O MOMENTO EXIGE NEGOCIAÇÃO (UMA PROPOSTA DE SOLUÇÃO PARA A CRISE)

Não adiante continuar as disputas por via de exploração dos erros ou insuficiências  da parte adversárias porque nada disso serve os interesses do país neste momento crítico.

Dada a natureza desta crise que dividiu opiniões profundamente, adianta sim que se concentre num esforço de imaginação para o desanuviamento da situação vigente por via de cedências mútuas, dando tempo à uma concertação definitiva.

Se não forem encontradas outras soluções consensuais, acredito que todos poderíamos beneficiar com um compromisso de saída da crise baseado nos seguintes pontos:

1) Normalização da atividade parlamentar com readmissão dos 15 deputados expulsos (reconciliação e reunificação da bancada parlamentar do PAIGC).

2) Compromisso de aprovação do programa do Governo com votos favoráveis dos deputados do PRS e PAIGC reunificado, como já acontecera no passado, no Governo do Eng. Domingos Simões Pereira.

3) Renegociação de Pacto de Estabilidade / Pacto de Regime, com alcance abrangente.

4) Remodelação governamental para uma maior inclusão no Governo sob a chefia do Eng. Carlos Correia, integrando ambas sensibilidades do PAIGC , PRS,  demais partidos com assento parlamentar, e porque não uma ou outra figura de indiscutível valor que esteja de fora deste quadro, porque há muitos tanto dentro como fora de partidos políticos. (O Eng. Domingos Simões Pereira e o Dr. Baciro Djá, poderiam integrar o Governo do Eng. Carlos Correia como ministros, um a coordenar  por exemplo a área económica e o outro a coordenar a área social).

5) O Eng. Domingos Simões Pereira, como presidente do PAIGC ficava também com o trabalho de casa de reconciliação interna do PAIGC.  A reconciliação dos Drs. Baciro Djá e José Mário Vaz (Presidente da República) com os Engs. Domingos Simões Pereira e Cipriano Cassamá (Presidente da Assembleia Nacional Popular) ficaria a responsabilidade do Eng. Carlos Correia com ajuda dos históricos do PAIGC e algumas figuras respeitadas da sociedade.

Espero que o bom senso prevaleça e que Deus ilumine a todos.

Carlos António Gomes

Cidadania e Direitos Humanos,

Fernando Casimiro

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Didinho (Fernando Jorge Gomes da Fonseca Casimiro) nasceu em Bissau, República da Guiné-Bissau, em 15 de agosto de 1961 onde fez os seus estudos primários e secundários. Desportista polivalente, foi professor de Judo, tendo participado nalgumas manifestações nacionais e internacionais da modalidade. Em novembro de 1981, deixou Bissau, rumo a Angola, onde veio a ingressar na marinha mercante grega, tendo em 1984 atingido o posto de Oficial Maquinista Naval. Viajou um pouco por todo o Mundo, registando um histórico de 70 países visitados. Após deixar a marinha mercante em 1988, fixou residência em Portugal, onde trabalhou na área de Manutenção Industrial e Metalomecânica até maio de 2015. Empenhado no desenvolvimento e promoção do seu país, criou em 2003 o Projeto “Guiné-Bissau: Contributo” com o objectivo de sensibilizar a opinião nacional e internacional para os problemas da Guiné-Bissau e de contribuir para a busca de soluções para os mesmos. Frequentou o curso de licenciatura em Ciências Sociais, tendo a Ciência Política e a Administração Pública como áreas de especialização. É Consultor para assuntos Políticos, Comunicação e Informação. Autor de vários artigos, nomeadamente sobre a Guiné-Bissau, colabora com diversos órgãos de informação. Humanista, pensador, escritor, poeta, fotógrafo, ativista social, analista e cidadão político, assim é a abrangência multifacetada de um homem simples e apaixonado pela Vida. É sócio efetivo nº 1441 da Associação Portuguesa de Escritores desde 23 de maio de 2017 A 09 de Maio de 2018 publicou o seu primeiro livro de poesia, intitulado MINHA TERRA, MEU UMBIGO, sua 4.ª obra literária, depois de: 1 – O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU – COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS – VOL. I – 16.08.2016 2 – O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU – COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS – VOL. II – 22.08.2016 – EUEDITO. 3 – O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU – COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS – VOL. III – 08.10.2016 – EUEDITO.