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AUGUSTO TCHUDA
CUSTOS DA MINHA VIDA
Sincronizada nas engrenagens de marcha arrière A vida que contem ingredientes a sabor de presunto Seguia-lhe longos paços da ruína Trazia um ritmo de lentidão Comprometendo a rotina.
O roteiro do mistério da misericórdia Envergando olhares pomposos Dos olhos lacrimosos Da contenda do dia esfregado Flauta entoando imprevisível música Que ninguém quer fazer coro.
Custos ingratos da vida Dedicam esforços a certos... Que a mercê de violentos raios solares Transpiram o impagável Estes em que ninguém passa olhares.
Senti-me esquisito disto Por pensar que esta nem é vida Talvez a sonhar ou a ludibriar Ou ainda a pintar.
Erreis, que assumimos Não penseis que o fim será este Por cada vez que virar a moeda Sempre seremos vosso... Um dia o ingrato custo da vida Inverte o tempo e sereis o que somos.
14 DE OUTUBRO 2009
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