HOMENAGEM À MULHER NEGRA

 

 

 

 

Autor: Valeriano Luiz da Silva

 

Ela é a voz da África a ecoar...

E o mundo tem que acordar

Em muitos lugares vive num harém

Submissa sem poder falar nada a ninguém

 

Ela está em Príncipe e São Tomé

Em Cabo-Verde, Angola e na Guiné,

Costa do Marfim e Guiné Bissau

Burkina Faso e Guiné Equatorial

 

Em Moçambique, Somália e na Tanzânia,

No Congo, África do Sul e na Mauritânia,

Botswana, Etiópia, Eritréia e Malawi

República-Centro Africana e Mali

 

Costa do Marfim, Burundi e Uganda

Gâmbia, Suazilândia e Ruanda

Gana, Lesoto, Togo e Senegal

Quênia, Burundi e Saara Ocidental

 

Na Namíbia, Zimbabwe  e Camarão

Na Nigéria, Benin e no Gabão,

Na América do Norte há grande população...

No Caribe e América central são caprichosas na refeição

 

Na América do Sul destaca o Brasil

Onde a mulher negra muito contribuiu

Deixo de falar de outras nações da África e do oriente

Pois é pequena uma poesia só pra fala da Negra do Ocidente

 

A cidadania negra precisa ser resgatada

Desde que o colonizador trouxe o branco queria que a raça negra fosse extirpada

A situação da mulher negra no Brasil de hoje  é uma continuação

Dos maus tratos que ela recebia no tempo da escravidão

 

A mesma ainda continua na última escala social

O sistema injusto e racista do Brasil cai sobre a mulher negra de modo crucial

Recai sobre ela o menor nível cultural

Geralmente é maior a sua carga diária laboral,

 

Se num concurso houver entrevista

Às vezes fica só no sonho da mulher negra esta conquista

E até mesmo no sentido matrimonial

Para ela encontrar um bom marido é uma via crucial

 

Logo cedo a criança negra começa a trabalhar

E aos baixos salários tem que se sujeitar

Embora já não possamos generalizar

Algumas negras ultrapassando as barreiras até doutorado conseguiram cursar

 

Mas as que chegam ao mestrado

Ou até Pós-Doutorado

Tudo é feito com sacrifício

Em desfavor da família e de seus próprios serviços

 

Há mulheres negras no mundo que sangues estão derramando

Ainda é brutal a mutilação da africana que vive penando

É grande a prática da Mutilação Genital Feminina

Que às vezes é feita por parteira ou curandeiros que à mulher contamina

 

É ato atentatório contra os direitos das crianças

E contra sua integridade já desde a infância

São consequências irreversíveis na saúde das mulheres:

consequências físicas, psicológicas e sexuais que afetam até sua própria fé

 

É uma das mais graves violações dos direitos fundamentais das mulheres,

É um ato desumano que precisa urgente se combater

A Mutilação Genital Feminina é um ato de violência brutal

que não pode ser justificado com base nas tradições ou na cultura tribal

 

Não há nada que possa explicar esta violência Quase mortal

Tal mutilação é um crime hediondo sujeito à dura medida processual

E como tal deve ser punida no Código Penal.

Um crime que não se admite depois da evolução do Direito global

 

A questão racial é um problema que necessita ser enfrentado

Se alguns passos já foram dados...

Poucos resultados foram alcançados

Lembremos de Martin Luther King cujo sangue foi derramado

 

Para ver se o sofrimento do negro fosse amenizado

Também na África do Sul com a extinção da Apartheid o negro foi beneficiado

Mas a discriminação continua no mundo onde impera a maldade

Sem desfazer da mulher branca, oriental e outras neste mundo de incredulidade...

 

Voltemos os olhos e abramos o coração para a mulher negra a partir de agora.

Esperamos que um dia com liberdade ela possa cantar vitória

De cabeça erguida comandarão exércitos e chefiarão Estados

Aí sim terão todos os seus direitos adquiridos e respeitados.

 

Anápolis Go, 24/05/05

valerianols@globo.com

www.albumdepoeta.com

 

 

IMAGENS:

http://iri.columbia.edu/~chimeli/paintings/caval2mulatas.jpg

http://iri.columbia.edu/~chimeli/paintings/cavalc.jpg

som:

BRASILEIRINHO_ VALDIR AZEVEDO

FORMATAÇÃO:

Denise de Souza Severgnini

 

PROJECTO GUINÉ-BISSAU: CONTRIBUTO - LOGOTIPO

VAMOS CONTINUAR A TRABALHAR!

Projecto Guiné-Bissau: CONTRIBUTO

www.didinho.org

 

 

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