FINALMENTE O RECONHECIMENTO DE TODOS DE QUE A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA E AS LEIS, DEVEM SER RESPEITADAS!

 

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU

ARTIGO 20º

 

1 -       As Forças Armadas Revolucionárias do Povo (FARP), instrumento de libertação nacional ao serviço do povo, são a instituição primordial de defesa da Nação. Incumbe-lhes defender a independência, a soberania e a integridade territorial e colaborar estreitamente com os serviços nacionais e específicos na garantia e manutenção da segurança interna e da ordem pública.

 

A INCONSTITUCIONALIDADE E A ILEGALIDADE, A EXEMPLO DA IMPUNIDADE, PASSARAM A SER REGRAS NUM ESTADO QUE SE DIZ DE DIREITO, MAS QUE NÃO É! EM ÁFRICA OS DITADORES SÃO LEGITIMADOS PELA CONVENIÊNCIA DA COMUNIDADE INTERNACIONAL ATRAVÉS DOS SEUS NÚCLEOS DE INTERESSE. A GUINÉ-BISSAU É DOS GUINEENSES E A ELES, SÓ A ELES, CABE RESOLVER OS SEUS PROBLEMAS EM MATÉRIA DE SOBERANIA! Didinho 28.03.2012

 

Fernando Casimiro (Didinho)

didinhocasimiro@gmail.com

14.04.2012

Fernando Casimiro (Didinho)Lamento que uma vez mais, não tenha havido visão e compromisso suficientes, para que o diálogo, entre irmãos, fosse um princípio, meio e fim na resolução de conflitos!

A "suspensão" da ordem constitucional na Guiné-Bissau, com a intervenção das Forças Armadas guineenses na noite do passado dia 12 de Abril é um facto consumado e, por isso, a conjuntura presente da Guiné-Bissau (interna e externamente), deve ser encarada sem dramatismos nessa perspectiva.

Razões e motivações, argumentações e justificações, institucionais ou pessoais devem ser tomadas em consideração, na justa medida, no intuito de serem somadas ao vasto "dossier" do nosso percurso de aprendizagem na viagem pela infindável via da construção de uma Nação, de um Estado de Direito e Democrático, onde o propósito principal é a pessoa humana, o bem-estar das populações e a preservação do património comum que é a natureza, essencial à vida humana!

A exemplo do que se tornou habitual nos pronunciamentos de missões de organismos internacionais,  sempre que são realizados actos eleitorais em países africanos, com a já gasta expressão "justas, livres e transparentes", assim se criou um modelo de discordância e reprovação relativamente a intervenções/levantamentos/subversões militares, em forma de condenação com o uso dos "mais fortes termos" e, como se isso não fosse suficiente, em jeito de finalização, veiculam-se ameaças, inclusive, de intervenção militar externa, se a "ordem constitucional" não for reposta no país em causa.

É claro que essas condenações e ameaças se tornaram insignificantes ao ponto de não impedirem intervenções/levantamentos ou subversões militares, desacreditando quem as profere e que, com o tempo, curto espaço de tempo, acaba por moderar e normalizar o discurso, por interesse, face a quem tinha condenado e ameaçado.

É claro que o mundo sabe que a guerra não é sinónima de paz. É claro que o mundo tem e vive de exemplos de tentativas de forçar mudanças, usando soluções militarizadas que, apenas comprometem ou inviabilizam soluções que poderiam passar pelo diálogo.

É claro que os propósitos imperiais são e estão disfarçados numa primeira instância, na pregação dos "bons princípios, da boa governação", a bem dos seus interesses mas, quando esses "bons princípios, boa governação" não se encaixam com a filosofia pretendida, aceita-se a outra parte tal como é, mesmo que, no seu seio existam criminosos de vária ordem, repito, criminosos de vária ordem, por conveniência, em defesa dos reais interesses imperiais.

A Guiné-Bissau não está em guerra, felizmente!

Na Guiné-Bissau, os acontecimentos de 12 de Abril mereceram reuniões, condenações, avisos e ameaças. Mereceram leituras de diversas correntes de pensamento e de acção, nacionais e estrangeiras em representação das mais variadas instituições. Se a diversidade é uma riqueza, infelizmente, deixou-se claramente a entender, nos diversos posicionamentos manifestados, aqui e acolá, que não houve corrente de sensibilidade capaz de sincronizar a diversidade e a diferença, como valores que se complementam, em presença de campos opostos.

A diversidade que não aceita a diferença, costuma ser a diversidade institucional, de imposição, suportada por interesses e, consequentemente, por conveniências.

Falar de Ordem Constitucional e do respeito pela legalidade na pressão exercida sobre os cinco candidatos contestatários às eleições presidenciais de 18 de Março, omitindo as graves violações constitucionais e o atropelo às Leis na Guiné-Bissau por parte do Governo de Carlos Gomes Júnior é realmente de uma conivência descarada na promoção da anarquia em detrimento da democracia na Guiné-Bissau.

Desde quando reivindicar os resultados eleitorais, de forma pacífica, é sinónimo de criar instabilidade ou de um posicionamento anti-democrático? 

A Guiné-Bissau passou a ser muito importante para o mundo com vocação imperial e outros, conhecidos e divulgados que foram os resultados de algumas descobertas do seu potencial a nível de recursos naturais. A Guiné-Bissau, também é, pela sua localização geográfica continental e insular, um apetecível espaço estratégico para a instalação de bases militares, numa conjuntura de disputas imperiais com vista à garantia de recursos naturais existentes em África. O mundo, o nosso mundo em mudança é um mundo de interesses, tal como sempre foi!

Exigiu-se a reposição da ordem constitucional na Guiné-Bissau devido à intervenção das Forças Armadas guineenses no passado dia 12 de Abril, sendo que as Forças Armadas emitiram um comunicado dando conta das (suas) razões que fundamentaram a intervenção (a exemplo do que tinha acontecido aquando da questão "MISSANG", detalhadamente esclarecida pelo Porta-voz do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, Tenente-Coronel Daba Na Walna), uma intervenção que, ao que se sabe, não provocou vítimas mortais nem destruição de património físico das instituições do Estado.

Se a Constituição da República da Guiné-Bissau, no seu artigo 20º, incumbe às Forças Armadas uma Missão, e se na perspectiva das Forças Armadas, há sustentação para a submissão à incumbência constitucional, o sensato seria, no mínimo, "confrontar" os argumentos das Forças Armadas numa perspectiva que fosse capaz de avaliar se estava enquadrada ou desenquadrada com o artigo 20º da CRGB, até porque, sendo parte de um problema, as Forças Armadas da Guiné-Bissau não podem ser excluídas de qualquer solução que passa pela defesa da independência, da soberania e da integridade territorial da Guiné-Bissau.

O Governo da República da Guiné-Bissau (entretanto deposto) agiu recentemente de forma incorrecta ao desafiar publicamente as Forças Armadas nacionais para a confrontação em termos militares, dando a entender que se tinha criado um clima de desconfiança que não permitiria a convivência institucional salutar e, mais grave, que tinha na MISSANG, a força angolana estacionada em Bissau, a alternativa às Forças Armadas da Guiné-Bissau, o que é ridículo e inaceitável!

Importa salientar que a referência às Forças Armadas da Guiné-Bissau foi tendenciosamente usada no intuito de vitimizar um dos candidatos às eleições presidenciais do passado dia 18 de Março, concretamente, o candidato inconstitucionalmente validado pelo Supremo Tribunal de Justiça e, agora sim, ex- Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior.

Face ao impasse eleitoral e sabendo que as Forças Armadas guineenses tinham garantido que não se envolveriam no processo eleitoral e por isso, perante um imbróglio que constitucionalmente e legalmente não lhe permitiriam nunca vir a ser proclamado Presidente da República, ainda que tenha ganho a primeira volta das eleições com 49% dos votos, mas sem alcançar os 50% + 1 dos votos validados, a estratégia foi forçar um desgaste das Forças Armadas nacionais, conotá-las com a reivindicação dos cinco candidatos contestatários e, em presença disso, promover a confusão e a "legitimação" da intervenção militar da MISSANG apoiada por forças da CEDEAO e da CPLP.

Tudo o que se sucedeu e que envolveu a MISSANG - Força Angolana estacionada na Guiné-Bissau, no âmbito das reformas das forças de defesa e segurança, foi parte dessa estratégia, que visou promover a guerra e, permitir que Carlos Gomes Júnior fosse inconstitucionalmente designado Presidente da República, contornando a Constituição, a exemplo do que tem sido habitual na Guiné-Bissau.

Evitou-se a guerra, evitou-se mais violações da Constituição e das Leis, pretendendo, isso sim, a reposição normal da Ordem Constitucional expressa na Constituição que temos, independentemente de carecer de revisão.

As Forças Armadas guineenses, até já encetaram conversações com os partidos políticos, visando restabelecer os órgãos de soberania, ainda que numa conjuntura de excepção, de forma a promover rapidamente a constituição de um Governo de Unidade Nacional que organize eleições presidenciais e legislativas a breve prazo.

No entanto, as Forças Armadas da Guiné-Bissau não mereceram atenção ao reivindicarem os propósitos que os motivaram a intervir. Se são parte do problema, devem ser considerados, devem ser ouvidos, condignamente, até porque, a postura dos militares guineenses nesta intervenção, foi de responsabilidade e com sinais claros de ir ao encontro da incumbência do artigo 20º da CRGB.

As vozes de condenação e de ameaças nem sequer questionaram que ordem constitucional deveria ser reposta, já que, ao abandonar o Governo para ser candidato presidencial, Carlos Gomes Júnior tinha, ele mesmo, violado a Constituição e deixado cair um órgão de soberania, neste caso, o Governo legitimado nas urnas em Novembro de 2008.

 AINDA HÁ GOVERNO NA GUINÉ-BISSAU, QUANDO O PRIMEIRO-MINISTRO, QUE NÃO SE DEMITIU, QUE NÃO FOI EXONERADO; O MESMO QUE DELEGOU, ILEGALMENTE, PODERES DE SUBSTITUIÇÃO (COM A DESCABIDA DESIGNAÇÃO DE PRIMEIRA-MINISTRA EM EXERCÍCIO), À MINISTRA DA PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS (QUE É, IGUALMENTE, DIRECTORA DE CAMPANHA DO CANDIDATO ÀS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 18 DE MARÇO E OFICIALMENTE, AINDA PRIMEIRO-MINISTRO DA GUINÉ-BISSAU, CARLOS GOMES JR., QUANDO AMBOS ESTÃO EM CAMPANHA ELEITORAL POR TODO O PAÍS, DESCUIDANDO OS ASSUNTOS DA GOVERNAÇÃO AO MAIS ALTO NÍVEL?

COMPREENDEM AGORA, OS GUINEENSES, PERANTE MUITAS RAZÕES EVIDENCIADAS NO DIA-A-DIA, O PORQUÊ DE A CONSTITUIÇÃO NÃO PERMITIR O CENÁRIO DE UM PRIMEIRO-MINISTRO, SEM SE DEMITIR, SEM SER DEMITIDO, PODER SER CANDIDATO ÀS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS?

SE A CHEFIA DE UM GOVERNO NÃO É IMPORTANTE, ENTÃO, QUE SE ACABE COM AS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS NA GUINÉ-BISSAU! Didinho 06.03.2012

Chamamos atenção para a questão, sendo que, a determinada altura, passou-se a designar o Chefe do Governo, Carlos Gomes Júnior de ex-Primeiro-Ministro e candidato às eleições presidenciais. Ele próprio declarou que já não era Primeiro-ministro e que, no seu lugar tinha ficado a Senhora Maria Adiato Djaló Nandigna, como Primeira-ministra em exercício, o que para nós, era inconstitucional e ilegal.

Sabíamos, porém, que tudo não passava de uma farsa para contornar a Constituição e a Lei.

Primeiro, voltamos a fazer referência à Constituição da República da Guiné-Bissau e ao artigo 71/2 que diz " Em caso de morte ou impedimento definitivo do Presidente da República, assumirá as funções o Presidente da Assembleia Nacional Popular ou, no impedimento deste, o seu substituto até tomada de posse do novo Presidente eleito."

Preenchida a vacatura do cargo de Presidente da República (após a morte do Presidente Malam Bacai Sanhá), pelo Presidente da Assembleia Nacional Popular, Raimundo Pereira, o país passou a ter um Presidente da República Interino, limitado nas suas competências, conforme estabelecido na Constituição da República. É aqui que as limitações condicionam a "libertação" do Primeiro-ministro para uma candidatura ao cargo de Presidente da República.

Porém, avançou-se com a candidatura, validou-se a candidatura, traduzida numa inconstitucionalidade numa primeira fase e, numa ilegalidade numa fase posterior, tendo em conta que, o processo eleitoral é organizado pelo Governo e, o Governo, na verdade, continuava a ser dirigido por Carlos Gomes Júnior, que também era candidato, o que constituía uma ilegalidade ao abrigo da igualdade de oportunidade des dos candidatos. Ora, um candidato que é Chefe do Governo e Primeiro-ministro, obviamente que estará acima, a nível de privilégios de campanha e outros, de todos os demais candidatos.

A confirmar que Carlos Gomes Júnior nunca deixou de ser Primeiro-Ministro, vale o Comunicado do Governo de 4 de Abril passado, onde nem sequer se designa a Senhora Maria Adiatu Djaló Nandigna de "Primeira-ministra em exercício"... Onde está a transparência em todo o processo eleitoral?

Onde está o respeito pela Constituição e pelas Leis, por parte de Carlos Gomes Júnior e do seu Governo?

 

Por que é que depois da intervenção do passado dia 12 de Abril se voltou a falar não do ex-Primeiro-ministro, mas sim do Primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, omitindo o cargo institucionalizado por ele de Primeira-Ministra em exercício e conferido à Senhora Maria Adiatu Djaló Nandigna?

Ou seja, havia um Primeiro-ministro que continuava a ser Chefe do Governo na "sombra", mas que, para ser considerado/viabilizado candidato, tinha que "sair" do Governo, sem sair de facto...

A validação da sua candidatura pelo Supremo Tribunal de Justiça só foi possível devido à ausência de uma efectiva separação de poderes dos órgãos de soberania, como também, pelos efeitos da corrupção ao mais alto nível nas instâncias judiciais do país.

Quem não se lembra das condenações e exigências de organismos internacionais e diversos países de todo o mundo relativamente às barbáries de 1 e 2 de Março de 2009 que vitimaram o ex-Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Tagme Na Waie, e o ex-Presidente João Bernardo "Nino" Vieira?

E das matanças de 4 e 5 de Junho de 2009 que vitimaram o deputado e ex-Ministro da Defesa Hélder Magno Proença e o ex- candidato presidencial e ex-ministro da Administração Interna Baciro Dabó?

E das perseguições, prisões, torturas, espancamentos de várias figuras políticas e militares no rescaldo da operação golpista iniciada em Março de 2009 e que continuou até ao passado dia 18 de Março com o assassinato do Coronel Samba Djaló?

Volvidos três anos, já não há condenações, já não há exigências no apuramento dos crimes, deixou de haver interesse na busca de respostas para diagnosticar as causas e combatê-las.

O que é que existe em comum entre tudo o que aconteceu e as condenações?

O facto de tudo ter acontecido durante a governação de Carlos Gomes Júnior, o mesmo que hoje é tido como mártir perante a intervenção militar de 12 de Abril!

Onde estão os responsáveis por tudo o que se assistiu no país nos últimos três anos?

Que efeitos tiveram as condenações?

Apenas se viu a legitimação da impunidade, o incentivo à ditadura, à violação da constituição e das leis, e a inviabilização de um Estado de Direito e democrático que se quer ou não que a Guiné-Bissau seja.

  O DIÁLOGO E A LEI

Que o diálogo seja sempre o primeiro reflexo, a primeira expressão da manifestação de um espírito de paz e de boa vontade na resolução de disputas/conflitos entre os guineenses. Que a Lei, na ausência de entendimento mútuo, na ausência de tolerância para a existência de um clima de diálogo entre indivíduos ou entre indivíduos e instituições, seja a referência maior, a única via alternativa e legal (tendo como orientação a Constituição da República), para a resolução de todas as disputas, de todos os conflitos na Guiné-Bissau.

Respeitar e cumprir a Lei, para que se evitem atropelos. A exemplo do código de estrada, condutores e peões devem conhecer minimamente as regras de trânsito e respeitá-las, sob pena de ninguém se entender na estrada se cada um decidir subverter as regras, ou ditá-las à sua maneira em função da sua conveniência ou ignorância.

Tal como em relação ao código de estrada, onde as regras de trânsito são para cumprir e são iguais para todos, independentemente do estatuto de cada um, assim se deve ter em conta a Constituição e as Leis da República da Guiné-Bissau!

A Lei equilibra/regula toda e qualquer força, através dos direitos e dos deveres!

Didinho 07.04.2012

Guiné-Bissau: Militares querem «saída política para a crise»

Os militares guineenses querem «uma saída política para a crise» para o «poder não cair na rua», garantiu o porta-voz do Estado Maior das Forças Armadas, Dabana Na Walna.

«O Estado Maior General das Forças Armadas entendeu que o poder não pode cair na rua e resolveu ele próprio assumir a busca da solução política para ultrapassar a crise. É nesta qualidade, de porta-voz do Estado Maior General das Forças Armadas, que falo aqui», disse Dabana Na Walna após o encontro com os representantes dos partidos políticos.

O responsável explicou depois que «o que aconteceu ontem [quinta-feira] foi um levantamento militar que depôs o Presidente da República Interino e o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior».

«Tudo começou através de um clima de mal-estar que começou desde a chegada dos primeiros armamentos da Missang [força militar angolana] a Bissau, passando por várias etapas até chegar ao momento em que embaixador de Angola teve a veleidade de ir ao Estado Maior General e acusar o Chefe do Estado Maior diretamente de estar a preparar um golpe de Estado», explicou o porta-voz.

Acrescentando que «o clima de mal-estar se arrastou», envolvendo o governo e as Forças Armadas, o tenente-coronel Na Walna adiantou: «Depois recebemos notícias de que há, e temos informações fidedignas, um plano secreto escrito em que o governo da Guiné solicita, através de Angola, a intervenção das forças estrangeiras aqui».

«Tudo isso acabou por precipitar os acontecimentos que se deram ontem [quinta-feira]. E agora estamos à procura de uma saída política para esta crise», disse, acrescentando que ainda não há propostas concretas.

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=2419348&page=-1

Fonte: TSF Rádio Notícias

   Forças Armadas reagem o fim da missão angolana

As Forças Armadas da Guiné-Bissau reagiram na segunda-feira passada o fim da Missão
Angolana na Guiné-Bissau (MISSANG), decidida pelo Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos.

A missão que não conseguiu concretizar os seus objectivos, de apoiar a reforma no sector da Defesa e Segurança, não está em sintonia com as Forças Armadas da Guiné-Bissau, por ter trazido material bélico sem autorização da parte guineense.

A posição dos militares surgiu depois da difusão do comunicado do Conselho de Ministros da semana passada, no qual se torna público que o Executivo não constatou até ao momento nenhuma violação ao acordo supra-mencionado por parte da MISSANG.

Essa reacção foi feita numa conferência de imprensa, dirigida pelo tenente-coronel Daba Na Walna, chefe de gabinete do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, contando com as presenças do tenente-coronel Caramó Cassamá, chefe de Operações e de Treino, do tenente-coronel Albertinho Cuma, chefe de Divisão de Educação Cívica, do tenente-coronel Sousa Cordeiro, chefe de Divisão dos Recursos Materiais e do tenente-coronel Júlio Nhagde, comandante do Regimento de Para-comandos.

A conferência teve o teor a que passamos na íntegra, como se segue:

“Tem se dito, por aí fora, que as Forças Armadas (FA) da Guiné-Bissau não se subordinaram ao poder político e querem pôr em causa o acordo assinado com a República de Angola. Daí que, entendemos por bem, chamarmos a imprensa para dar-vos a conhecer a nossa posição, relativamente a este caso.

O ministro de Defesa de Angola, o general Cândido Van-Dúnen, que veio cá como enviado especial do Presidente da República de Angola, convocou-nos um encontro no Palácio do Governo e nos disse que o Governo de Angola, através do seu Chefe que é ao mesmo tempo Chefe de Estado e Comandante em Chefe das Forças Armadas de Angola, o Presidente José Eduardo dos Santos, decidiu acabar com a Missão Angolana na Guiné-Bissau (MISSANG) para a fazer voltar a procedência. Nós apenas limitamo-nos a ouvir o que foi dito, pois, não nos cabia pronunciarmo-nos sim ou não, porque temos políticos que nos estão pela frente. O acordo foi assinado pelos políticos e não por militares.

Depois desse encontro houve uma reunião do Conselho de Ministros do qual saiu um comunicado com o teor da informação de que as FA não estão a submeter-se ao poder político e querem pôr em causa o acordo assinado com a Angola. Nós, antes pelo contrário, respeitamos o poder político. Foi assim que, quando o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), o tenente-general António Indjai, não ficou satisfeito com alguns procedimentos de Angola informou ao Presidente da República Interino o que está a passar. Se fossemos insubmissos ao poder político, ele não faria isto. Ele esclareceu tão só o seu descontentamento ao Chefe de Estado, que é o seguinte:

 

Informação sobre golpe de Estado

No dia 20 de Março último (depois das eleições), o senhor Embaixador da República de Angola foi as instalações do Estado-Maior, pediu uma audiência com o CEMGFA, aquém disse que ouviu uma informação de que o CEMGFA está a preparar um golpe de Estado, e que ele queria saber se isto corresponde a verdade ou não. O CEMGFA perguntou-lhe aonde é que saiu com a informação e ele respondeu que foi através do seu país. Ele disse que o seu país dispõe de meios de informação superior aos da Embaixada, o que deixou entender claramente que esta informação lhe foi transmitida através dos serviços do seu país.

E como os senhores devem notar que esta acusação devera factos. O Chefe de Estado-Maior ficou chocado com isso e solicitou imediatamente ao Presidente da República Interino que se convocasse uma reunião de emergência para poder dar o teor do encontro com o Embaixador de Angola.

Nesse mesmo dia, convocou-se a reunião em que o CEMGFA esteve presente com o seu staff, mas também do lado do Governo estiveram presentes os ministros da Presidência do Conselho de Ministros, da Comunicação Social e dos Assuntos Parlamentares, Adiato Djaló Nandigna e do Interior, Fernando Gomes e mais os conselheiros do Presidente da República Interino. O Primeiro-Ministro e o ministro da Defesa Nacional e dos Combatentes da Liberdade da Pátria não puderam estar presentes, porque o Chefe do Governo tinha uma agenda carregada e o Baciro Djá ainda não tinha retomado as suas funções no Ministério de Defesa Nacional. O CEMGFA deu a conhecer aos presentes o teor da conversa que manteve com o Embaixador de Angola, manifestou o seu repúdio quanto a forma como a pergunta lhe foi dirigida.

É uma insinuação que o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas estaria a dar golpe de Estado. Grave de tudo isto é que o Embaixador, pelos simples canais oficiais, nomeadamente o Ministério dos Negócios Estrangeiros, dispensou o Ministério de Defesa Nacional e foi directamente ao Chefe de Estado-Maior para lhe perguntar se na verdade estaria a fazer um golpe de Estado.

Até, da nossa parte parece um pouco da ingenuidade, porque ainda que o CENGFA estivesse a preparar um golpe de Estado não iria dizer isso ao Embaixador de Angola de que na verdade está a preparar um golpe de Estado. Isto seria um golpe de brincadeira.

E o CEMGFA, ao longo desse tempo todo, mostrou que não é um indivíduo aventureiro, golpista, porque deu essa prova no dia 26 de Dezembro de 2011.

Naturalmente, deveria sentir-se chocado e solicitou este encontro ao Presidente da República Interino. Todos os presentes, quando foram informados do teor da conversa do senhor Embaixador, também ficaram chocados, incluindo o Presidente da República Interino.

Entrega das armas

Nesse encontro o CEMGFA pediu ao PRI, enquanto Comandante em Chefe das FA que este diligencie junto das autoridades angolanas para que a MISSANG nos entregue os meios bélicos destinados para a Guiné-Bissau ou que os devolva à procedência. Porque na verdade, em 2011, ainda nessa altura o Bubu Na Tchuto era o chefe de Estado-Maior da Marinha Nacional, a MISSANG recebeu meios de guerra, sem que nos tenhamos sido previamente avisados e supomos também que o Governo tenha sido apanhado de surpresa. Esse material de guerra era constituído por 12 carros de combate, alguns morteiros, armas antiaéreas de calibre médio (ZGU-1) e na altura quando perguntamos sobre isso, o Bubu inconformou-se e perguntou à MISSANG o por que razão sem aviso e sem manifesto é desembarcado material de guerra no porto de Bissau, vindo de Angola. A resposta que a MISSANG deu na altura era de que o material é para as FA da Guiné-Bissau. E nós, agindo de boa fé, ficamos pacientes e aguardamos que o dia da entrega chegasse. E como vimos que esse dia nunca mais chegaria, perguntamos a MISSANG o porque da não entrega do material. Foi daí que a missão nos solicitou homens que deveriam ser preparados para manejar o material, visto ser de fabrico sul-africano e não soviético com que a nossa gente está habituado a lidar.

Nós, disponibilizados homens que foram treinados durante 30 dias e fez-se o encerramento desse treino na “Brigada Mecanizada 14 de Novembro”. Depois disso, estávamos a espera da entrega do material e que nunca mais foi entregue. Chamamos o general chefe de MISSANG no gabinete do CEMGFA e esse deu-nos a conhecer que não lhe compete entregar-nos o material, mas sim, a Luanda.

O CEMGFA disse-lhe que assim sendo falaria com o Nunda, o CEMGFA de Angola, para que nos dê explicações para quando será a entrega do material. Foi ali que ele nos disse que o seu CEMGFA está ausente no interior do país e que na zona em que estava era de difícil comunicação. Assim sendo, o tenente-general António Indjai não esperou mais. Pegou no seu telemóvel e telefonou para o seu homólogo angolano (como colega de CPLP) e esse deu-nos a conheceu que não podia tomar a decisão militarmente para entregar o material. Mas, que a decisão competia ao Governo de Angola.

E nós, como militares, não podíamos entrar na aventura de telefonar ao ministro de Defesa de Angola e a perguntar-lhe sobre quando é que iria ser entregue o material. O CEMGFA angolano disse que fez esforço até aqui e que se o material não for entregue, o problema não é por sua culpa. Daí, deixamos andar.

 

Forças especiais e coletes anti-bala

Depois dos acontecimentos de 26 de Dezembro último, de novo, Angola voltou a reforçar o seu material bélico, desta vez com três tanques lagartas, tudo com o propósito de serem entregues às nossas FA.

Além disso, depois da morte do Presidente Malam Bacai Sanha e, antes das eleições recentes, Angola fez a substituição dos seus efectivos aqui e em lugar dos militares comuns, mandou forças especiais, equipadas com coletes anti-bala, o que para nós representa uma prontidão para a guerra. Mas limitamo-nos a observar pacientemente, porque temos um Governo que pudesse reagir sobre isso. Mas nada aconteceu.

A gota de água que fez transbordar o copo foi a audiência do Embaixador de Angola com o CEMGFA. Quando ele disse ao CEMGFA que tem informações de que ele está a preparar um golpe de Estado, o CEMGFA ligou as peças: manda-se carros de combate, depois os tanques, faz-se substituição dos efectivos por tropas especiais com coletes anti-bala e ainda com acusação de estar a preparar um golpe de Estado, então, é chegado a altura de dizer basta tudo isto. Entregam-nos o material ou devolvam-nos a procedência.

Na verdade, o acordado com o Governo de Angola é contrariamente aquilo que foi difundido pelos órgãos da Comunicação Social em conferência de imprensa do Governo da Guiné-Bissau em que se diz que não se vê em como se terá sido violado o acordo entre a Guiné-Bissau e Angola no domínio militar. O acordo a que se refere não faz menção, em nenhuma cláusula, de que Angola pudesse ter materiais bélicos na Guiné-Bissau. Em nenhum momento foi dito isto, mesmo quando se diz que o protocolo adicional desse acordo foi fruto da visita do CEMGFA à Angola. Nessa visita não se falou do envio de armamentos para a Guiné-Bissau e o protocolo adicional que é o resultado dessa conversa de preparação técnica a que o CEMGFA teve em Angola não consta nada que MISSANG tem o direito de ter armamento na Guiné-Bissau e, sobretudo, armamento de tipo tanque. Isto não está acordado.

Chegado a este ponto era muito natural sentir-se encurralado e sobretudo quando isso acontece à margem dos acordos. Foi tão só que o CEMGFA disse: “devolvam as armas à procedência ou entregam-nas às FA da Guiné-Bissau”. Nunca se falou do fim da MISSANG. Não é da competência das FA dizer que a MISSANG acaba ou não. É o Governo que assinou o acordo com a Angola e a MISSANG é o produto desse acordo. Mas, se o Governo da Guiné-Bissau quiser manter as bases militares de Angola na Guiné-Bissau, ele tem um caminho correcto para isso. Que vá a Angola, assine os acordos e os traga para o parlamento para efeitos de aprovação. Portanto, se os deputados concordarem que o aprovem, o Presidente da República os promulgue. Este é o caminho normal.

O que não pode acontecer, porque será uma violação flagrante ou uma ilegalidade, é fazer um acordo aprovado no parlamento com certo sentido e na altura da execução do acordo pôr em prática outro acordo completamente diferente com o conteúdo do acordo assinado. O acordo assinado não prevê o envio de armas para a Guiné-Bissau. Se as armas são enviadas, estamos perante um acordo completamente diferente do acordo anterior. Por isso, como militares e responsáveis pela defesa externa deste país, entendemos que devemos chamar atenção ao Governo. Não o fizemos pessoalmente, nem o CEMGFA foi a MISSANG dizer-lhe que vão embora, diferentemente aquilo que foi divulgado na imprensa de que o CEMGFA terá dado um ultimato de 48 horas para MISSANG abandonar o país. Isto nunca aconteceu. O CEMGFA não deu e nem pode dar ultimato à MISSANG, porque não tem competências para isto. Quem tem competências de dizer que MISSANG vá embora é o Governo, que é o responsável pela política externa da Guiné-Bissau não são as FA. O que foi acordo é enviar uma companhia que nos ajude a fazer a reabilitação das casernas, formação administrativa nas áreas da segurança, de inteligência e por aí adiante.

 

Não às bases militares

Não deve haver a instalação de bases militares angolanas no país. Se isto está a acontecer, porque o Governo é responsável. O nosso espanto é que ouvimos, na praça pública, de que os militares devem submeter-se ao poder político, que os acordos devem ser cumpridos como se fosse que chamar atenção ao Governo o facto de que a MISSANG está a receber armamentos fosse uma insubordinação ao poder político. Na verdade, esse instituto de subordinação das FA ao poder político significa tão só isso ou obediência a lei. Os militares devem ser obedientes à lei. O poder político é moldado através da lei.

Em democracia, no Estado de direito democrático, todas as instituições do Estado são vinculadas ao princípio da legalidade. Se o militar respeita a lei é porque respeita a Constituição e as demais leis que regem as FA, estará a subordinar-se ao poder político na certeza porém quando esse poder político toma decisão o faz de acordo com a lei.

Portanto, sobre essa questão de envio de armamentos é bom que fique bem claro que nós, os militares, nunca dissemos que a MISSANG termine, quem o disse é o Governo de Angola. E só ele é que sabe o porquê. Aliás, de algum tempo para cá tem havido um abrandamento dessa cooperação, por razões que não nos foram explicadas.

Deveríamos beneficiar de bolsas de estudo para Angola, mas este ano não há formação para a Guiné-Bissau. Havia uma proposta de levar 250 militares para a formação em Angola, nomeadamente sargentos, oficiais subalternos e cursos até de promoção de oficiais superiores. Chegamos no mês de Fevereiro e nenhuma proposta nos foi feita como anteriormente se fazia.

Relativamente a reparação das casernas, quem foi ao Estado-Maior e as diferentes unidades do interior do país pode ver que tudo está parado, não por culpa do Governo de Angola, porque esse tem uma disponibilidade financeira para a Guiné-Bissau desde finais de 2010. Manifestou isso publicamente. O Governo da Guiné-Bissau arrastou o tempo, porque na verdade não havia boa vontade de cooperar com os angolanos.

 

Cooperação com África do Sul

Aliás, nós os militares, fomos solicitados para a mudança de cooperação de Angola para África do Sul, porque aquele país tem mais dinheiro e economia mais robusta que a Angola. E, nós decidimos que por mais que a economia sul-africana possa ser superior a economia angolana, o espírito do Governo de Angola é muito mais robusto de que qualquer outra economia robusta deste mundo. E dissemos que nós vamo-nos manter olhos fixos na cooperação com a Angola. Foi o que fizemos até aqui. Nunca oscilamos. Quem oscilou foi o Governo que a dada altura queria trazer os sul-africanos para a exploração do bauxite, acordo esse que os angolanos assinaram há muito tempo. Desta vez o Governo voltou para Angola e acusa-nos de não estarmos a respeitar o acordo com os angolanos e a querer mandar os angolanos de volta.

Isto nunca foi a atitude das FA. Com os militares angolanos damo-nos perfeitamente bem, apesar de tudo o que aconteceu e continuamos a ser fiel aos acordos assinados entre nós e a Angola.

A única coisa que nós dissemos basta é o envio de armas para cá. Se o Governo quiser que isto seja feito, que faça um acordo nesse sentido, senão está a violar os acordos e a pôr em causa não só as FA, mas também, ao povo da Guiné-Bissau.

Queria só deixar aqui uma coisa bem clara. No comunicado do Governo, parece haver tendência de arrastar as FA para o debate eleitoral e não foi por acaso que o Governo faz referência ao discurso do CEMGFA no dia 30 de Março, querendo com isso significar que as FA estão a posicionar-se a favor deste ou aquele candidato. Nada disso. Foi no dia 20 (2 dias depois das eleições) que o CEMGFA reagiu o que o Embaixador de Angola lhe disse a que também informou ao PRI e fê-lo num fórum próprio, dentro da Presidência da República, longe dos microfones. A segunda vez, foi na reunião tida no parlamento, no dia 30 de Março, à porta fechada e na ausência da imprensa, em que participaram o PRI, as FA, representantes do Governo, das entidades religiosas, chefes tradicionais e a sociedade civil. Ora se a informação sai para fora e alguém publica no seu jornal que o CEMGFA deu ultimato de 48 horas à MISSANG, esta deturpação corre por conta e risco do próprio deturpador, não por conta do Estado-Maior. Esta conferência de imprensa que estamos realizando aqui é a primeira vez que as FA vão a imprensa para dar a conhecer a sua posição relativamente à MISSANG.

A paz que estamos a buscar aqui, talvez seja de outro país e não da República da Guiné-Bissau.

 

Relacionamento de políticos e militares

Respondendo as perguntas dos jornalistas, o tenete-coronel Daba Na Walna disse que os militares refutam liminarmente o comunicado do Governo naquele aspecto em que se tenta insinuar que os militares sejam responsáveis do fim de MISSANG. Quem decidiu dar por finda a missão de Angola é o Presidente de Angola. Agora inventar bode expiatório, não. Nós não somos responsáveis da situação.

Sobre o processo eleitoral, é bom que fique bem claro, de acordo com a lei eleitoral, não há espaço para a intervenção das FA nas eleições. Os políticos têm arrastado as FA para aí, mas nós resistiremos toda e qualquer tentativa deles. Ouvimos alguém a tratar-nos de macacos e tudo mais, mas passamos em cima disso, não tem problemas. Temos uma missão nobre de garantir a defesa e a integridade territorial do país. Se alguém está habituado a lidar com os militares para poder governar, desta vez não tem essa possibilidade. Não estamos aqui por encomenda de alguém, nem estamos aqui a defender o tacho de alguém.

Quando as armas chegaram ao país, o comité que funciona, constituído da parte guineense e parte angolana, não disse nada. Seria normal convocar esse comité para se pronunciar, mas não foi o caso.

Não era preciso rever o que está a passar, porque houve atrasos da parte guineense. Só temos a lamentar. Desde finais de 2010, Angola tem dinheiro disponível para a Guiné-Bissau, só em Outubro de 2011, mas que tudo está a correr, depois de tanta pressão de Angola. Primeiro enviou uma comissão que era integrada por uma senhora das finanças, depois mandou um general, especialista em concursos públicos, para que finalmente o concurso possa ser lançado. E isto para quem precisa de ajuda, quem diz que Angola está a ajudar. Tem promessas de mais de 30 milhões de dólares desde finais de 2010 até quase aos finais de 2011. Portanto, não era preciso reunir. Angola é que fez a pressão e a parte guineense respondeu com muita morosidade”.

Bacar Baldé

Jornal Nô Pintcha

http://www.jornalnopintcha.com/index.php/nacional/item/534-reforma-no-sector-de-defesa-e-seguranca-ou-base-militar-missang


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