Breve análise sobre os Partidos Políticos

Os Partidos Políticos devem trabalhar permanentemente as suas ideologias, tendo em conta a identificação dos seus membros com a ideologia que os sustenta e orienta, visando sobretudo a conquista e o exercício do poder, em nome e ao serviço do Povo.

Essa identificação permite clarificar até que ponto há ou não assimilação da causa partidária por parte dos militantes (tendo em conta as linhas mestras constantes nos respectivos Estatutos, ou nos seus programas e manifestos eleitorais) e em função dos dados recolhidos, tirar ilações e tomar medidas correctivas se for o caso.

A melhor forma de se incutir a disciplina num Partido político ou em qualquer organização, passa pelo exemplo de quem dirige.

Quem dirige deve ser o primeiro a respeitar os Estatutos e a transmitir aos demais a necessidade desse respeito.

Quem dirige deve ser o primeiro a respeitar os demais, para que deles também receba respeito, mereça confiança e apoio na sua liderança.

A unidade na diversidade, tendo em conta o respeito pelo pluralismo de opinião no seio dos Partidos Políticos, deve ser encarada como vector principal na democratização interna dos próprios Partidos Políticos.

Não podemos falar de Estado Democrático quando os Partidos Políticos não se regem por práticas democráticas.

A penalização ainda que conste nos Estatutos deve ser considerada e aplicada apenas em casos extremos, pois que, o erro de qualquer um deve merecer avaliação, tendo em conta o princípio da recuperação da pessoa e o reforço da unidade no seio do Partido e não a sua fragmentação, através de “alas”.

Os Partidos Políticos devem investir no reforço de capacidades dos seus militantes/dirigentes, bem como na promoção dum ambiente de respeito, confiança e colaboração permanentes.

Trabalhar o Partido apenas face a conjunturas internas adversas não é a melhor forma de fortalecer os mecanismos estruturantes do Partido, nem de promover a necessária harmonização dos seus membros.

Positiva e construtivamente.

Didinho 21.12.2015

Didinho,

Fernando Casimiro

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Didinho (Fernando Jorge Gomes da Fonseca Casimiro) nasceu em Bissau, República da Guiné-Bissau, em 15 de agosto de 1961 onde fez os seus estudos primários e secundários. Desportista polivalente, foi professor de Judo, tendo participado nalgumas manifestações nacionais e internacionais da modalidade. Em novembro de 1981, deixou Bissau, rumo a Angola, onde veio a ingressar na marinha mercante grega, tendo em 1984 atingido o posto de Oficial Maquinista Naval. Viajou um pouco por todo o Mundo, registando um histórico de 70 países visitados. Após deixar a marinha mercante em 1988, fixou residência em Portugal, onde trabalhou na área de Manutenção Industrial e Metalomecânica até maio de 2015. Empenhado no desenvolvimento e promoção do seu país, criou em 2003 o Projeto “Guiné-Bissau: Contributo” com o objectivo de sensibilizar a opinião nacional e internacional para os problemas da Guiné-Bissau e de contribuir para a busca de soluções para os mesmos. Frequentou o curso de licenciatura em Ciências Sociais, tendo a Ciência Política e a Administração Pública como áreas de especialização. É Consultor para assuntos Políticos, Comunicação e Informação. Autor de vários artigos, nomeadamente sobre a Guiné-Bissau, colabora com diversos órgãos de informação. Humanista, pensador, escritor, poeta, fotógrafo, ativista social, analista e cidadão político, assim é a abrangência multifacetada de um homem simples e apaixonado pela Vida. É sócio efetivo nº 1441 da Associação Portuguesa de Escritores desde 23 de maio de 2017 A 09 de Maio de 2018 publicou o seu primeiro livro de poesia, intitulado MINHA TERRA, MEU UMBIGO, sua 4.ª obra literária, depois de: 1 – O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU – COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS – VOL. I – 16.08.2016 2 – O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU – COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS – VOL. II – 22.08.2016 – EUEDITO. 3 – O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU – COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS – VOL. III – 08.10.2016 – EUEDITO.