DEVEMOS TER A HUMILDADE DE RECONHECER E ACEITAR AS NOSSAS FRAQUEZAS!

 

O espaço "Nô djunta mon" é um espaço aberto aos cidadãos da Guiné-Bissau e do Mundo, independentemente dos seus estatutos sociais, para, de forma livre, consciente e responsável, no âmbito da cidadania, usufruírem de um dos seus direitos fundamentais: o direito de expressão, através da manifestação de opinião, seja ela qual for.

NOTA: Os artigos publicados nesta secção são da EXCLUSIVA responsabilidade dos seus autores E NÃO VINCULAM A ASSOCIAÇÃO GUINÉ-BISSAU  - CONTRIBUTO

Não serão publicados artigos comportando insultos, grosserias e outras incivilidades.

REGRAS PARA PUBLICAÇÃO DE ARTIGOS NO ESPAÇO "NÔ DJUNTA MON"  E  COMENTÁRIOS NOS ESPAÇOS DE COMENTÁRIOS

NOTA: Sugerimos e agradecemos aos estimados colaboradores o favor de reverem e corrigirem os textos a enviar para publicação, visto não termos disponibilidade para tal, como acontecia anteriormente. Todos cometemos erros, sejam eles quais forem, mas vamos tentar cometer o mínimo possível. Obrigado

 

 


 

Fernando Casimiro (Didinho)

didinho@sapo.pt

12.08.2010

Fernando Casimiro (Didinho)Os leitores do nosso site são importantes para o nosso trabalho. Criticar ou elogiar não importa. Exigimos apenas civismo e participação construtiva, para que qualquer posicionamento, seja crítico, seja moralizador,  sirva para a motivação do debate de ideias.

Quando surgem leitores que nos chamam a atenção para assuntos concretos relacionados com o conteúdo ou a forma de um ou outro artigo nosso, devemos analisar bem essas chamadas de atenção, ver se têm razão de ser ou não, reagir ou não em função disso.

De há um tempo a esta parte, por sobrecarga de trabalho, decidi suspender a correcção de artigos que habitualmente me são enviados para publicação.

É muito trabalho para uma só pessoa, mas também, era chegada a hora de cada um melhorar a sua forma de escrever, poupando-me tempo e trabalho com as correcções.

O certo é que desde então perdemos qualidade na edição de artigos e, claro está, os leitores mais atentos e que prezam ler um artigo bem escrito, mesmo não estando bem sustentado a nível de conteúdo, começaram a "reclamar" o facto de se maltratar a língua portuguesa, nossa língua oficial...

Não se deve arranjar desculpas para as nossas fraquezas, detectadas por todos, menos por nós, pois quanto  mais explicações  tentarmos dar, mais erros estaremos a cometer.

Dizer que se pensa em crioulo para falar e escrever em português não é nada novo, pois era esta a tese dos anos primeiros da alfabetização, no pós-independência.

No contexto actual da Guiné-Bissau, reavivar essa tese para justificar a nossa incapacidade, a nossa falta de domínio da língua portuguesa apenas confirma que não damos à língua, enquanto veículo de comunicação, de sustentabilidade científica, o merecido e devido valor que qualquer disciplina científica requer.

Vejamos o seguinte exemplo:  Portugal tem uma taxa de analfabetismo a rondar os 9%. Pessoas que nasceram em Portugal, que sempre ouviram falar a língua portuguesa, tendo por isso aprendido a falar o português; pessoas que pensam em português, mas não sabem escrever a língua portuguesa. Porquê? Simplesmente porque não estudaram a língua portuguesa!

Quem não estuda, mesmo frequentando qualquer instituição de ensino, não consegue, não pode triunfar.

Ter preferência em escrever em crioulo porque se julga dominar o crioulo é também um grande equívoco.

Para que o nosso crioulo venha a ser considerado uma língua, cientificamente falando, deverá passar por processos de padronização  da sua ortografia, mas também, de estabelecimento de regras gramaticais e outras.

Quem hoje prefere escrever em crioulo, porque acha que domina o crioulo, apenas demonstra desconhecer que mesmo o crioulo, se um dia chegar a ser considerado uma língua no contexto científico, deverá merecer estudo e aprendizagem constante dos que o tiverem que utilizar num contexto mais exigente. Nessa altura também haverá quem diga que o crioulo é difícil, pois se hoje, não havendo regras para a sua escrita, qualquer um escreve como quer, quando se transformar em língua propriamente dita, terá as suas regras e só os que se dedicarem ao seu estudo terão domínio sobre ele.

Escrever razoavelmente bem em português ou em qualquer outra língua é apenas uma questão que tem a ver com estudar, ler, praticar, aprender com os erros, tal como em relação a qualquer outra disciplina do meio escolar/académico.

Não adianta arranjar desculpas, até porque hoje em dia, há guineenses formados em várias universidades do mundo, que dominam perfeitamente (falado e escrito) as línguas oficiais dos países onde estudaram, sem que tivessem argumentado terem que pensar em crioulo ou em muitos casos, nos dialectos das suas origens étnicas como forma de justificar as suas fraquezas...

Um jornalista formado em Portugal ou na Guiné-Bissau, tem obrigação de escrever razoavelmente bem o português! Por mais desculpas que se tente arranjar, só há uma coisa a fazer: Estudar, estudar, estudar!

Os leitores que reclamam um melhor "tratamento" da língua portuguesa nos artigos publicados no nosso site têm de facto razão e, da minha parte só tenho a agradecer as suas  chamadas de atenção.

Muito obrigado!

 

VAMOS CONTINUAR A TRABALHAR, TODOS JUNTOS, PELA GUINÉ-BISSAU!

 

O MEU PARTIDO É A GUINÉ-BISSAU!


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VAMOS CONTINUAR A TRABALHAR!

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