A PROPÓSITO DE DOAÇÕES DE MATERIAIS VISANDO O COMBATE AO COVID-19 NA GUINÉ-BISSAU

A PROPÓSITO DE DOAÇÕES DE MATERIAIS VISANDO O COMBATE AO COVID-19 NA GUINÉ-BISSAU
Estou a pensar nas iniciativas de um vasto número de Deputados da Guiné-Bissau, em nome pessoal ou dos seus partidos políticos, bem como de cidadãos comuns, que se têm desdobrado em campanhas de ajuda às populações e algumas entidades comunitárias, com materiais de protecção, higiene e desinfecção, entre outros, sem se preocuparem com os riscos de contaminação pelo coronavírus.
Há que ter cuidado, sendo que, todo o cuidado é pouco e ninguém sabe quem pode transmitir a doença, ou ser contaminado com a doença, continuando cada um a deslocar-se de um lado para o outro, mesmo com as melhores das intenções, face à ameaça da pandemia COVID-19.
Tenham cuidado com as nossas CRIANÇAS, por favor, não as deixem expostas ao contágio, em nome do que quer que seja. Não as levem para fora de casa por que motivo for e, muito menos, para a “fotografia”, POR FAVOR!
 
Por que esperam as autoridades de Saúde da Guiné-Bissau para sensibilizar todos quantos queiram contribuir/ajudar, com seja o que for, a nível de materiais de protecção, higiene e desinfecção, no intuito de o fazerem através das entidades de saúde competentes e incumbidas para o efeito, onde se podem incluir voluntários afectos às organizações da Sociedade Civil?
Entidades de saúde competentes e incumbidas para o efeito, quiçá, através de pessoas devidamente treinadas, preparadas, equipadas, sensibilizadas e autorizadas para lidar com situações de risco, incluindo voluntários de organizações da Sociedade Civil, face a potenciais focos de contágio pelo coronavírus, evitando assim, criar mais focos de contaminação e propagação da doença entre as diversas comunidades locais de todo o nosso País.
Criar e difundir uma “Corrente Solidária“, disponibilizar os seus dados de informação/contacto, horários de acção etc., para que todos os interessados em contribuir com os seus gestos solidários nesta batalha comum contra o coronavírus possam disponibilizar, nos seus espaços próprios, as suas doações de forma organizada e segura, que seriam recolhidas pelas entidades competentes de saúde, incluindo os voluntários de Organizações da Sociedade Civil, devidamente autorizados e credenciados para o efeito, e entregues às Comunidades Locais, através de formas de distribuição, igualmente seguras e devidamente organizadas.
Não quero falar de potenciais desvios das doações, pois que, devemos todos assumir o Espírito da Responsabilidade Social e Cidadã, sobretudo, no momento delicado em que vivemos, no qual, o BEM-ESTAR COMUM, é o INTERESSE MAIOR que nos deve inspirar, influenciar, sensibilizar, para a visão e o objecto da SOLIDARIEDADE enquanto Princípio e Valor que está acima de todo e qualquer egoísmo, sensacionalismo e protagonismo.
Caros Deputados Guineenses, estimados compatriotas Guineenses, é fundamental que cada um faça a sua parte preventiva, cumprindo com a regra do distanciamento social.
Já todos sabemos as principais medidas de prevenção que devemos seguir, mas nunca é demais repeti-las e, por via da nossa realidade social na Guiné-Bissau, elencar algumas situações que não fazendo parte explícita das medidas preventivas, não deixam de ser pertinentes para evitar a contaminação e propagação do coronavírus no nosso País.
Lavar as mãos com sabão, frequentemente, em casa, ou no trabalho, isto para quem tiver que trabalhar, e logo que regressar a casa.
Evitar sair de casa a não ser para necessidades essenciais;
Evitar estar a menos de metro e meio uns dos outros;
Evitar meios com muita concentração de pessoas;
Usar máscara e luvas, caso as tenha, sempre que estiver em meios/ambientes, de risco;
Evitar, mesmo em casa, comer em conjunto, na mesma tigela, com a mesma colher que se vai passando uns aos outros, alegadamente, em nome da nossa cultura/tradição, ignorando os riscos e as consequências da contaminação e propagação da doença.
Evitar beber no mesmo copo, na mesma caneca ou garrafa, usados por outros, mesmo sendo membros do agregado familiar, e, se for o caso, evitar de introduzir o mesmo copo, a mesma caneca, com que alguém bebeu, no pote com água para consumo em casa. Que se tenha em conta que em momento algum se deve introduzir as mãos dentro do referido pote, na tentativa de abastecer o copo ou a caneca.
Positiva e construtivamente.
Didinho 01.04.2020
P.S. – As imagens que se seguem foram descarregadas através das redes sociais. Por terem sido disponibilizadas ao público, sem nota explícita dos seus autores e dos direitos concernentes, quanto à proibição de suas reproduções/partilhas, decidimos, incluí-las neste trabalho de sensibilização, agradecendo antecipadamente, e em nome da Ética, aos seus autores, por esta nossa “usurpação” em nome do BEM-ESTAR COMUM.
Didinho 01.04.2020

Fernando Casimiro

View posts by Fernando Casimiro
Didinho Didinho (Fernando Jorge Gomes da Fonseca Casimiro) nasceu em Bissau, República da Guiné-Bissau, em 15 de agosto de 1961 onde fez os seus estudos primários e secundários. Desportista polivalente, foi professor de Judo, tendo participado nalgumas manifestações nacionais e internacionais da modalidade. Em novembro de 1981, deixou Bissau, rumo a Angola, onde veio a ingressar na marinha mercante grega, tendo em 1984 atingido o posto de Oficial Maquinista Naval. Viajou um pouco por todo o Mundo, registando um histórico de 70 países visitados. Após deixar a marinha mercante em 1988, fixou residência em Portugal, onde trabalhou na área de Manutenção Industrial e Metalomecânica até maio de 2015. Empenhado no desenvolvimento e promoção do seu país, criou em 2003 o Projeto “Guiné-Bissau: Contributo” com o objetivo de sensibilizar a opinião nacional e internacional para os problemas da Guiné-Bissau e de contribuir para a busca de soluções para os mesmos. Frequentou o curso de licenciatura em Ciências Sociais, tendo a Ciência Política e a Administração Pública como áreas de especialização. É Consultor para assuntos Políticos, Comunicação e Informação. Autor de vários artigos, nomeadamente sobre a Guiné-Bissau, colabora com diversos órgãos de informação. Humanista, pensador, escritor, poeta, fotógrafo, ativista social, analista e cidadão político, assim é a abrangência multifacetada de um homem simples e apaixonado pela Vida. A 10 de maio de 2017 anunciou a sua candidatura às eleições presidenciais na Guiné-Bissau, previstas para 2019 É sócio efetivo nº 1441 da Associação Portuguesa de Escritores desde 23 de maio de 2017 A 09 de Maio de 2018 publicou o seu primeiro livro de poesia, intitulado MINHA TERRA, MEU UMBIGO, sua 4ª obra literária, depois de: 1 - O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU - COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS - VOL. I - 16.08.2016 2 - O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU - COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS - VOL. II - 22.08.2016 - EUEDITO. 3 - O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU - COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS - VOL. III - 08.10.2016 - EUEDITO. A sua próxima obra literária intitulada MEUS PENSAMENTOS, MINHAS SEMENTES PARA A GUINÉ-BISSAU deverá ser publicada oportunamente. Contatos: didinhocasimiro@gmail.com +351 962454392 WhatsApp – Fernando Casimiro +351 962454392