ONDE ESTÁ A LIGA GUINEENSE DOS DIREITOS HUMANOS?!

ONDE ESTÁ A LIGA GUINEENSE DOS DIREITOS HUMANOS?!

Onde está a Liga Guineense dos Direitos Humanos, para passar a mensagem às pessoas suspeitas e devidamente contactadas pelas autoridades sanitárias da Guiné-Bissau, relativamente ao coronavírus, no intuito de aceitarem fazer os testes de despistagem?

É mais fácil condenar a acção policial face às medidas restritivas e preventivas decretadas em função do estado de emergência, visando proteger a vida de todos, do que sensibilizar ou repudiar o desrespeito pela vida de todos, por quem é suspeito de poder estar infectado, e, ou, ser foco de transmissão/infecção, da doença?

E se o Estado da Guiné-Bissau decidir agir de forma mais dura contra quem põe em causa a Saúde Pública, quiçá, a Vida de Todos, o que dirá a Liga Guineense dos Direitos Humanos?

Certamente, e por via dos seus posicionamentos politizados, condenará as decisões das autoridades, que visam salvar Vidas, através do respeito de cada ser humano, pela salvaguarda da sua Vida, como factor extensivo para a salvaguarda de Todas as Vidas, num contexto de Pandemia.

É que desde há uns dias que os apelos têm sido lançados e o que se tem verificado é um aumento de número de suspeitos com Coronavírus a recusar fazer o teste, ficando a Liga Guineense dos Direitos Humanos em silêncio, quando poderia sensibilizar e condenar esse comportamento irresponsável e criminoso daqueles que foram orientados no sentido de serem testados.

A Missão da Liga Guineense dos Direitos Humanos não é apenas criticar decisões ou actuações das entidades estatais, mesmo quando contêm lacunas, mas sim, proteger o essencial dos Direitos Humanos e Fundamentais da pessoa humana, e esse ESSENCIAL, é a VIDA HUMANA!

Que a Liga Guineense dos Direitos Humanos, mesmo ficando em casa, faça o seu trabalho de sensibilização, informação e consciencialização das nossas populações, para ajudar a SALVAR VIDAS!

A Liga Guineense dos Direitos Humanos deveria ser um PARCEIRO das autoridades nacionais, sobretudo nesta fase em que nada importa, que não SALVAR VIDAS, e não um adversário das autoridades, sejam quais forem, que dirigem a Guiné-Bissau, visando a prevenção e o combate ao COVID-19!

Positiva e construtivamente.

Didinho 19.04.2020

CONTRAIR O CORONAVÍRUS NÃO É SINÓNIMO DE VERGONHA OU DESONRA

CONTRAIR O CORONAVÍRUS NÃO É SINÓNIMO DE VERGONHA OU DESONRA
Todos nós, seres humanos, somos potenciais alvos de infecção/contaminação pelo coronavírus, sendo igualmente, potenciais veículos de transmissão e propagação da doença.
Ninguém procura a doença, ninguém quer ficar doente, seja pelo que for, e muito menos, pelo coronavírus!
Contrair o coronavírus não é sinónimo de vergonha ou desonra, por isso ninguém tem necessidade de justificar seja o que for, mesmo quando um familiar, um amigo, ou conhecido estão infectados ou morrem de coronavírus.
Foram decretadas medidas restritivas e preventivas em todo o Mundo, visando impedir a propagação da doença, quiçá, combatê-la.
Mesmo sabendo que muitos erros foram ou continuam a ser cometidos, e que tem havido muita negligência, não só por parte dos órgãos com poderes de decisão a nível mundial, mas também, de populações de todo o Mundo, que ignoram as campanhas de sensibilização e informação, bem como as medidas de emergência decretadas, temos que continuar a cumprir com as medidas estabelecidas, assumindo cada um, de forma séria, a responsabilidade em cuidar de si, por forma a cuidar de todos!
No caso concreto da Guiné-Bissau, não é segredo para ninguém que o nosso país tem sérias carências estruturais e infra-estruturais em todos os sectores do desenvolvimento social, e sobretudo, a nível da Saúde e da Educação.
Não adianta que responsáveis das Comissões criadas para combater o coronavírus venham dizer publicamente que a Guiné-Bissau tem tudo, a nível de equipamentos e kits de testes laboratoriais, e está a fazer tudo o que países mais avançados do mundo têm e estão a fazer no combate à pandemia COVID-19.
Não é altura de culpar ninguém pelo estado em que se encontra o nosso Estado, e sobretudo, o nosso sector de Saúde, mas também, não é altura de populismos, assentes em afirmações, comparações e justificações desnecessárias e descabidas, visando escamotear a realidade Sanitária e Social do nosso Estado.
Temos assistido através das Conferências diárias sobre Covid-19 na Guiné-Bissau, à passagem de informações sobre os dias em que a equipa de realização e recolha de testes se desloca para outras regiões, o que inviabiliza a elaboração de outros dados de realização, recolha, análise e processamento de testes, por exemplo, em Bissau, a capital. Isso é demonstrativo de que não temos meios logísticos e humanos suficientes para fazer testes, suas recolhas, análises e processamentos de dados nas diversas regiões do país, no mesmo dia, e a consequente divulgação pública dos dados processados. Pelo menos é esta a leitura que faço, ainda que possa estar equivocado.
Voltando à doença e às medidas restritivas e preventivas decretadas, importa que cada um cumpra a sua parte, respeitando essas medidas, pois que, vencer a doença ou continuar à mercê dela e dos seus efeitos catastróficos em todos os domínios de nossas vidas, depende de cada um de nós, em primeira instância, e não de uma maioria, por arrastamento, pois a doença é PESSOAL e TRANSMISSÍVEL!
Cada um de nós sim, para que haja um TODO a cumprir com as medidas decretadas, recomendadas, para se evitar o efeito de contágio em cadeia e assim, vencermos o coronavírus.
Cada um de nós deve respeitar as recomendações para fazer o teste, caso seja suspeito de poder ter contraído o coronavírus, ou de ter estado com alguém que tenha sido diagnosticado com a doença, ou que tenha falecido por coronavírus ou cuja morte é suspeita disso; isto, porque na Guiné-Bissau, muita gente morre e ninguém sabe a causa da morte (autópsias…?) e é logo feito o funeral, muitas vezes nos terrenos anexos às suas residências e sem conhecimento das autoridades de saúde.
Temos que ser mais realistas na forma de encarar a doença, e mais tolerantes para com o pessoal de saúde e todos quantos voluntariamente também têm dado corpo e alma nas diversas frentes de combate ao coronavírus na Guiné-Bissau!
Infelizmente, a doença é mortal e é uma Realidade Global, inclusive, na Guiné-Bissau!
Não assumir a existência da doença na Guiné-Bissau, ou onde quer que seja, é o primeiro grande erro de cada um, para se salvar  a si e ajudar a salvar todos os demais!
Cuide de si, por forma a cuidar de todos! 
Positiva e construtivamente.
Didinho 17.04.2020

ÀS REPRESENTAÇÕES DIPLOMÁTICAS ACREDITADAS NA GUINÉ-BISSAU…

ÀS REPRESENTAÇÕES DIPLOMÁTICAS ACREDITADAS NA GUINÉ-BISSAU…

“Se for presa preventivamente, não sei o que me pode acontecer dentro da cadeia.” – Ruth Monteiro


CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU

ARTIGO 35º.

Nenhum dos direitos e liberdades garantidos aos cidadãos pode ser exercido contra a independência da Nação, a integridade do território, a unidade nacional, as instituições da República e os princípios e objectivos consagrados na presente Constituição.


Não consigo perceber como é que a Representação Diplomática que acolheu Ruth Monteiro, e estou em crer que o fez por razões humanitárias, por via de alegadas “verdades” da pretendente ao “asilo” no seu próprio País, tem permitido à asilada, usar os privilégios de asilada, para continuar a desferir ataques infundados aos órgãos judiciais da Guiné-Bissau, por um lado, e ao Estado da Guiné-Bissau, por outro, através de órgãos de comunicação social em Portugal.

São muitas entrevistas sobre o mesmo assunto, quer por parte da sra. Ruth Monteiro, quer do sr. Aristides Gomes!

Um asilado, por razões humanitárias não pode, nem deve fazer política de destruição, no país ou na representação diplomática onde se refugiou!

Quando o Secretário-geral da ONU pede o fim dos conflitos e confrontos, armados e político-institucionais que impedem a União de Esforços na prevenção e no combate ao Coronavírus, assistimos, com alguma estranheza, na Guiné-Bissau, a promoção, o incentivo, à confrontação e aos conflitos políticos e institucionais, através de Representações Diplomáticas acreditadas na Guiné-Bissau que, concedendo o que achamos ser protecção humanitária ao ex-primeiro-ministro Aristides Gomes e à ex-ministra da Justiça Ruth Monteiro, têm permitido a ambos, usar essas Representações Diplomáticas, para fins políticos e de desestabilização da Paz política e social na Guiné-Bissau, como também, e não menos importante, para desviar as atenções sobre as medidas restritivas e preventivas decretadas pelas autoridades em funções na Guiné-Bissau, na prevenção e no combate ao COVID-19.

Estranha-me igualmente ter lido algures hoje nas redes sociais que o Primeiro-ministro Nuno Gomes Nabiam teria feito um apelo no sentido de os Guineenses não responderem aos ataques vindos dos seus adversários políticos…

Até ao momento, não pude confirmar se seria mesmo essa a mensagem passada pelo Primeiro-ministro, no entanto…

Ao sr. Primeiro-ministro, quero dizer que o Estado não é sinónimo de partidos políticos e que os ataques dirigidos ao Governo, ao Presidente da República, à Assembleia Nacional e aos Tribunais da Guiné-Bissau, são ataques dirigidos contra o Estado da Guiné-Bissau e não podem, nem devem ser ignorados, antes pelo contrário, devem merecer resposta imediata, adequada e exemplar!

Por que esperam as autoridades da Guiné-Bissau para investigar em que representações diplomáticas acreditadas na Guiné-Bissau, estão quer o sr. Aristides Gomes, quer a sra. Ruth Monteiro, já que são cidadãos Guineenses, e demonstrar a essas representações diplomáticas que, se nem aos seus embaixadores e ao seu pessoal diplomático em geral, ao abrigo do direito internacional, se permite a ingerência nos assuntos do país onde estão em serviço e muito menos a promoção de um clima de desestabilização política, institucional e social, como é que, quer o sr. Aristides Gomes, quer a sra. Ruth Monteiro, enquanto cidadãos guineenses, continuam a conspirar politica e socialmente contra o Estado da Guiné-Bissau, asilados que estão, em Representações Diplomáticas acreditadas na Guiné-Bissau?

Se o comum do cidadão guineense não tem esse direito, como é que se explica esse privilégio a estas 2 figuras do ex-governo da Guiné-Bissau, quando tantos outros ex-governantes não foram alvos de nenhuma ameaça ou perseguição depois da demissão do governo a que pertenciam, continuando em suas casas e fazendo suas vidas com normalidade?

Às Representações Diplomáticas, importa repetir que qualquer acção Humanitária, visa e só, salvaguardar/proteger, a Vida e a Dignidade da Pessoa Humana e não, revestir-se numa plataforma política solidária, que ameace a Paz Política, Institucional e Social do País onde foram acreditadas!

Positiva e construtivamente, vamos continuar a trabalhar!

Didinho 11.04.2020

Leia a entrevista clicando no link que se segue: “Se for presa preventivamente, não sei o que me pode acontecer dentro da cadeia.”

MOMENTOS POÉTICOS

COVID-19 ILAÇÕES

Sem a Natureza não há Nada!

Sem Pessoas não há Economia!

Preocupemo-nos pois

Com a Natureza

Com as Pessoas

E com a Economia…

Didinho 10.04.2020


A NOSSA DOR...

Quando souberes
Do que não padeço
E que me faz sofrer
Será provavelmente
A vez de eu saber
Do que não padeces
E que te fará sofrer
Entre a dor e a agonia
De ventos daqui e de acolá
Que nos despertam para a Vida
Na hora certa para a morte
Semeada e colhida a monte
Num chão colorido e paradisíaco
Feito mundo terra e pó
De mortais extra-terráqueos
Que nunca o amaram…

Didinho 06.04.2020

O DESPERTAR PARA A REALIDADE…

O DESPERTAR PARA A REALIDADE…
Parece que alguém despertou agora (só agora, porque já lhe convém), sobre as consequências de, a Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, o nosso Parlamento, continuar bloqueado, quando foi esse alguém a ordenar/instruir, o bloqueio do Parlamento, porque lhe convinha desde 2015 até ao dia em que começou a perceber que é um perdedor; que perdeu a sua oportunidade, que nunca soube aproveitar no dirigismo institucional, e político-partidário, incluindo a influência no controlo do Parlamento da Guiné-Bissau.
Agora, esse mesmo alguém, que passou a ser Presidente virtual do PAIGC na diáspora guineense em Portugal, mantendo-se também e virtualmente, como deputado da Nação, escolheu as redes sociais como novo “local de trabalho”, entre a sede do seu partido e a Assembleia Nacional Popular. A cada fim de sessão, vai-se despedindo com um convite “até para a semana”…
Qual é a competência e a capacidade de liderança de um político que não tem demonstrado outra coisa que não, falta de maturidade política e de sentido de Estado, através de uma postura arrogante, de permanente confrontação política e institucional, suportada por uma estratégia inaceitável de divisão da sociedade guineense?
Domingos Simões Pereira que nunca pensou na Guiné-Bissau e nos Guineenses, senão quando o que estava (e está) em causa, eram os seus interesses pessoais e de grupos, bloqueou o País, prejudicando todo um Povo desde que foi demitido do cargo de Primeiro-ministro da Guiné-Bissau por decreto presidencial, a 13 de Agosto de 2015.
Desacreditado e cada vez mais ignorado pela Comunidade Internacional, e pelos órgãos de comunicação social nacionais e estrangeiros, que deixaram de lhe dar “tempo de antena”, decidiu optar pela realização de vídeos para se fazer ver e ouvir, nas acusações vazias e sem provas que continua a fazer às entidades que actualmente dirigem a Guiné-Bissau, ignorando que ainda é, institucionalmente, Deputado da Nação e Presidente do PAIGC…
Decida-se homem: ou regressa à Guiné-Bissau e retoma as suas funções no Partido e no Parlamento; ou, optando por continuar em Portugal (um direito que lhe assiste), tenha ao menos a hombridade de se demitir dos cargos que ocupa institucionalmente, quer no seu partido, quer no Parlamento, e a partir daí, sinta-se LIVRE para opinar e criticar, na qualidade de simples cidadão guineense, um direito que também lhe assiste, como a todos os guineenses não condicionados por nenhum juramento de posse no exercício duma representatividade política e institucional.
Por via da gulodice pelo dinheiro, e atendendo à sua experiência em arruinar o tesouro público (quem não se lembra do famoso “Resgate aos Bancos Comerciais”, no valor de 52 milhões de euros, e do apetite indisfarçável, com as promessas dos fundos a disponibilizar pela “Mesa Redonda de Bruxelas – Março de 2015”?), Domingos Simões Pereira já está a insinuar que o actual Governo guineense vai se apropriar dos fundos a disponibilizar pela Comunidade Internacional, de apoio ao combate contra a pandemia COVID-19, ou seja, tudo o que ele faria, se estivesse como Primeiro-ministro… e por isso, quer que a Assembleia Nacional Popular acompanhe todo o processo relativamente a esses apoios.
Então, se o próprio Domingos Simões Pereira continua a dizer que houve um golpe de Estado na Guiné-Bissau, e a chamar Narco Governo Golpista, ao actual Governo, como é que apela à Assembleia Nacional Popular, o nosso Parlamento, para acompanhar as actividades relacionadas com a Administração Executiva do Estado, incumbidas ao Governo?
Se houve um golpe de Estado, mas o Estado continua a ter os seus 4 órgãos de soberania em funcionamento, de que golpe de Estado estamos a falar?
Em Setembro de 2016 escrevi um texto no qual chamava atenção para o bloqueio institucional da Assembleia Nacional Popular e suas consequências.
Faço questão de trazê-lo de novo aos leitores, para consulta, e ao Sr. Domingos Simões Pereira, em particular, para lhe reavivar a memória.
Afinal, como escrevi a 03.09.2014 o tempo deu-me razão: Há quem tenha VISÃO e há os que se ficam pela visão dos outros…! Didinho 03.09.2014
Positiva e construtivamente, vamos continuar a trabalhar!
Didinho 11.04.2020

A PROPÓSITO DO BLOQUEIO DA ASSEMBLEIA NACIONAL POPULAR

O País não pode parar, face ao bloqueio institucional da Assembleia Nacional Popular.

É um grande erro que o Parlamento continue bloqueado e esse erro deve-se às estratégias do PAIGC.

Quanto mais tempo ficar bloqueado o Parlamento, mais ilegalidades teremos e menos transparência haverá na gestão governativa, quiçá, na Administração do Estado.

Se o Parlamento não funciona, quem vai questionar a acção governativa e outras?

É que, para todos os efeitos, há um governo legitimado pela nomeação e empossamento presidencial, que não está legitimado pelo Parlamento, precisamente por via do bloqueio irresponsável do Parlamento.

Será que com o bloqueio do Parlamento, não há Governo?

Esse Governo, não tem estado, mesmo sem a confiança, quiçá, legitimidade parlamentar, a fazer acordos, a encetar iniciativas de âmbitos diversos, ainda que sem a tal legitimidade parlamentar?

Afinal, quem ganha ou perde com o bloqueio do Parlamento?

Vamos ser realistas e menos emotivos.

O Parlamento tem que funcionar, mesmo face à nova configuração parlamentar, para que o Interesse Nacional possa ser debatido, fiscalizado e avaliado tendo em conta a legalidade democrática.

Não é o bloqueio do Parlamento que garantirá a afirmação da normalidade constitucional e, muito menos, impedirá que uns e outros, em exercício de funções, continuem a prejudicar a Guiné-Bissau, antes pelo contrário, havendo bloqueio, deixa de haver fiscalização do Parlamento ao Governo e isso só beneficia os que neste momento estão a governar.

Por favor, vamos ser mais racionais, tendo em conta o Interesse Nacional. Basta de disputas desnecessárias, de bloqueios desnecessários e, prejudiciais ao País e aos Guineenses!

Positiva e construtivamente.

Didinho 14.09.2016


ENTRE A MENTE E O ESPÍRITO, O DIREITO À VIDA EM DIGNIDADE

ENTRE A MENTE E O ESPÍRITO, O DIREITO À VIDA EM DIGNIDADE

Na nossa essência de Seres Humanos, Africanos e Guineenses, continuamos a recusar, intransigentemente, aceitar, reconhecer, e procurar soluções de cura, para os sintomas de males há muito diagnosticados, numa perspectiva social e cultural com que padecemos, e cuja terapia principal, reside na vertente educacional da Mente e do Espírito.

Vivemos e convivemos demasiadamente com a Política, em nome de um fanatismo político-partidário, indisfarçável e indesmentível, tendo em conta os interesses em jogo, seus efeitos e suas consequências, para o País, ignorando a Vida, o nosso Direito de Viver com, e em Dignidade, enquanto Seres Humanos, Africanos e Guineenses!

Ignorando a intoxicação e a contaminação mental e espiritual que se vai propagando e destruindo a nossa Sociedade, Doente de várias patologias, e cada vez mais vulnerável…

Positiva e construtivamente.

Didinho 06.04.2020

 

Guiné-Bissau

FIQUE EM CASA!

FIQUE EM CASA!
De regresso a Portugal, à minha casa e à minha família, desde o passado dia 21 de Março (proveniente da Bélgica, país onde tenho estado a trabalhar há oito meses), por razões que têm a ver com as medidas restritivas e preventivas decretadas pelo Governo belga, sobretudo, em matéria do distanciamento social, face à pandemia COVID-19, que limita, entre outros, a distância entre pessoas a um mínimo de metro e meio, o que, no exercício de actividades profissionais em equipa, é difícil de concretizar, entrei em isolamento profilático ao abrigo das recomendações da Direcção-Geral da Saúde, de Portugal que estabelece que:
“Independentemente da nacionalidade e do país de origem, quando entra em Portugal, é recomendado o isolamento profilático pelo período de 14 dias.”
Cumpridos esses 14 dias de isolamento profilático, de forma rigorosa e sem quaisquer sintomas de algum mal-estar relacionado com o meu estado de saúde, entrei na fase de cumprimento do estado de emergência decretado em Portugal, e que foi prolongado até 17 de Abril.
Estado de emergência que, contrariamente ao isolamento profilático, já me permite, por exemplo, sair à rua para ir comprar bens essenciais e regressar de imediato a casa, bem como, ir correr ou caminhar, respeitando o distanciamento social e todas as recomendações sanitárias no intuito de prevenir o contágio, por um lado, e, por outro, a propagação da doença.
O apelo “FIQUE EM CASA” é para respeitar e cumprir, até porque as excepções não fogem às regras, entre o Direito e o Dever do Cidadão, face ao estado de emergência em vigor.
Temos que ser prudentes, responsáveis e sensíveis para com a pandemia COVID-19, no intuito de evitarmos o contágio e, ou, a propagação da doença. Por isso e enquanto não há cura para a doença, a prevenção é a cura; o cumprimento das medidas restritivas, é a cura.
Não esperemos que a doença nos atinja, ou aos nossos familiares e amigos próximos, para nos despertarmos para a sua existência e consequência letal, pois será certamente tarde…
Positiva e construtivamente.
Didinho 06.04.2020

COVID-19: RESPEITAR O ESTADO DE EMERGÊNCIA!

COVID-19: RESPEITAR O ESTADO DE EMERGÊNCIA!

Reivindicar a defesa e a salvaguarda dos Direitos Fundamentais, mesmo na particularidade do decreto de um estado de emergência, é de se apoiar, porém, espera-se da parte de Todos, o devido Respeito pelas medidas restritivas decretadas, no âmbito da prevenção e da salvaguarda da Saúde e do Bem-estar de Todos.

Aqueles que se prontificam a criticar a actuação das forças de segurança, no cumprimento das normas decretadas pelo estado de emergência, também devem sensibilizar e informar os cidadãos quer sobre a pandemia COVID-19, quer sobre as medidas restritivas e preventivas decretadas.

Se há horários estabelecidos para a saída das pessoas à rua, para que possam vender seus produtos, ou fazer suas compras e regressarem às suas casas, há que respeitar esses horários, em nome da Saúde e do Bem-estar de Todos Nós!

Não desafiemos as autoridades policiais, para criarmos casos de politização da situação delicada que estamos a enfrentar por causa da pandemia COVID-19.

Dizer que as pessoas têm que ir à rua abastecer, não colide com as restrições impostas, que definem um período temporal para que todos tenham essa possibilidade.

Agora, dizer que as pessoas têm que estar na rua, porque é lá que garantem suas sobrevivências, não acho ser sensato.

Que me desculpem, mas não é por uma questão de insensibilidade, antes pelo contrário, a rua não emprega ninguém, e consequentemente, não paga salário a ninguém!

Se a nossa realidade social e cultural é distinta da de todos os demais países, até compreendo e aceito, mas há como dar a conhecer a quem decretou o actual estado de emergência, as deficiências e as lacunas do decreto relativamente a esse estado de emergência, para que essas deficiências e lacunas sejam corrigidas, melhoradas, para que facilitem ao invés de prejudicar, o comportamento e as atitudes individuais, de cada um, com ramificações entre as diversas Comunidades Populacionais da Guiné-Bissau, que constituem o nosso Povo!

Positiva e construtivamente.

Didinho 06.04.2020

CARTA ABERTA AO SR. DOMINGOS SIMÕES PEREIRA

CARTA ABERTA AO SR. DOMINGOS SIMÕES PEREIRA
Caro compatriota, Deputado da Nação e Presidente do PAIGC.
A Guiné-Bissau e os Guineenses aguardam pelo seu Compromisso Pátrio, pela sua Responsabilidade Cidadã, pelo seu Sentido de Estado, para que aceite fazer Parte do CORDÃO da UNIDADE NACIONAL, no intuito de, Todos Juntos, e tendo em conta as nossas realidades sociais e culturais, procurarmos encontrar e cimentar as Melhores Soluções/Medidas – Preventivas, de combate à propagação do Coronavírus na Guiné-Bissau, o ÚNICO INIMIGO COMUM, quer da Guiné-Bissau, quer da Humanidade, nesta fase de nossas vidas.
Por via disso, e perante a sua estratégia política recorrente, assente na demagogia, manipulação e instrumentalização do nosso Povo, com o consequente bloqueio Político, Institucional, Administrativo e Económico do País, solicitamos a sua Contribuição, no sentido de assumir Compromissos e Responsabilidades para com o nosso País e o nosso Povo, e mande “baixar as armas às suas tropas”, face à situação delicada e Global, da Pandemia COVID-19, que implica a União de Esforços de Todos Nós, não só pela nossa Guiné-Bissau, mas pela Humanidade!
Em nome da UNIDADE NACIONAL, visando o combate ao Coronavírus devemos abdicar de fazer Política nesta altura, que não, no âmbito da DEFESA do BEM-COMUM.
Não queremos que os Guineenses continuem divididos por via de manipulações e instrumentalizações políticas, tendo o Presidente do PAIGC como um dos novos activistas políticos e sociais guineenses, quando a Missão e os Objectivos dos Partidos Políticos não é o activismo político em nome pessoal dos seus dirigentes!
Mande baixar as armas às suas tropas, e pare de dividir os Guineenses!
Perante uma Ameaça Global, o ENTENDIMENTO, a UNIÃO, a COOPERAÇÃO e a SOLIDARIEDADE, GLOBAIS, são os principais trunfos na busca de soluções conjuntas sustentáveis e duráveis para o flagelo que mais aflige a Humanidade neste momento, incluindo obviamente, a nossa Guiné-Bissau.
O Secretário-geral da ONU, Engº. António Guterres pediu recentemente um cessar fogo mundial face à Pandemia COVID-19, tendo dito, citamos: “Está na hora de terminar os conflitos armados e de nos concentrarmos na verdadeira luta das nossas vidas… A fúria com que o vírus se está a espalhar mostra que continuar a fazer guerra é loucura”. Fim de citação.
Vamos mais longe para acrescentar ao apelo do Secretário-geral da ONU, a visão de que, para além dos conflitos armados, especificamente, TODOS os CONFLITOS, incluindo os Políticos, Institucionais, Sociais e Culturais, que bloqueiam Estados, suas Instituições e, consequentemente, prejudicam/impedem, a Paz Social, o Progresso e o Bem-Estar das suas populações, alegadamente sustentados em nome de inconsistentes ou incongruentes reivindicações pelo Estado de Direito Democrático, também devem terminar imediatamente, neste momento delicado para a Humanidade.
O momento não é para confrontação, mas sim, para Colaboração!
Nos dias de hoje, a guerra não é necessariamente uma realidade por via de conflitos armados.
Não se morre só por via dos conflitos armados!
Hoje morre-se mais, sobretudo, nos países menos desenvolvidos, e consequentemente, mais fragilizados, pelos efeitos consequentes dos conflitos políticos e institucionais, que bloqueiam Estados e suas Instituições, deixando as populações à mercê das catástrofes naturais, das doenças, da fome, da miséria e da pobreza, extremas.
A Guiné-Bissau não foge à regra, por via dos sucessivos bloqueios políticos e institucionais, que continuam a negar às Populações, o DIREITO À VIDA com DIGNIDADE!
Sr. Domingos Simões Pereira, reconsidere a sua ambição política, quiçá, a sua estratégia de confrontação permanente, visando apenas o poder, quando o que está em causa é o BEM-ESTAR COMUM, o INTERESSE NACIONAL, a HUMANIDADE, tendo em conta a actual conjuntura Global, de UNIÃO e SOLIDARIEDADE.
Aceite disponibilizar os seus conhecimentos, os seus recursos, em suma, as suas influências, ao serviço da Guiné-Bissau e dos Guineenses, nesta fase delicada que atravessamos.
“Liberte” os quadros de Saúde que podem e devem ser úteis à Saúde dos Guineenses, mas que, em nome da fidelidade aos Estatutos do PAIGC, estão reticentes em fazê-lo, por continuarem “reféns” das suas decisões enquanto Presidente do Partido!
Tem insistentemente repetido que possui um programa de combate ao COVID-19. Por que não o disponibiliza à Guiné-Bissau e à Humanidade?
Será por egoísmo, ou será apenas e só, politiquice entre a ignorância do ignorante cada vez mais ignorado, face a uns tantos ignorantes, cada vez mais desprezíveis…?!
Positiva e construtivamente.
Didinho 04.04.2020

COVID-19: A IMPORTÂNCIA DA CONCERTAÇÃO MULTIDISCIPLINAR NA TOMADA DE DECISÕES POLÍTICAS

COVID-19: A IMPORTÂNCIA DA CONCERTAÇÃO MULTIDISCIPLINAR NA TOMADA DE DECISÕES POLÍTICAS

Na Guiné-Bissau, face à pandemia COVID-19 e às decisões tomadas pelas entidades que dirigem o País, será que houve alguma preocupação em consultar Cientistas Guineenses, dentro ou fora da Guiné-Bissau, numa perspectiva Multidisciplinar, antes da tomada de decisões/medidas, restritivas, visando a prevenção e a não propagação do Coronavírus, sem ignorar a nossa realidade cultural e social, entre a fragilidade estrutural e infra-estrutural do Estado e a pobreza extrema que afecta a maioria das nossas Populações?

O poder político não deve ignorar a Ciência, quiçá, os Cientistas, nas tomadas de decisão política, face à conjuntura Global de Emergência, na qual, as decisões políticas devem ser tomadas sim, num contexto de legitimidade, mas, numa vertente de orientação científica multidisciplinar!

Quero para mim, a Guiné-Bissau que desejo para todos os meus irmãos Guineenses!

Positiva e construtivamente.

Didinho 04.04.2020