O consenso, entre a satisfação de interesses pessoais e de grupos e a violação da Constituição e das Leis da Guiné-Bissau

O consenso, entre a satisfação de interesses pessoais e de grupos e a violação da Constituição e das Leis da Guiné-Bissau

Nenhum Estado de Direito Democrático deve ser gerido por consensos, na ausência duma ruptura constitucional, quiçá, perante a manutenção efectiva da legalidade democrática!

A crise política e social que assola a Guiné-Bissau não atingiu nenhuma amplitude que não tivesse solução, repito, que não tivesse solução, através da Constituição e das Leis da República!

A perda de soberania que se assiste a passos largos na Guiné-Bissau assenta precisamente na desvinculação, no divórcio, dos órgãos de soberania (Presidente da República, Assembleia Nacional Popular, Governo e Tribunais) com os seus compromissos, as suas competências/atribuições, constitucionais, enquanto servidores do Estado!

Deixamos de ter um Estado Constitucional de Direito e Democrático e passamos a ter um País dirigido por um punhado de indivíduos que, tendo sido legitimados no poder do Estado, pelo poder do Estado, não aceitam mais, submeter-se à Constituição e às Leis do Estado que deveriam respeitar e representar, com honra, lealdade e dignidade, enquanto seus servidores.

Um punhado de indivíduos imbuídos de ambição desmedida e organizados em grupos de interesses, que descobriram no consenso, a forma mais fácil de violar e descredibilizar a Constituição e as Leis da República, para que, desta forma, suas vontades, seus interesses, estejam acima da vontade de Todos e do próprio Estado!

Como se pode falar, com tanta hipocrisia, no cumprimento da Constituição e das Leis da República, quando os órgãos de soberania são os principais violadores da soberania do Estado?

Para que servem: a Constituição e as Leis da República, se, para tudo, é preciso promover consensos para resolver seja o que for entre divergências e crises políticas e chamar organizações internacionais para resolver o que só os Guineenses podem resolver?

Já agora, para que servem os órgãos de soberania da Guiné-Bissau (Presidente da República, Assembleia Nacional Popular, Governo e Tribunais), desvinculados que estão dos seus compromissos constitucionais?

Porque é que nunca se promoveu o consenso político, institucional e social, para o acatamento das normas constitucionais e legais da Guiné-Bissau e, por assim dizer, para que a harmonização interpretativa da Constituição e das Leis da República, independentemente das suas lacunas, omissões, explicitudes ou implicitudes, e com o devido respeito pelo contraditório, garantisse a estabilidade política, governativa e social do país?

Porque é que não se investe na Educação e na Formação Cívica dos Guineenses?

Positiva e construtivamente, Guiné ka na maina!

Didinho 18.11.2018

A Lei Eleitoral e a Agenda Eleitoral

É a Lei eleitoral que impõe uma agenda eleitoral, entre o recenseamento e, ou, a actualização dos cadernos eleitorais, para que a marcação das datas das eleições legislativas ou presidenciais sejam devidamente ponderadas, equacionadas e validadas pelo Presidente da República, ouvidos a Comissão Nacional de Eleições, o Governo e os Partidos políticos, e numa perspectiva inclusiva, sem obrigatoriedade legal, a Sociedade civil, enquanto parceira indispensável na monitorização da campanha de educação e sensibilização, cívicas.

Não é, repito, não é, o percurso do recenseamento eleitoral que decide a marcação de qualquer acto eleitoral.

O Sr. Presidente da República emitiu um decreto presidencial anunciando o dia 18 de Novembro de 2018 como data para a realização das eleições legislativas na Guiné-Bissau.

Um decreto que, não tendo sido revogado pelo Presidente da República até ao momento, foi no entanto violado pelo governo que, não conseguindo cumprir com os prazos legais estabelecidos, independentemente das razões que lhe assistem, não deveria prorrogar o prazo do recenseamento eleitoral, para lá do dia 18 de Novembro, data fixada por decreto presidencial como sendo da realização das eleições legislativas, sem comunicar o Presidente da República e sem este ouvir todas as partes legais do processo.

O Sr. Presidente da República não contestou a violação do seu decreto presidencial e decidiu alinhar pelo adiamento sinedie das eleições legislativas, com base no atraso do processo de recenseamento eleitoral, ignorando que, uma vez desrespeitado, mil vezes desrespeitado será a partir da sua resignação, estratégica ou não; consciente ou não.

Continuo a ter pena da minha Guiné-Bissau…

Positiva e construtivamente, Guiné ka na maina!

Didinho 15.11.2018

Manifesto de Cidadãos Guineenses em defesa do Interesse Nacional

Amigos e Compatriotas, queiram ler e participar, no caso de concordarem com o teor do Manifesto assente numa petição à sua Excelência o Sr. Presidente da República da Guiné-Bissau, assinando a petição, seguindo os passos indicados a partir do link que disponibilizamos.

https://secure.avaaz.org/…/Presidente_da_Republica_da_Guin…/

Antecipadamente gratos.

Manifesto de Cidadãos Guineenses em defesa do Interesse Nacional

À sua Excelência Sr. Presidente da República da Guiné-Bissau Dr. José Mário Vaz

20.07.2018

Excelência, Sr. Presidente da República, somos cidadãos guineenses, espalhados por todo o mundo, orgulhosos de sermos filhos da Guiné-Bissau, e decididos a ajudar direta ou indiretamente o nosso querido país a solucionar ou a minimizar os seus inúmeros problemas estruturais ou conjunturais, que têm bloqueado ou condicionado o seu desenvolvimento, quiçá, impedindo a melhoria das condições de vida das suas populações, volvidos 45 anos desde a proclamação da independência nacional.

Sem nenhum outro interesse ou protagonismo, que não o compromisso para com a Guiné-Bissau e a defesa do Interesse Nacional, agradecemos desde já a sua atenção e consideração pelo conteúdo deste nosso Manifesto, que esperamos, venha a merecer o seu deferimento através da sua magistratura de influência enquanto Chefe de Estado, símbolo da unidade, garante da independência nacional e da Constituição, e Comandante Supremo das Forças Armadas, tal como elencado no Nº 1 do Artigo 62º da Constituição da República.

A motivação e as razões para esta nossa iniciativa cidadã, Sr. Presidente da República, decorrem do facto de a Constituição da República da Guiné-Bissau considerar no seu Artigo 2º, os seguintes:

1 – A soberania nacional da República da Guiné-Bissau reside no povo.

2 – O povo exerce o poder político diretamente ou através dos órgãos de poder eleitos democraticamente.

Enquanto cidadãos da Guiné-Bissau, com direitos e deveres, constitucionais e legais, somos parte de um todo designado Povo e, por isso, acionistas da soberania do nosso país, exercendo a nossa ação política diretamente ou delegando-a aos órgãos de poder eleitos democraticamente, o que tem sido o caso desde as primeiras eleições gerais em 1994 consequentes da abertura ao multipartidarismo em 1991.

Excelência, Sr. Presidente da República, o desconhecimento pelo Povo, dos seus poderes constitucionais e legais, onde se incluem os seus direitos e deveres, ajudou a promover ao longo dos anos, na Guiné-Bissau, uma cultura de indiferença, com prejuízos para o Estado e, consequentemente, para as populações.

Queremos que o nosso Povo seja sensibilizado, informado, esclarecido e educado visando a sua consciencialização e, consequentemente, o seu engajamento na busca de soluções para os problemas coletivos, pois sem a dinâmica coletiva, continuaremos a enfraquecer e a perder.

É chegada a hora de a Guiné-Bissau voltar a ganhar, afirmando-se interna e externamente, como Estado, e isso não pode ser apenas uma tarefa dos políticos e dos governantes, mas sim, de todos os Guineenses, para que a união de sinergias, ainda que na divergência de pensamento, redunde em forças e motivações patrióticas, capazes de gerar entendimentos e consensos.

Com base nesta nova visão participativa e tendo em conta a evolução social por via de iniciativas apoiadas com recurso às novas tecnologias de informação e comunicação, os Guineenses, quer sejam os residentes no país, quer na diáspora, têm debatido uma infinidade de problemas da Guiné-Bissau, sobretudo nas redes sociais, com abnegação, com conhecimento de causa, demonstrando compromisso e amor para com o país.

É por via desta nova forma de os cidadãos ajudarem o país a ganhar através de uma relação de confiança e complementaridade entre governantes e governados, que dirigimos ao Sr. Presidente da República o presente Manifesto, que tem por objeto “As negociações sobre um novo Acordo de exploração conjunta com a República do Senegal, visando um novo realismo percentual face ao exagerado desequilíbrio que caraterizou a divisão de ganhos sobre os recursos petrolíferos e haliêuticos da zona comum, no anterior acordo”.

Contexto:

Há 20 anos, na sequência da disputa relativamente ao traçado da fronteira marítima com o Senegal, os dois países concluíram um acordo de exploração conjunta da área em litígio.

Pese embora saudado pela comunidade internacional, o acordo foi acolhido com pouco entusiasmo pelos guineenses e mesmo repudiado pela oposição democrática, que o considera de muito desequilibrado.

O acordo expirou e foi denunciado pelo Governo da Guiné-Bissau, impedindo desta forma a sua renovação automática, nos mesmos termos, embora a sua validade tenha sido estendida até setembro de 2018.

Atendendo que as negociações previstas com vista a um eventual novo acordo de cooperação devem iniciar no dia 25 deste mês;

Desejosos que o processo negocial não siga a mesma lógica do passado, com o risco de um desfecho também semelhante.

Convencidos de que, depois de tudo o que foi dito sobre este acordo de cooperação, as negociações que se avizinham são uma oportunidade para o Governo afirmar a sua determinação em conduzir um processo negocial transparente e de sedimentar um novo estilo de liderança, auscultando partidos políticos, a sociedade civil e especialistas nacionais nas áreas do direito, das relações internacionais, do ambiente, das pescas e dos petróleos, antes do início das negociações.

Certos de que a sociedade civil, em toda a sua configuração e especialmente a universitária, deve, numa atitude proativa, tomar a iniciativa de promover seminários ou palestras versando sobre esta matéria, o que potenciaria (I), uma mais ampla divulgação das questões em debate, (II) maior interatividade e apropriação do processo e, finalmente, (III) apoiar o governo a defender melhor os interesses do país;

Tendo conhecimento que no primeiro semestre do corrente ano de 2018, dois académicos guineenses (Professor Doutor Orlando Cristiano da Silva e Mestre Carlos Vamain) publicaram trabalhos que, pela profundidade das análises vertidas, as suas conclusões e recomendações devem ser consideradas como subsídios para tornar mais robustas as propostas que a delegação da Guiné haverá de levar para a mesa das negociações.

Por fim, convencidos de que valores humanos e científicos como o dos autores dos trabalhos acima mencionados devem ser incluídos na assessoria técnica da nossa delegação negocial.

Recomendações:

Vimos através deste Manifesto solicitar respeitosamente e de forma patriótica ao Sr. Presidente da República que:

1. Use a sua magistratura de influência no sentido do adiamento das negociações, por via da necessidade de se fazer corretamente o trabalho de casa, envolvendo as capacidades nacionais dispersas pelo mundo, atendendo a importância do assunto e a necessidade imperiosa de a Guiné-Bissau não correr o risco de voltar a perder;

2. Tome a iniciativa de promover um amplo debate nacional sobre o tema, com recurso aos órgãos de comunicação social mais abrangentes, considerando a fraca sensibilização e a pouca informação passada aos Guineenses até aqui, e a necessidade de se mobilizar todo o país para a defesa concertada do Interesse Nacional que resulte em ganhos para a Guiné-Bissau e para os Guineenses.

3. Mande disponibilizar aos guineenses informações de qualidade e fiáveis dando conta do que se passa exatamente na zona de exploração conjunta, quer a nível de levantamentos sísmicos e de prospeção, quer dos resultados de eventuais furos efetuados, dos relatórios sobre os investimentos já feitos e os a fazer, com um mapa espelhando a intervenção das companhias de petróleo e de pesca naquele espaço. Proponha e promova a adesão do país à Iniciativa Internacional da Transparência da exploração do Petróleo.

4. Promova a inserção desta matéria no Pacto de Estabilidade. Trata-se de uma matéria que não deve depender da vontade de uma qualquer maioria, mas antes, espelhar um consenso político, mas apoiado por pareceres de técnicos guineenses.

5. Apoie a criação de mecanismos para a participação da Sociedade Civil, Universidades, Centros de Investigação guineenses na preparação técnica das negociações, incluindo o desenvolvimento, duma política/estratégia para a exploração dos recursos petrolíferos e haliêuticos da zona comum.

6. Apoie o Governo na negociação da extensão de um plano de validade do acordo em vigor, e uma calendarização das negociações que tenha em conta os mecanismos de participação estabelecidos.

Agradecemos uma vez mais a atenção do Sr. Presidente da República e fazemos votos para que, em nome do Interesse Nacional, faça uso da sua magistratura de influência para que as negociações com a República do Senegal visando um novo acordo sobre a exploração da zona comum sejam adiadas pelas razões apresentadas.

Respeitosamente,

Pelos promotores:

Maria Francisca Vaz (Zinha)

João José Silva “Huco” Monteiro

Helena Neves

Adelino Handem

Orlando Cristiano da Silva

Miguel Barros

Rui Landim

Mamadu Lamarana Bari

Maria Fernanda de Barros

Pedro da Costa

Alfredo Handem

Jamel Handem

Fernando “Didinho” Casimiro


CLIQUE PARA ASSINAR A PETIÇÃO À SUA EXCELÊNCIA SR. PRESIDENTE DA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU

A propósito da proliferação de partidos políticos na Guiné-Bissau

A propósito da proliferação de partidos políticos na Guiné-Bissau

A Guiné-Bissau tem muitos partidos políticos, porque cada um quer fazer parte do dirigismo de um partido, ambicionando, através do partido que faz parte, um lugar no dirigismo político e governativo do Estado.

Claro que é um direito civil e político de cada cidadão envolver-se activamente na actividade política e por isso, há que respeitar!

Porém, a proliferação de partidos políticos na Guiné-Bissau nada tem a ver com fundamentos ideológicos, nem com a defesa de causas nacionais, e em nome do Interesse Nacional.

A prova disso é a quantidade de partidos políticos que nem sequer têm sede própria, nem conseguem organizar e realizar as suas reuniões, os seus congressos, porquanto, ainda que sejam partidos legalizados pelo Supremo Tribunal de Justiça, não há uma fiscalização rigorosa do STJ tendo em conta os fundamentos constitucionais e legais exigidos para a validação dos mesmos.

Partidos políticos que não têm fontes próprias de rendimento, nem são capazes de criar mecanismos internos de auto-financiamento, pois nem a simples colaboração dos seus militantes, através de pagamentos de quotas contributivas consegue ser uma realidade.

Partidos políticos que vivem ou sobrevivem do quê?

Hoje fala-se na Juventude, em jeito de aliciamento, mas quantos jovens guineenses não criaram desde há alguns anos a esta parte os seus partidos políticos?

Aqueles que hoje estão a manipular (alegando sensibilizar) os jovens para a actividade política nos partidos que criaram depois dos jovens que há muito criaram os seus partidos, por que não aderiram a esses partidos liderados e constituídos por jovens?

Não seria mais sensato que assim fosse, se de facto o despertar para a criação de novos partidos políticos tivesse a Juventude como causa a apoiar, a defender, por um lado e, por outro, a ruptura com o sistema bicéfalo (dos mesmos de sempre) do poder político na Guiné-Bissau?

Os próprios jovens que se precipitam a integrar os novos partidos políticos, fazem-no em nome do quê e com que finalidade, quando poderiam juntar-se aos outros jovens de partidos de gente Jovem?

Simplesmente, a resposta está no facto de cada um querer mandar, dirigir, ou fazer parte do núcleo dirigente de algo novo, pois que, poucos aceitam começar como simples militantes, nos partidos já existentes e onde as estruturas do dirigismo já estão preenchidas.

E assim continuaremos na Guiné-Bissau, com a proliferação de partidos políticos e dos seus protagonistas, com estratégias de interesses que dividem mais do que unem.

A banalização da criação de partidos políticos na Guiné-Bissau demonstra até que ponto os guineenses estão, consciente ou inconscientemente, sedentos do poder e do protagonismo consequente, ignorando cada vez mais, a acentuada divisão social que advém das disputas pelo poder e pelo protagonismo que o envolve.

Já que não há ideologias políticas nos partidos políticos da Guiné-Bissau, ao menos, que se faça da Guiné-Bissau, a IDEOLOGIA de todos os partidos políticos!

Como todos sabem, o meu Partido é a Guiné-Bissau!

Positiva e construtivamente.

Didinho 14.06.2018

Nha terra

Os guineenses têm que começar apostar em análises inteligentes, fazendo críticas construtivas, traçando caminhos de solidariedade e progresso.
A minha maior preocupação hoje em dia está relacionada com seguintes sectores:
1) A Justiça – desde a independência esse sector continua a estar fraco e frágil;
2) A Saúde – é péssima, até entristece comentar o estado dos nossos cuidados de saúde e hospitais que, praticamente, não existem. Isso é triste e lamentável num estado independente e soberano;
3) A Educação – com greves constantes, o nosso Sistema de ensino tem se fragilizado por completo;
4) A Agricultura – pelo menos tem uma perna para dar uns passos – embora coxos – devido aos muitos constrangimentos neste sector vital da nossa Economia;
5) A Energia – continua a ser uma dor da cabeça endémica no país, em pleno sec. XXI e num estado soberano;
6) As Infra-estruturas, praticamente não existem… portanto não vou falar nada, não há muito mais para dizer sobre isso…;
Perante o quadro sombrio acima descrito, gostaria de lançar no ar seguintes questões, para reflexão:
1. Temos ou não governantes e para que servem?
2. Há ou não técnicos e quadros superiores e para que servem?
3. Há ou não vergonha na cara dos nossos governantes e políticos?
4. Porque existem tantos partidos políticos, se eles não servem para nada ao povo, nem cumprem a sua missão?
5. Porque os líderes políticos guineenses são autênticas meretrizes, mudando de partidos como se estivessem a trocar de roupas?
Apelo a uma comunicação verdadeira entre governantes e líderes políticos.
Chamo atenção especial para o sector da JUSTIÇA, sendo a boa administração da Justiça a única forma de combater a impunidade e desencorajar a corrupção, porque se a justiça funciona em pleno, a maioria dos nossos governantes ou políticos não pode se candidatar ou exercer as funções no aparelho de estado (tendo contas por prestar à Justiça), dai a inexistência da moral, a que os nossos políticos e governantes se referem invariavelmente.
Sabemos que, quando a impunidade reina num país, não se pode esperar a estabilidade sócio-política e, consequentemente o desenvolvimento sustentável e prospero do País.
O sucesso da edificação de qualquer projecto-nação depende da capacidade que os líderes têm em reagir de uma forma assertiva perante convulsões, instabilidade e problemas sociais, fazendo funcionar a JUSTIÇA, eficazmente e com maior celeridade.
Posto tudo isso, deve-se fomentar e produzir consensos, o que não é fácil, pois dá muito trabalho, mas é o caminho necessário.
Fundamentalmente, os líderes têm que ter a capacidade para transformar e eliminar os obstáculos, abrindo vias para progresso.
Este povo tem grandes e legitimas expectativas nos seus governantes e líderes partidários, isso deve merecer respeito de todos e de cada um de governantes.
“Sinceramente é povo ca mereci és tipos de maltrato (este povo não merece este tipo de maltrato), é povo cansa dja (o povo está cansado), basta sabi boca (basta de conversas bonitas), basta mon cumprido (basta roubos abusivos no aparelho de estado), basta ladrões sem vergonha na cara, basta mentirosos, que passam o tempo só a enganar inocentes, etc., etc.
Quando um líder não consegue produzir consenso, deve analisar a sua estratégia de comunicação com o grupo que o rodeia, também os que rodeiam, devem aceitar o que vem a ser a decisão, para o bem do povo, da justiça e do desenvolvimento.
Um dos grandes problemas da Guine é a fragilidade e debilidade da oposição política que, praticamente, não existe.
Aponto esta questão, porque a fragilidade da oposição é o um dos maiores problemas do nosso povo que, apesar de tantos partidos políticos, mesmo assim continua a ser frágil.
Sinceramente na Guine, não há partidos políticos sérios e capazes, lamento muito a falta de coerência por parte dos nossos líderes e políticos, muitos lutam mais pelos seus interesses pessoais, ou até interesse do partido, do que interesse da nação ou do povo.
A oposição sempre está com as mãos debaixo da mesa a pedir esmolas ou pedir posições ou pastas no governo…
Considero que, enquanto estes governantes de “mãos cumpridas” se mantiverem ou estiverem no poder, ou na oposição, com estas atitudes, a Guine, não poderá ter perspectivas boas, para o futuro, infelizmente.
Gostaria de pedir ao povo guineenses que confie mais em si próprio, em vez de estar a gastar energias e perder tempo atrás dos políticos e governantes incapazes.
Considero que as eleições (e a governação) nunca poderão resultar numa alternância de poder, porque os dirigentes políticos e governantes são como “marido e esposa”,
A Comissão Nacional de Eleições e tribunais são deles.
Entramos nas incertezas políticas e não há sinais que apontem para a resolução desse impasse que afastou o país do seu rumo.
A corrupção é generalizada, principalmente entre os agentes do sistema judicial. A impunidade é cada vez maior. A instabilidade política é elevadíssima e os crimes do passado ainda estão por julgar.
Considero que, apesar das revelações assustadoras, o sistema de justiça tem tido dificuldades em obter a atenção das autoridades, com vista às reformas necessárias.
Entretanto o país é deixado à margem da luta contra o crime organizado e transnacional. A justiça guineense é cada vez mais distante do povo., a quem deve servir, além de ser um dos pilares fundamentais do Estado Independente e Soberano.

Bem-haja!
SANCUM CAMARA, Ph.D

Didinho – Dados biográficos

Didinho

 

Dados biográficos

 

A vida só tem sentido se, para além de nós, outros também puderem viver… Didinho

 

Didinho (Fernando Jorge Gomes da Fonseca Casimiro) nasceu em Bissau, República da Guiné-Bissau, em 15 de agosto de 1961 onde fez os seus estudos primários e secundários. Desportista polivalente, foi professor de Judo, tendo participado nalgumas manifestações nacionais e internacionais da modalidade. Em novembro de 1981, deixou Bissau, rumo a Angola, onde veio a ingressar na marinha mercante grega, tendo em 1984 atingido o posto de Oficial Maquinista Naval. Viajou um pouco por todo o Mundo, registando um histórico de 70 países visitados. Após deixar a marinha mercante em 1988, fixou residência em Portugal, onde trabalhou na área de Manutenção Industrial e Metalomecânica até maio de 2015. Empenhado no desenvolvimento e promoção do seu país, criou em 2003 o Projeto “Guiné-Bissau: Contributo” com o objectivo de sensibilizar a opinião nacional e internacional para os problemas da Guiné-Bissau e de contribuir para a busca de soluções para os mesmos. Frequentou o curso de licenciatura em Ciências Sociais, tendo a Ciência Política e a Administração Pública como áreas de especialização. É Consultor para assuntos Políticos, Comunicação e Informação. Autor de vários artigos, nomeadamente sobre a Guiné-Bissau, colabora com diversos órgãos de informação. Humanista, pensador, escritor, poeta, fotógrafo, ativista social, analista e cidadão político, assim é a abrangência multifacetada de um homem simples e apaixonado pela Vida.

A 10 de maio de 2017 anunciou a sua candidatura às eleições presidenciais na Guiné-Bissau, previstas para 2019

É sócio efetivo nº 1441 da Associação Portuguesa de Escritores desde 23 de maio de 2017

A 09 de Maio de 2018 publicou o seu primeiro livro de poesia, intitulado MINHA TERRA, MEU UMBIGO, sua 4.ª obra literária, depois de:

1 – O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU – COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS – VOL. I – 16.08.2016

2 – O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU – COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS – VOL. II – 22.08.2016 – EUEDITO.

3 – O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU – COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS – VOL. III – 08.10.2016 – EUEDITO.

A sua próxima obra literária intitulada MEUS PENSAMENTOS, MINHAS SEMENTES PARA A GUINÉ-BISSAU deverá ser publicada até agosto de 2018

 

Fernando Casimiro

 

Didinho – Escritor

 

Didinho – Candidato presidencial

 

Contatos:

didinhocasimiro@gmail.com

+351 962454392

+44 7404476794

WhatsApp – Fernando Casimiro +351 962454392

 

Não tenhamos medo de fazer uma nova revolução na Guiné-Bissau. Não uma revolução com armas de fogo, mas a revolução da consciência cívica, a revolução de mentalidades, que dará ao nosso povo o direito à liberdade do saber, do conhecimento e, quiçá, do pensamento e da ação! É urgente fazer ver aos guineenses que o medo de mudar ontem, é a razão dos males de hoje e o medo de mudar hoje, será a razão dos males de amanhã… Didinho

 

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English version

 

Didinho

Biographical data

 

Life only makes sense if besides ourselves, others can also live… Didinho

 

Didinho (Fernando Jorge Gomes da Fonseca Casimiro) was born in Bissau, Republic of Guinea-Bissau, on August 15, 1961 where he did his primary and secondary studies. A multi-purpose sportsman, he taught Judo and participated in some national and international events of the sport. In November 1981, he left Bissau to Angola, where he joined the Greek merchant navy, and in 1984 he reached the rank of Naval Officer. He traveled a bit around the world, registering a history of 70 countries visited. After leaving the merchant navy in 1988, he settled in Portugal, where he worked in the area of ​​industrial and metallurgical maintenance until may 2015. He was involved in the development and promotion of his country and created in 2003 the “Projecto Guiné-Bissau: Contributo” awareness of Guinea-Bissau’s problems and to contribute to the search for solutions to them. He attended the degree course in Social Sciences, with Political Science and Public Administration as areas of specialization. He is a Consultant for Political Affairs, Communication and Information. Author of several articles, especially on Guinea-Bissau, he collaborates with several information organs. Humanist, thinker, writer, poet, photographer, social activist, analyst and political citizen, this is the multifaceted scope of a simple and passionate man for Life.

On May 10, 2017, he announced his candidacy for the presidential elections in Guinea-Bissau, scheduled for 2019

He has been a full member of the Portuguese Writers Association with the no. 1441 since May 23, 2017

On May 9, 2018 he published his first book of poetry entitled MINHA TERRA, MEU UMBIGO – MY LAND, MY UMBILICUS a set of 57 poems (13 in kriol and 44 in portuguese edition) his 4th literary work, after:

1 – O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU – COLECTÂNEA DE TEXTOS EDITORIAIS – VOL. I – 16.08.2016 EUEDITO (portuguese edition) – MY PARTY IS GUINEA-BISSAU – COLLECTION OF EDITORIAL TEXTS – VOL. I – 16.08.2016

2 – O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU – VOL. II – 22.08.2016 EUEDITO (portuguese edition) – MY PARTY IS GUINEA-BISSAU – COLLECTION OF EDITORIAL TEXTS – VOL. II – 22.08.2016 – EUEDITO.

3 – O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU – VOL. III – 08.10.2016 EUEDITO (portuguese edition) – MY PARTY IS GUINEA-BISSAU – COLLECTION OF EDITORIAL TEXTS – VOL. III – 08.10.2016 – EUEDITO.

His next literary work entitled MEUS PENSAMENTOS, MINHAS SEMENTES PARA A GUINÉ-BISSAU – MY THOUGHTS, MY SEEDS FOR GUINEA-BISSAU, should be published until August 2018

 

Fernando Casimiro

 

Didinho – Escritor

 

Didinho – Candidato presidencial

 

Contacts:

didinhocasimiro@gmail.com

+351 962454392

+44 7404476794

WhatsApp – Fernando Casimiro +351 962454392

Let us not be afraid to make a new revolution in Guinea-Bissau. Not a revolution with firearms, but the revolution of civic consciousness, the revolution of mentalities, which will give our people the right for the freedom of wisdom, knowledge and, perhaps, of thought and action! It is urgent to make Guineans see that the fear of changing yesterday is the reason for today’s ills and the fear of changing today will be the reason for tomorrow’s ills … Didinho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ERMONS (IRMÃOS) GUINEENSES

 

 

ERMONS (IRMÃOS) GUINEENSES

 

Quando a Guiné-Bissau perde (e há muito que está a perder) perdem todos os guineenses! Didinho

 

ERMONS (IRMÃOS) GUINEENSES é o título de um pequeno, simples e abrangente poema que escrevi no dia 14 de Outubro de 2017 visando apelar, alertar, sensibilizar, mobilizar e consciencializar os meus irmãos guineenses para a necessidade de revermos e resgatarmos os princípios e os valores vivenciais, educacionais e civilizacionais da Cultura ancestral que caracteriza a nossa Guinendadi, quiçá, a riqueza da nossa Identidade Sócio-Cultural, porquanto termo-nos desviado e afastado desses princípios e valores, pois só assim se percebe, a cada dia que passa, a nossa falência (de princípios e valores), enquanto Povo, e consequentemente, os seus reflexos no falhanço do nosso Estado.

ERMONS GUINEENSES

Nô tchoma n´utru

Nô djubi n´utru

Nô barça n´utru

Nô obi n´utru

Na seriedade

Ku amizade

Nô n´tindi n´utru

Nô barça n´utru

Nô purda n´utru

Nô rispita n´utru

Nô n´tindi n´utru

Pa nô Guiné

O poema mereceu prontamente o interesse do músico e compositor guineense Fernando Carvalho, que se predispôs a musicá-lo, a exemplo do que já tinha feito com outros 3 poemas da minha autoria musicados nos seus últimos 2 álbuns musicais.

Fernando Carvalho surpreende-nos com o estilo musical, “Reggae” com que faz passar a mensagem aos Ermons (irmãos) Guineenses num dueto com o também cantor e produtor guineense Djipson Voz d’Ouro.

Duas vozes emotivas, distintas e maravilhosas, que se predispuseram a entrar no interior mais profundo dos Ermons Guineenses, visando partilhar a mensagem da Reconciliação no seu vasto conceito e mexer positivamente com as suas sensibilidades, enquanto seres humanos e Guineenses.

Um refrão musical que se tolera bem tendo em conta a frescura com que é apresentado e o objectivo de fazer passar a mensagem aos Ermons Guineenses utilizando a metodologia da repetição, por via da sua importância pedagógica e terapêutica no indivíduo.

Urge Reconciliar os Ermons Guineenses, resgatar e promover os princípios e os valores vivenciais, educacionais e civilizacionais da Cultura ancestral que caracteriza a nossa Guinendadi, entretanto invertidos e ou, adulterados!

Positiva e construtivamente.

Didinho 11.02.2018

 

ERMONS GUINEENSES: Letra de Fernando Casimiro (Didinho); composição musical de Fernando Carvalho; interpretação: Fernando Carvalho e Djipson Voz D´Ouro – cantor/produtor.

Fernando Carvalho
Djipson Voz D’ Ouro
Didinho

 

Não aceitemos mais, enquanto guineenses, que uns e outros, a bem dos seus interesses, nos dividam, enfraquecendo-nos; nos intriguem, virando-nos uns contra os outros, quando o que está em causa é o Interesse Nacional, quiçá, a soma dos Interesses de todos os Guineenses e não apenas, de um grupo ou grupos de guineenses! A Guiné apenas precisa do compromisso dos seus filhos para que tudo o “resto” seja uma realidade! Didinho