QUANDO ACABAR O DINHEIRO...

 

 

Fernando Casimiro (Didinho)

didinhocasimiro@gmail.com

08.07.2012

Fernando Casimiro (Didinho)O homem que enriqueceu, da forma que se sabe, à custa da Guiné-Bissau e presentemente a viver em Portugal, tem, nos dias de hoje e, no seu exílio não oficializado, despesas com a sua enorme família (que também teve acesso aos patamares do poder, aliás, estava a ser preparada para a continuidade), mas também, despesas com toda a equipa de um governo que deixou de existir, sendo que alguns membros desse governo estão em Portugal e claro está, mesmo não exigindo, mesmo não evidenciando os interesses que suas almas alimentam, querem usufruir dos milhões que sabem que Carlos Gomes Júnior possui e que também têm direito a "mamar", por motivos vários, quanto mais, por terem sido cúmplices, directos ou indirectos, na edificação do património financeiro de Carlos Gomes Júnior.

Enquanto houver dinheiro, Carlos Gomes Júnior terá sempre gente a fingir "apoiá-lo", pois ele precisa dessa gente para continuar a repetir erradamente, que foi eleito, digo erradamente, porque, na verdade, na organização do poder político, consagrado na nossa Constituição da República, apenas se consideram como eleitos (voto do povo eleitor) 2 dos 4 órgãos de soberania, ou seja: o Presidente da República e a Assembleia Nacional Popular. Quando se vota nas eleições presidenciais, o povo escolhe/vota em alguém que, em princípio, preenche os requisitos definidos por Lei  para ser candidato a Presidente da República; quando se vota nas eleições legislativas, o povo é chamado a escolher/votar os deputados da Nação, ou seja, os seus representantes, politicamente constituídos e juridicamente reconhecidos como tal. Segundo o Artigo 76º da CRGB " A Assembleia Nacional Popular é o supremo órgão legislativo e de fiscalização política representativo de todos os cidadãos guineenses. Ela decide sobre as questões fundamentais da política interna e externa do Estado."

A formação do Governo (que ainda assim, é um órgão de Soberania, a exemplo dos Tribunais, não eleito pelo povo eleitor) é feita por nomeação (pelo Presidente da República eleito) do Chefe do Governo, assim como dos ministros, secretários de Estado e outros, em consequência da constituição/formação da estrutura/plataforma que é a Assembleia Nacional Popular, ou se quisermos, o Parlamento.

Numa interpretação correcta, o Governo, enquanto órgão executivo e administrativo; os Tribunais enquanto órgãos com competência para administrar a justiça em nome do povo, são, de facto, órgãos de soberania que não são eleitos pelo povo eleitor!

Que fique claro que o povo eleitor não vota no Chefe do Governo, não vota em ninguém para ministro ou secretário de Estado, não vota em ninguém para Presidente do Supremo Tribunal ou outros tribunais, contrariamente ao que acontece com o Presidente da República e com os deputados!

O pior para Carlos Gomes Júnior, virá quando o dinheiro começar a faltar para sustentar todos os que também estão em situação de "exílio" não oficializado, entre familiares e "apoiantes" num país em crise financeira acentuada, que é Portugal, onde não há espaço para "solidariedades financeiras", sequer para quem cá vive e trabalha ou para quem está desempregado, para quem já trabalhou e está reformado, ou ainda, para quem reúne "requisitos" para receber um rendimento mínimo garantido ou chamem-no o que quiserem, independentemente da sua nacionalidade, quanto mais, para ex-governantes da Guiné-Bissau, que ninguém sabe com que estatuto oficial estão em Portugal, se exilados, refugiados, turistas, cidadãos estrangeiros residentes, cidadãos com dupla nacionalidade etc., etc.

O certo é que os novos "exilados" que já são em número considerável, não estão a viver em escolas, em tendas montadas em quartéis, ou nos centros para refugiados; não estão a receber sopa dos pobres, não recebem visitas de pessoas ligadas a instituições de caridade, de organismos sociais ou dos direitos humanos, nem nada que se pareça...

É gente com posses!

Muitos com casa paga e conta bancária recheada em Portugal, ainda que, não em nome deles, mas de familiares.

Não admira o porquê da disputa pelo poder na Guiné-Bissau...

Não admira o porquê de nenhum ex-governante "exilar-se" em nenhum país africano, procurando todos e sempre, Portugal como destino preferencial...

Vão mamando, enquanto houver, que a vaca leiteira do Carlitos não tardará a ficar sem leite, com ele fora do poder...

Acabando o dinheiro, acabam-se os "apoios"!

Lamento por todos aqueles que lutam eternamente pela sobrevivência, com dignidade, passando por sacrifícios que até envergonha relatar e longe da terra que os viu nascer, e por muito que trabalhem, se esforcem, nada têm... mas ainda assim, apoiam os que, da vida fácil e à custa do país de todos nós (que muitos consideram dos mais pobres do mundo), conseguiram transformar-se em multimilionários... Lamento muito, muito mesmo, meus irmãos e minhas irmãs!


VAMOS CONTINUAR A TRABALHAR!

Cultivamos e incentivamos o exercício da mente, desafiamos e exigimos a liberdade de expressão, pois é através da manifestação e divulgação do pensamento (ideias e opiniões), que qualquer ser humano começa por ser útil à sociedade! Didinho

O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU!

 

MAPA DA GUINÉ-BISSAU


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