UM HISTORIADOR ENCIUMADO
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Por: Fernando Casimiro (Didinho)
22.09.2007
Amilcar Cabral dizia : "A luta nos une, mas também ela nos separa"!
Começo por apresentar um pedido de desculpas por, talvez, vos fazer perder o vosso escasso tempo com um assunto aparentemente de cariz pessoal mas, que no fundo, tem algo de interessante, por mais não seja, para cada um tirar as suas ilações sobre o quão incómodo se tornou o Projecto Guiné-Bissau: CONTRIBUTO!
Lamento, por ser minha intenção unir e não dividir os guineenses, mas é aqui que a citação de Cabral tem fundamento!
Não vou entrar em detalhes para sustentar este meu texto que aliás, é feito como complemento de um trabalho que me foi enviado para publicação por um conterrâneo, colaborador activo do Projecto CONTRIBUTO, conhecido por Djodji (o primeiro).
Na verdade, há já algum tempo que venho pensando escrever algo sobre o assunto que hoje vos trago mas, muito sinceramente, fui achando que devia simplesmente ignorar a questão, até porque não tenho o tempo que tem, por exemplo, o Doutor Leopoldo Amado, para estar a desviar-me do meu percurso e entrar na onda das reflexões mesquinhas de título pessoal e em defesa de mandantes do poder, como é o seu caso!
Peço desculpa a todos por descer de nível e trazer este assunto a público mas, prometo não exagerar, até porque, como disse: não tenho tempo nem motivação para dar troco ao Dr. Leopoldo Amado.
Estudei apenas até ao 2º ano do curso complementar dos liceus e tenho muito orgulho na bagagem que esses anos de escolaridade a que chamo de "bancos da escola" me proporcionaram.
Não tenho formação na área do jornalismo e nem em relação a qualquer desdobramento da vasta área política que hoje define muitas licenciaturas. Aliás, nunca frequentei uma Universidade!
O Dr. Leopoldo Amado decidiu sujar-se na lama, escolhendo-me como parceiro do banho na lama.
Dispenso o convite do banho na lama, mas aproveito para lhe dizer, caro Doutor, que estou disposto a debater consigo assuntos relacionados com a Guiné-Bissau, caso tenha questões a colocar-me de forma directa, honesta e correcta!
Não estou disposto a perder o meu tempo e o respeito dos que se habituaram a acompanhar o Projecto CONTRIBUTO, entrando no seu jogo premeditado de descaracterizar a minha pessoa e de desacreditar o meu trabalho.
Lido, desde há uns anos a esta parte com o historiador doutorado que se julga o melhor dos historiadores guineenses (há tempos um colega e conterrâneo escreveu que o Dr. Mário Cissoko era o melhor historiador guineense e o Dr. Leoplodo Amado não gostou, tendo reagido de forma mesquinha contra o colega que escreveu a peça).
Conhecemo-nos de Bissau, mas foi pelo Projecto CONTRIBUTO e pela Guineáspora que passamos a trocar ideias e opiniões sobre a Guiné-Bissau.
Estivemos quase sempre em sintonia até ao regresso de Nino Vieira à Guiné e, consequentemente ao poder.
O Dr. Leopoldo Amado que até colaborava com os seus trabalhos no Projecto CONTRIBUTO passou a encarar o regresso de Nino Vieira ao poder como a hipótese viável para a salvação do país e desde então, afastou-se do Projecto CONTRIBUTO e do meu relacionamento, dando a entender que era defensor de Nino Vieira!
Só tinha que aceitar essa decisão, pois cada um é livre de pensar e agir conforme os princípios que defende.
Ainda hoje há trabalhos do Dr. Leopoldo Amado no site www.didinho.org porquanto considerá-los de valor para todos quantos procuram aumentar os seus conhecimentos sobre assuntos da Guiné-Bissau.
Reconheço igualmente a formação de topo, a nível académico, conseguida pelo Dr. Leopoldo Amado.
No entanto, não posso deixar de manifestar o meu lamento por saber que alguém que conseguiu chegar ao topo da formação académica no domínio da História, tenha comportamentos dignos de um frustrado, para mais, comprometendo-se abertamente, pelas suas atitudes de cumplicidade na tentativa de desgastar e denegrir imagens de pessoas que ele bem conhece e que até são ou foram do seu relacionamento.
Hoje, o Dr. Leopoldo Amado assumiu publicamente uma cooperação num blogue de um conterrâneo, Paulo César Buscardini, sujeito que antes era frequentador assíduo do Fórum do Projecto CONTRIBUTO mas, que decidi expulsar devido às intrigas, ao fomentar o ódio e a vingança nos guineenses através dos comentários que deixava no Fórum, isto depois de lhe alertar inúmeras vezes para essas situações, ainda que a liberdade de expressão seja uma realidade no Fórum.
Hoje, o Dr. Leopoldo Amado permite, porque colabora com o referido sujeito, que nesse blogue se fale mal, só por falar, até do Engenheiro Mário Cabral, Presidente da Guineáspora, instituição em que o Dr. Leopoldo Amado serviu ou serve como Secretário-Executivo!
Falar mal do Didinho ou do Eng.º Mário Cabral, aceitando colaborar com alguém que utiliza ataques pessoais e não desenvolve temas sobre a Guiné-Bissau é algo que não necessita de tantos anos de sacrifício em escolas e Universidades! É algo que não necessita de Doutoramento, caro Dr. Leopoldo Amado, mesmo que venha a desmentir, o que é normal da sua parte, o que estou a escrever agora.
O Dr. sabe que temos muitos amigos em comum que falando consigo reportam-me as suas conversas em relação a mim e, vice-versa.
Sei que por exemplo tem dito a muita gente que eu sou um louco, que estou doido, etc.
Sei que tem dito a muita gente que o meu trabalho não passa de um trabalho de ressentimento e de disputa pessoal contra Nino Vieira.
O Dr. sabe que sei, que mesmo escrevendo com pseudónimos ou de forma anónima, a sua referência é um facto!
Ou como pode justificar aos muitos amigos que temos em comum e que também alguns deles são amigos do Eng.º Mário Cabral, o facto de não se ter insurgido contra o dono do blogue que até utiliza a sua imagem e os seus textos, se realmente o Sr. Dr. não é cúmplice desses ataques de baixo nível?
Tenho sido atacado com insultos à pessoa da minha mãe e irmãs que o Dr. Leopoldo Amado conhece, mas que o dono do blogue não conhece. Sendo que, são insultos lamentáveis, caluniosos e de fazer perder a cabeça, mas tenho deixado passar e vou continuar a deixar passar, mesmo sabendo que esses textos insultuosos são da sua autoria, ou, pelo menos indicados por si.
Também há tempos foi publicada uma biografia do Cancan Barbosa, colaborador do Projecto CONTRIBUTO sendo que todas as evidências sobre a elaboração dessa biografia recaem sobre si, caro Dr.
Reveja o seu comportamento, temos muitos amigos em comum e não quero dividir os guineenses no sentido de ver quem tem razão ou quem deixa de ter razão nesta questão!
Saiba comportar-se Dr. Leopoldo Amado, deixando de lado os ciúmes que existem da sua parte e, que ambos sabemos do que se trata!
Espero não voltar a abordar esta questão, a não ser que seja obrigado a isso com argumentos válidos e não mesquinhos!
Ah, também continuam presentes as intimidações
que fez à minha irmã há uns meses atrás em Bissau...
AO DR. LEOPOLDO AMADO
http://polonii.skyrock.com/2.html
UM RESUMO ALARGADO SOBRE A ESTRATÉGIA DA INCOMPETÊNCIA
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VAMOS CONTINUAR A TRABALHAR!
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Por: Djodji (o primeiro)
20.09.2007
Já lá vão uns anos que acompanho e participo de forma irregular no fenómeno Contributo/Didinho. Pretendo agora fazer uma reflexão sobre os detractores deste projecto que, não sendo perfeito, ainda não surgiu outro dirigido aos problemas da nossa pátria que o superasse.
Nunca falei com o nosso amigo Didinho sobre isso, mas atrevo-me a afirmar que, ao criar um projecto/objecto que permitiria a livre expressão de ideias e ideologias e, ainda a publicitação de valores que vão contra o sistema ditatorial que vem castigando a nossa pátria, esperaria reacções mais ou menos violentas, por parte daqueles que se movimentam melhor numa certa anarquia organizada e com privação da (in)formação ao povo. Não acredito que o Didinho fosse tão ingénuo, ao ponto de não esperar essas reacções!!!
Mas, fazendo uma análise destes anos de actividade do Contributo, chego a acreditar que, o que o Didinho não esperava era a reacção negativa, por parte daqueles a quem ele dirige o seu trabalho, que reconhecidamente consome o seu tempo e recursos. Diria eu, que é minha convicção que o Didinho não estava preparado e teve de se preparar psicologicamente para lidar com aqueles a quem ele esperava que fossem aliados ou colaboradores e que, por uma razão ou outra, saltaram para o outro lado da barricada, assumindo-se como agressores e críticos do seu projecto e da sua pessoa.
O poder instalado na Guiné-Bissau, após o regresso do general-mercenário, não resistiu a usar os métodos PAIGCistas nunca esquecidos. Rapidamente enveredaram para a estratégia de intimidação, com ameaças directas à integridade física do Didinho e, ainda, ameaças aos que participavam e participam de forma anónima no Contributo e no então fórum Africamente, dizendo que os críticos do sistema seriam identificados através do nº de identificação dos respectivos PC’s e depois recebiam o devido tratamento… Alguns mais vulneráveis às ameaças, recuaram e outros prosseguiram, sem medo de qualquer retaliação, vindo ela de onde viesse. Eu, pessoalmente, fui ameaçado de que se pisasse o solo guineense, teria o devido tratamento. Em manobras de tentativa de me identificar, atribuíram-me dezenas de identificação, enviaram vírus e cookies de identificação para os vários PC’s que uso no meu quotidiano profissional mas, o tempo revelou-lhes terem uma fraca contra-inteligência, não adaptada aos desafios do maravilhoso mundo novo.
Ultrapassada a fase de ameaças, o poder ditatorial investiu em “paus-mandados”, que julgavam que, com fracos argumentos, conseguiriam desacreditar e alterar o rumo de um projecto tão sólido e abrangente como é o Contributo. Usaram de forma incansável a estratégia de rotular os que lhes criticavam de caluniadores sem provas, como se a identidade das vítimas dos seus abusos fossem retirados de um filme de ficção e não constituíram factos que, se não estão, deviam estar nas páginas da nossa história como país e como povo.
Outra estratégia usada por esses falsos argumentistas foi de que, a ditadura Ninista cometeu os mesmos erros que os outros sistemas que estiveram no poder antes e após a era do ditador sanguinário, como se na justiça dos homens, um crime deve ter a absolvição só porque houve outros crimes de igual ou pior dimensão. O cabecilha dessa estratégia acima descrita, foi o pau-mandado e ex-ministro da defesa, que foi rapidamente identificado e os seus argumentos rapidamente anulados com outros argumentos mais válidos numa sociedade que se pretende democrática.
Em simultâneo com a estratégia de ameaças e tentativa de desacreditação dos artigos publicados pelo Contributo, enveredaram pela desacreditação da família do Didinho, na pessoa da sua mãe e irmãos. Penso que a resposta inicial do Didinho a essas provocações que beliscavam aquilo que é a sua honra familiar, deu alguma força a esses detractores, que tiveram um crescimento inicial mas esses argumentos acabaram por esgotar-se, quando o Didinho deixou de responder de forma directa a essas provocações, respondendo sim, com a publicação de trabalhos cada vez maior de qualidade.
O Didinho decidiu manter voos altos e os detractores não aguentaram a alta altitude e calaram-se com as agressões à sua família.
Aproveitando essa fase de agressões familiares, eis que aparece um novo blogue do nosso conterrâneo a viver no país de Sarkozy. Curioso foi a progressiva mudança de posicionamento desse conterrâneo sem sentido crítico (um autêntico camaleão), que começou por apoiar a nobre tarefa do Didinho, enquanto aparecia noutros blogues a dizer-se neutral e liberal!!! De neutral e liberal a apoiante do general sanguinário, só bastou este ter ganho as eleições presidenciais e voltar a garantir o fluxo monetário para as contas da eterna amante e familiar daquele que era, sem nunca ter chegado a ser, um neutral e liberal.
Da vitória do general sanguinário à criação de um blogue por parte do ex-liberal, passou pouco tempo. O maior descaramento e a total ausência de sentido crítico desse ex-liberal, é que criou um blogue sem qualquer capacidade criativa, limitando-se a lixos publicados, a reagir aos conteúdos do site Contributo. Julgo que o nome “taberna da esquina”, adapta-se perfeitamente a esse espaço virtual.
A estratégia da provocação de dissidências no seio dos apoiantes do Contributo, atingiu também outro conterrâneo, cujo objectivo da sua participação nesse projecto não era dar o seu contributo ao país e ao povo, mas sim procurar aquilo que são as suas verdades sobre a participação e desempenho de um familiar seu nos serviços de segurança da Guiné-Bissau e, ainda, as razões do assassinato desse familiar. Esse conterrâneo acabou por ser expulso do projecto Contributo.
Assumo que, na altura, não entendi as razões da sua expulsão e tentei o que estava ao meu alcance para o seu regresso e participação activa nesse site. Mas, fui-me apercebendo que, mais que a participação activa no site Contributo, a esse conterrâneo interessava-lhe vingar-se da exposição pública a que foi submetido e, ainda, aquilo que ele considerava (se calhar ainda considera) graves ofensas à honra da sua família.
Rapidamente tentou angariar apoios entre os participantes do Contributo, com argumentos anti-Didinho. Essa procura de apoios levou-o ingenuamente a aliar-se temporariamente com o proprietário da “taberna da esquina” mas, como era óbvio, essa aliança estava, desde o início, condenada ao fracasso. Porquanto o objectivo de agredir o Didinho e desacreditar o seu site ser comum, os outros interesses eram totalmente antagónicos.
Não podemos esquecer que o principal responsável pelo assassinato do querido tio do proprietário do “Leopoldonii” foi o general sanguinário, que o proprietário da “taberna da esquina” tinha e tem de defender a todo o custo, sob pena de deixar de haver patrocínios por parte da eterna amante do general. A busca das verdades do proprietário do “Leopoldonii” seguia claramente na rota de colisão com os interesses do proprietário da “taberna da esquina”.
A ruptura dessa ingénua aliança foi rapidamente consumada. Mas, o proprietário do “Leopoldonii” não baixou os braços na sua luta e enveredou em contactos e aliciação dos intelectuais e ex-políticos que colaboravam (alguns ainda colaboram) com o projecto Contributo, com o único objectivo de desacreditar o seu proprietário e provocar um desmoronamento desse projecto.
O exemplo cabal dessa estratégia foi a publicação parcial de trocas de mail’s que teve comigo e ainda a publicação por parte do Inácio Valentim do mail que lhe enviou a propor um encontro, sob a pretensão de tentar ajudá-lo… Na sua tentativa de encontrar apoios entre intelectuais guineenses e após algumas “cabeçadas na parede”, o proprietário do “Leopoldonii” encontrou no conhecido historiador um colo amigo.
Uma aliança que começou por ser anónima, mas que todas as manobras denunciavam e que agora, de forma discreta, acabou por ser assumida. Cheguei a aplaudir essa aliança, julgando que seria esse o melhor caminho para o nosso conterrâneo encontrar as verdades sobre o seu tio, por mais duras que pudessem ser. Para já as minhas reservas quanto a esse facto, já que dessa aliança, continuam a surgir ataques de baixo nível à pessoa e imagem do proprietário do Contributo, o que me faz pensar que muito mais que a procura da verdade sobre a vida do seu querido tio e a defesa da honra da família, o proprietário do “Leopoldonii” continua a querer a tão procurada vingança ao proprietário do Contributo.
Então pergunto, será que a contribuição do historiador limita-se à busca da verdade sobre o querido tio do proprietário do “Leopoldonii”? Caso colaborar nesses ataques pessoais, penso que é obrigatório fazer outra interrogação: que interesses tem o historiador nessa aliança? O tempo nos responderá… Quem conhecer bem os dois aliados talvez possa adiantar aquilo que julgam ser os interesses dos aliados.
Djarama Contributo.