A NECESSIDADE DO DESPERTAR DOS PARTIDOS POLÍTICOS NA GUINÉ-BISSAU

Sentinela ka ta durme

Letra de Fernando Casimiro (Didinho)

Música de Fernando Carvalho

Álbum "Nha Laide"

Quando se fala da Guiné-Bissau, no sentido crítico, mas construtivo; com realismo, mas assente num positivismo alimentado pela esperança de se construir um país melhor, poucos são os filhos da terra que se manifestam. Evita-se posicionar, pois tal como costumo dizer: O medo priva-nos da liberdade! Didinho

 

 

Fernando Casimiro (Didinho)

didinho@sapo.pt

19.06.2011

Fernando Casimiro (Didinho)Um Partido político que não respeita os direitos dos seus militantes, entre a liberdade de pensamento e de expressão e que não aceita conviver com as diferenças no seu seio, é simplesmente um Partido fora do contexto da democracia. Há que revolucionar os Partidos políticos, pela positiva, e isso, cabe aos seus militantes!

Em 2012 haverá eleições legislativas na Guiné-Bissau, caso se cumpram as normas constitucionais que estipulam a realização de eleições legislativas de 4 em 4 anos.

Será que os Partidos políticos na Guiné-Bissau, com ou sem assento parlamentar, trabalham diariamente no sentido de se prepararem para o compromisso com o eleitorado e, por assim dizer, para com o país?

Por onde andam os Partidos políticos, que deles, só se ouve falar aquando da marcação da data das eleições e por via disso, durante a campanha eleitoral?

Repare-se que mesmo do PAIGC, Partido no poder, nada se sabe, nada se ouve dizer das suas actividades partidárias, transformado que foi, numa "entidade política de gestão empresarial" pertença do seu Presidente e actual Primeiro-ministro, que condiciona toda a actividade político-partidária à sua conveniência e aos seus interesses pessoais, onde o negócio, através do poder do dinheiro, lhe vai garantindo o poder político-partidário e, por consequência, o poder a nível do Estado.

Os deputados do partido no poder, mas também os da oposição, pouco ou nada têm feito no sentido de cumprir com a missão de fiscalização governativa, na qualidade de dignos representantes do povo, eleitos para esse fim.

A boa governação não se consegue apenas com a actuação do Governo!

Sem a participação activa e consciente; comprometida, séria, crítica, exigente e responsável dos deputados, não há espaço para um verdadeiro debate de ideias, visando a discussão e viabilização de propostas de âmbito nacional e no interesse dos cidadãos.

Para quando a boa vontade dos deputados, visando o cumprimento das suas obrigações, efectuar visitas constantes às instituições do Estado, constatar no terreno o estado das coisas, dialogar com as populações, com os técnicos, fazer levantamentos, para depois levarem ao debate na Assembleia?

O local de trabalho de um deputado não é apenas a sede da Assembleia Nacional Popular. O deputado trabalha para as populações do circulo eleitoral que o elegeu e, em consequência, de uma forma global, para todo o povo do país que representa!

Será que os deputados que se concentram na Assembleia Nacional Popular, eleitos pelos círculos eleitorais a que pertencem têm levado a debate e discussão assuntos de interesses das populações desses círculos eleitorais?

O que se discute na Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau de tão importante e actual, que impede a confrontação de ideias sobre o Estado da Nação, tal é o estado de "ameaça pública"  - à vista de todos - em que se encontra o país no seu todo?

O que impede que se discuta e se confronte o Governo com os problemas crónicos na Saúde, na Educação, na Justiça, no Emprego, na Habitação, nos Transportes e Infra-Estruturas, no Turismo, na Agricultura, nas Pescas, na Segurança das populações, na Energia e Águas, no Saneamento Básico etc., visando obter respostas, soluções consensuais e sustentáveis no intuito de se ultrapassar esses problemas?

Sem um levantamento das necessidades do país para cada sector de desenvolvimento socioeconómico e político, continuaremos a ter Governos com Programas de Governação irrealistas, o que, consequentemente, terá reflexos na elaboração (desenquadrada) do Orçamento-Geral do Estado.

O que é feito do Partido da Renovação Social - PRS, outra entidade política "privada", que nem sequer se assume, condignamente, como o maior Partido da oposição?

Para quando o despertar dos Partidos políticos sobre a necessidade de se valorizarem (se realmente quiserem oferecer melhores opções ao eleitorado e ao país), renovando as suas estruturas humanas com pessoas capazes, até porque, abundam no país e na diáspora, jovens quadros com altos estudos e graus em Ciências Políticas e outros?

Para quando o despertar dos Partidos políticos para a necessidade de se encarar a política como uma actividade séria e a via legal para a representação institucional do verdadeiro poder atribuído pelo dono da terra, o povo?

Para quando o reconhecimento dos Partidos políticos de que a democracia não se resume à realização de eleições e que as suas actividades não começam nem acabam com as campanhas eleitorais?

Um Partido político deve ter as suas estruturas funcionais diariamente, 24 horas por dia, se realmente quiser chegar ao poder, servir os cidadãos, o país e a democracia!

Há dias dei conta de que o Ministro das Finanças Dr. José Mário Vaz já está a despertar o seu Partido para a necessidade de começar a trabalhar para as eleições legislativas de 2012, ou não fosse sinal disso, afirmar que: " O ano de 2012 é o ano do aumento de salário".

É bom que de facto, o Governo consiga aumentar os salários em 2012, mas melhor do que fazer este tipo de promessa (em jeito de pré-campanha eleitoral), é cumprir com o pagamento de salários, atempadamente, independentemente do muito ou pouco que cada um tiver a receber.

Quem trabalha precisa do seu ordenado no final de cada mês e o resto, tudo o resto, não passa de demagogia!

Vamos continuar a trabalhar, criticando, mas também, sugerindo novos rumos!
 
Bissau, 10 jun (Lusa) -- O ministro das Finanças da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, prometeu que os salários dos funcionários públicos vão aumentar em 2012.

"Prometemos que a partir de setembro vamos analisar com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Os salários em 2012 vão ser a preocupação do governo. O salário vai subir. Não podemos neste momento avançar como", afirmou o ministro quinta-feira.

Segundo José Mário Vaz, o "ano de 2012 é o ano do aumento de salário".

"Vamos aumentar em função da sustentabilidade do aumento.

Nós não vamos aumentar para não pagar, vamos aumentar para pagar", disse.

O ministro explicou também que o governo está preocupado com o aumento salarial e que com as pessoas que ganham 19 mil francos cfa (cerca de 29 euros) por mês.

"Nós queremos melhorar o nível dessas pessoas, mas temos de melhorar o nível dessas pessoas em função da nossa capacidade de arrecadação de recursos", disse.

Nesse sentido, salientou que para aumentar salários é preciso alargar a base fiscal e cortar as "gorduras" existentes no orçamento de Estado.

"Combatendo essas gorduras é possível arranjar recursos para fazer face ao aumento dos salários", afirmou José Mário Vaz.

Para este ano, o ministro das Finanças insistiu que "não há folga financeira para aumentos salariais".

MSE.

Lusa/Fim

 

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