affairs, Communication and Information. Author of several articles, especially on Guinea-Bissau, he collaborates with several information organs. Humanist, thinker, writer, poet, photographer, social activist, analyst and political citizen, this is the multifaceted scope of a simple and passionate man for Life.

On May 10, 2017, he announced his candidacy for the presidential elections in Guinea-Bissau, scheduled for 2019

He has been a full member of the Portuguese Writers Association with the no. 1441 since May 23, 2017

On May 9, 2018 he published his first book of poetry entitled MINHA TERRA, MEU UMBIGO – MY LAND, MY UMBILICUS a set of 57 poems (13 in kriol and 44 in portuguese edition) his 4th literary work, after:

1 – O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU – COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS – VOL. I – 16.08.2016 EUEDITO (portuguese edition) – MY PARTY IS GUINEA-BISSAU – COLLECTION OF EDITORIAL TEXTS – VOL. I – 16.08.2016

2 – O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU – VOL. II – 22.08.2016 EUEDITO (portuguese edition) – MY PARTY IS GUINEA-BISSAU – COLLECTION OF EDITORIAL TEXTS – VOL. II – 22.08.2016 – EUEDITO.

3 – O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU – VOL. III – 08.10.2016 EUEDITO (portuguese edition) – MY PARTY IS GUINEA-BISSAU – COLLECTION OF EDITORIAL TEXTS – VOL. III – 08.10.2016 – EUEDITO.

His next literary work entitled MEUS PENSAMENTOS, MINHAS SEMENTES PARA A GUINÉ-BISSAU – MY THOUGHTS, MY SEEDS FOR GUINEA-BISSAU, should be published until August 2018

 

Fernando Casimiro

 

Didinho – Escritor

 

Didinho – Candidato presidencial

 

Contacts:

didinhocasimiro@gmail.com

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+44 7404476794

WhatsApp – Fernando Casimiro +351 962454392

Let us not be afraid to make a new revolution in Guinea-Bissau. Not a revolution with firearms, but the revolution of civic consciousness, the revolution of mentalities, which will give our people the right for the freedom of wisdom, knowledge and, perhaps, of thought and action! It is urgent to make Guineans see that the fear of changing yesterday is the reason for today’s ills and the fear of changing today will be the reason for tomorrow’s ills … Didinho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Minha Terra, Meu Umbigo – Poesia em kriol e em português

 

DEDICATÓRIA

À Guiné-Bissau, minha terra, meu umbigo; meu primeiro compromisso e meu maior desafio.

À mana Timi, minha esposa, minha companheira, meu suporte na vida e para a vida. Mulher, sem ti, nada sou…!

AGRADECIMENTOS

Ao Povo Guineense e aos Amigos da Guiné-Bissau.
A todos quantos têm contribuído para o meu processo de aprendizagem e consequente evolução.
A todos quantos direta ou indiretamente me ajudaram ou têm ajudado a ultrapassar, por diversas formas, as dificuldades do dia a dia ao longo dos anos, neste mundo de moribundos sobreviventes…
À minha família, minha força, meu sentir, minha poesia de vida.

APRESENTAÇÃO

A OBRA

É com enorme satisfação que publico este primeiro livro de poesia, intitulado Minha Terra, Meu Umbigo, porém, é igualmente enorme a expectativa relativamente ao seu alcance, encaixe e satisfação, pelo leitor.

Não é fácil definir o que é a poesia, mas por fazer parte da vida das pessoas, situa-se, a meu ver, num entrelaçar de pensamentos, sonhos, sentimentos e emoções, de alguém, que decide partilhar o seu eu (ou mesmo, o eu dos outros), sobre o que pensa, sente, sonha, vê e ouve, levando suas marcas da vida, reais ou imaginárias, a um público alvo que sente e vive a poesia como um nutriente essencial e especial para a sua forma de ser e de estar na vida, neste nosso mundo em que na verdade, somos todos poetas, cada um ao seu estilo, mesmo quando se decide ser poeta no silêncio da poesia das palavras, tornando-se assim num poeta gestual através das ferramentas motoras do nosso corpo.

Poesia é a Liberdade
Da vida que marca
Com voz ou no silêncio
É a luz que brilha
No olhar e na mente
Mostrando caminhos
É a beleza da Natureza

É a Arte de todas as artes
É desenhar pintar e compor
O coração órgão do Amor
De nossas vidas noutras vidas
Na alegria ou na tristeza
Que a Vida nos proporciona
Poesia é o Hino da Humanidade
Na vertente cantada ou instrumental

Minha Terra, Meu Umbigo é uma obra poética que inclui 57 poemas, dos quais 13 em kriol, minha língua materna e língua nacional do meu país, a Guiné-Bissau e, 44 em português, nossa língua oficial.

Escrever poemas em kriol é uma sensação fantástica, pois permite-nos sentir e descrever de forma ímpar e emotiva, as marcas da nossa identidade, incluindo todas as suas realidades, sobretudo, nas vertentes social e cultural que nos identificam e caracterizam como povo.

Permite-nos igualmente abordar com mais e melhor imaginação, a poesia de intervenção focada na ação política, na qual o sarcasmo e a ironia marcam profundamente os conteúdos.

Aproveito a oportunidade para felicitar todos os poetas guineenses que ao longo dos anos têm publicado livros de poesia em kriol, ajudando desta forma na valorização, divulgação, sustentação e afirmação da Guinendadi, ou seja, de tudo quanto nos identifica enquanto Povo Guineense, quiçá, na promoção da Unidade Nacional, através do kriol, o maior e o mais importante património sociocultural da convergência identitária nacional.

Assumo doravante investir mais na promoção e consequente divulgação escrita do nosso kriol e, igualmente, na sensibilização sobre a necessidade de se trabalhar a sua vertente científica enquanto língua nacional, por forma a ser estruturada, padronizada e oficializada.

Minha Terra, Meu Umbigo é um livro de poesia de desabafos, sonhos, olhares, pensamentos, sentimentos e emoções do autor, sobre diversas realidades e conjunturas da vida, sendo o foco a Guiné-Bissau, seu país natal, e que pretende que seja também a poesia do leitor, em função da sua sensibilidade, do seu encaixe e da sua satisfação com o conteúdo ora partilhado.

O AUTOR

Didinho (Fernando Jorge Gomes da Fonseca Casimiro) nasceu em Bissau, República da Guiné-Bissau, em 15 de agosto de 1961.

Fundou em 2003 o Projeto “Guiné-Bissau: Contributo” com o objetivo de sensibilizar a opinião nacional e internacional para os problemas da Guiné-Bissau e de contribuir para a busca de soluções para os mesmos.

Autor de vários artigos, nomeadamente sobre a Guiné-Bissau, colabora com diversos órgãos de informação de vários países do mundo.

Humanista, pensador, escritor, poeta, fotógrafo, ativista social, analista e cidadão político, assim é a abrangência multifacetada de um homem simples e apaixonado pela Vida.

É sócio efetivo nº 1441 da Associação Portuguesa de Escritores desde 23 de maio de 2017

Em 2016 publicou 3 obras literárias:

O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU – COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS – VOL. I 16.08.2016 – EUEDITO.

O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU – COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS – VOL. II 22.08.2016 – EUEDITO.

O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU – COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS – VOL. III 08.10.2016 – EUEDITO.

Didinho

08.05.2018